Em junho de 1991, aos 11 anos de idade, Jaycee Lee Dugard foi raptada enquanto esperava o ônibus da escola. Pelos próximos 18 anos, sua vida se tornou um verdadeiro pesadelo. Abusada pelo homem que a sequestrou, acabou se tornando mãe de duas crianças - e, de certa forma, também irmã, para tentar aplacar o intenso isolamento em que vivia.
Quando a Editora Record me ofereceu esse livro para resenha, nunca tinha ouvido falar sobre ele. Corri para saber do que se tratava a história. Assim que vi que se tratava de uma história real de sequestro de uma criança, me interessei. Sempre achei interessante histórias sobre sequestros, mas nunca tinha lido uma história verídica. Não imaginava que fosse me emocionar tanto.
Jaycee, uma garotinha de 11 anos de idade, saiu para pegar o ônibus para ir à escola, como fazia diariamente. O que ela não imaginava era que aquele seria seu último dia de liberdade, pelos próximos 18 anos.
Ela foi puxada para dentro de um carro por um casal, Phillip e Nancy Garrido. Eles a levaram para sua casa, um quartinho no quintal. E nesse quintal, Jaycee Dugard viveu por 18 anos.
O livro foi escrito pela própria Jaycee, quase dois anos depois de ser libertada. Ela narra de forma emocionante desde os primeiros dias de cativeiro, quando era uma ingênua menina de 11 anos, como foi abusada dia após dia por Phillip Garrido. O nascimento de suas duas filhas que teve com o sequestrador, o relacionamento dela com a esposa, Nancy.
O mais estranho de toda a narração de seu sofrimento por 18 anos, era saber que mesmo presa e molestada regularmente, Jaycee nutria um certo sentimento quase afetuoso pelo seu sequestrador. Apesar de pedófilo, Philipp nunca foi violento e agressivo com Jaycee, pelo contrário, muitas vezes a tratava com carinho e afeto. Absurdo!!!
"Às vezes acho que estou sendo muito dramática e reclamo demais. Que motivo eu tenho para reclamar? Tenho comida, tenho abrigo da chuva - bom, a menos que minha barraca esteja vazando. eu não quero magoá-lo (Phillip), às vezes acho que minha presença o magoa. Sendo assim, como posso dizer a ele que desejo ser LIVRE para ir e vir como quiser? LIVRE para dizer que tenho uma família. LIVRE."
Jaycee, passou de menina a mulher na companhia dos Garrido, eles eram seu apoio, toda sua referência. E apesar de sentir imensamente a falta de sua mãe, sua irmã e toda sua família e amigos, Jaycee se sentia segura com os Garrido.
"Será que ela acha que estou morta? (minha mãe) Eu sinto tanta saudade dela, mais do que consigo compreender. Às vezes, eu tenho medo de não reconhecê-la. Às vezes eu me pergunto: se eu tivesse escolha, será que ficaria aqui ou iria embora? Não existe resposta fácil. Falta uma parte de mim que sempre vai estar lá com ela (minha mãe). Tem uma parte de mim, que sempre dói e sente a dor de perder a minha família e esta parte quer ficar completa, mas isso não pode acontecer até que eu me reúna com quem perdi. Eu queria ser mais forte."
Nos últimos anos de cativeiro, ela ganhou a "liberdade" de poder sair de casa para passear com sua "família". Ela, suas filhas, Phillip e Nancy formavam uma "verdadeira família" aos olhos de quem visse. Nesses últimos anos, Jaycee teve várias oportunidades de pedir ajuda, pois ela trabalhava com telefone e internet a sua disposição, mas o medo a paralisava e ela continuava a mercê do casal de sequestradores.
"A vida vale a pena simplesmente porque você a vive, ou vale mais se você fizer a vida acontecer? E se você não tiver escolha? Talvez você tenha que fazer a vida acontecer, seja para o bem ou para o mal. Você faz as escolhas na vida e tem que viver com as consequências destas escolhas. Será que eu tinha uma escolha "aquele dia"? Poderia ter escolhido ficar em casa ao invés de ir para a escola? Eu teria ficado de castigo, mas minha vida não teria mudado tão completamente. Será que eu escolheria estar aqui mesmo com tudo o que aconteceu?"
A história foi muito divulgada nos meios de comunicação de todo o mundo. Foi realmente um dos sequestros que mais chocou a população. Mas lendo o livro, pelas palavras da própria vítima, que hoje tem 31 anos, é muito mais emocionante. Eu me emocionei demais com esse livro. E com certeza recomendo a todos!
Vida Roubada - Jaycee Dugard Best Seller 303 páginas Comprar: Submarino||Saraiva (*) (*) (*) (*) (*)
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7 Comentários em “Vida roubada”

Simplesmente louca pra lê-lo.
Concerteza é o próximo, acho que vou me emocionar muito.
bjjj ju
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Oi!
Apesar de ser uma história com certeza emocionante, eu não tenho vontade de ler esse tipo de livro.
Toda essa coisa de sequestro não me anima em nada, sei lá me dá uma agonia, sei lá. Esse negócio dela nutrir afeto pelos sequestradores e tudo mais é bem absurdo mesmo. Mas só vivendo o que ela viveu pra entender ou ler o livro, que convenhamos, é mais “fácil”.
Mas a sua resenha ficou muito boa e acho que a história vai agradar quem se interessa por esse tipo de leitura. ^^
Beijos.
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Nunca li nenhum caso verídico de sequestro, e este realmente me prendeu, fiquei com vontade de ler agora. Ester trechos que você pois são muito chocantes, imagino a história inteira… Por mais eu fique numa angústia sempre que leio livros deste gênero não consigo me conter, fico curiosa com cada caso, cada sequestrador e seus motivos que os levam a fazer o que fazem…
Adorei a resenha!!
Beijos
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Meu Deus, o livro não chega!!.. rs…
Quero tanto ler. espero que chegue antes do natal..
bjj Ju
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Parece ser uma história muito linda.
Adoro esse tipo de livro (apesar de odiar esse tipo de história… voce entende, rs) porque é interessante ver o que se passa na cabeça dessas pessoas.
Espero ler um dia.
Beijão!
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Ai que tristeee…
Não quero ler não! rsrs…
Prefiro histórias mais romanticas, engraçadas…
bjOO
http://brechodanylins.blogspot.com/
@brechodanylins
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Nossa, já estou aqui no skkob procurando ele. Quero muito ler essa história!
Feliz ano novo pra vc!
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