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[Resenha em vídeo] Uma história de amor e TOC

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Achei o livro “Uma história de amor e TOC” tão fofo que resolvi fazer uma resenha em vídeo. Espero que gostem desse formato de resenha, em vídeo. Se gostou, dê um like no vídeo para ajudar na divulgação; E se você ainda não se inscreveu no canal, inscreva-se e receba todos os vídeos em primeira mão. :)

capa uma historia de amor e toc 650

Uma história de amor e TOC – Corey Ann Haydu
Galera Record
320 páginas
Comprar: Amazon|Americanas|Saraiva
4 star

14/05/2015
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[Resenha] A mais pura verdade

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15 - A mais pura verdade (ABRIL)Em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal. Ele tem um cachorro chamado Beau e uma grande amiga, Jessie. Ele gosta de fotografar e de escrever haicais em seu caderno. Seu sonho é um dia escalar uma montanha.
Mas, em certo sentido, um sentido muito importante , Mark não tem nada a ver com as outras crianças. Mark está doente. O tipo de doença que tem a ver com hospital. Tratamento. O tipo de doença da qual algumas pessoas nunc melhoram. Então, Mark foge. Ele sai de casa com sua máquina fotográfica, seu caderno, seu cachorro e um plano. Um plano para alcançar o topo do Monte Rainier. Nem que seja a última coisa que ele faça. A Mais Pura Verdade é uma história preciosa e surpreendente sobre grandes questões, pequenos momentos e uma jornada inacreditável.

Lendo a sinopse de A mais pura verdade, a primeira coisa que se pensa é “Ah, mais um sick lit vindo na onda de A culpa é das estrelas”. Mas ao ler as primeiras páginas já se percebe que é uma história muito mais delicada e não tão dolorosa quanto ACDE. Este livro não é focado na doença em si, mas sim na força de vontade e no desejo de realizar seu último desejo antes da morte iminente.

Mark está cansado de lutar, cansado de hospitais, cansado de cochilos dramáticos pela casa, cansado de saber que apesar de sua pouca idade, seu fim está próximo. Munido de uma coragem extraordinária e de seu fiel companheiro, o cachoro Beau, ele parte em uma aventura que tem tudo para ser a última de sua vida. Seu sonho é escalar o Monte Rainier. Sonho este, que ele prometeu ao seu avô, no seu leito de morte, que realizaria pelos dois.

Mark nunca pensou que seria fácil. Mesmo com tudo planejado, algum dinheiro, comida, sua inseparável câmera fotográfica e seu caderninho de anotações, ele parte rumo ao seu sonho. No meio do caminho ele vai se deparar com muitos perigos,  pessoas muito más, mas também encontrará anjos, que ele tem certeza que estão ali para protegê-lo. O  tempo todo ele estava ciente de que encontraria muitas barreiras no caminho, mas não desistiria por nada.

A única pessoa que sabe para onde Mark está indo é Jessie, sua a melhor amiga de infância. Mesmo sem ele ter dito explicitamente para onde estava indo, ela sabe, do fundo do coração que seu amigo foi em busca de seu sonho. O grande dilema de Jessie agora é contar ou não aos pais de Mark onde ele está. Sua grande dúvida é salvar o amigo ou deixá-lo viver seu sonho.

A mais pura verdade

A mais pura verdade

A mais pura verdade é uma linda história de amizade e coragem. Confesso que demorei um pouquinho a me acostumar com a ideia de que um menino de apenas 12 anos tenha elaborado um plano tão meticuloso e tenha tido a coragem de fugir de casa, viajando cerca de 400 km para chegar a uma montanha  de neve, enfrentando frio, fome e os efeitos de sua doença. Felizmente consegui relevar esse fato, que costuma me incomodar bastante em histórias com personagens infantis.

Eu preferi pensar que a doença acabou encurtando a infância de Mark e todo o seu sofrimento se transformou em coragem e maturidade. O relacionamento do menino e seu cachorro é tocante. As partes mais dramáticas da trama sempre envolvia o cachorro Beau. Impossível não se encantar pelo cãozinho tão dócil e tão pequenininho, que viajava escondido na mochila de Mark.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo próprio Mark  e também possui capítulos intercalados, narrados em terceira pessoa, geralmente expondo os sentimentos dos pais de Mark e de sua amiga Jessie. A capa do livro representa um dos momentos mais tensos da trama, impossível não se emocionar nesse trecho. O livro é bem fininho, li em um dia. Quer saber como termina essa aventura de Mark e Beau? Então leia A mais pura verdade e emocione-se com essa história de amor, amizade e coragem.

A mais pura verdade – Dan Gemeinhart
Novo Conceito
224 páginas
Comprar: Amazon|Americanas|Saraiva|Submarino
4 star
sobre o auttorDanGemeinhart
 

Dan Gemeinhart vive em uma cidadezinha bem no meio do estado de Washington com a esposa e s três filhas. Ele tem a sorte de ser professor e bibliotecário em uma escola primária, onde pode falar sobre livros incríveis para crianças incríveis. Dan adora acampar, cozinhar e viajar. Ele também toca violão (mal) e lê (o tempo todo). Sua casa é sempre uma bagunça, mas ele é feliz demais. A mais pura verdade é seu primeiro livro.

 

 

13/04/2015
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[Resenha] Operação Perfeito

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12 - Operação PerfeitoOperação Perfeito – Em uma manhã nebulosa de 1972, a vida de Byron Hemming, de 12 anos, muda de repente. Tudo acontece em menos de dois segundos, quando ele e a mãe se envolvem em um acidente de carro. Embora o garoto tenha certeza de que o acidente aconteceu, sua mãe age como se nada tivesse acontecido. Nos dias e nas semanas seguintes, Byron embarca em uma jornada para descobrir o que realmente houve naquela manhã que mudou sua vida. Junto com o amigo James, ele cria a Operação Perfeito, um conjunto de planos para tentar resolver a situação.

Em 1972,  Byron Hemming, 12 anos, acredita que por uma força maior, o tempo sofreu uma mudança, um acréscimo de dois segundos. E foi justamente por conta desses dois segundos que sua vida mudou completamente. Ele acredita que no exato momento do acréscimo dos segundos, sua mãe Diana, tenha causado um acidente de carro, atropelado uma criança. Mas apenas ele vê, ninguém mais percebe o ocorrido. Apavorado com a ideia de sua mãe ter se omitido a ajudar a menina, ele decide que precisa defendê-la de qualquer consequência que ela possa vir a sofrer.

Relutantemente Byron cria coragem e conta a ela o que aconteceu no momento do acréscimo dos segundos. Diana fica apavorada e decide procurar a família da criança que foi atropelada, para se desculpar e prestar qualquer tipo de ajuda. Dia após dia a mãe vai se fechando em seu próprio mundo de segredos do passado. Percebendo que a mãe está em apuros, Byron e seu melhor amigo James criam a Operação Perfeito, uma série de dicas e planos para tentar solucionar o problema.

Paralelamente, também conhecemos a história de Jim, que se passa nos dias de hoje. Jim é um homem perturbado, marcado por acontecimentos do passado. Sofre de TOC e no momento trabalha em um café de um supermercado, após vários anos de internação em clínicas psiquiátricas. Quando Jim conhece Eileen, passa a ver o mundo com outros olhos, a enxergar a beleza nas pequenas coisas.

resenha_OperaçãoPerfeito2

Operação Perfeito não me fisgou logo nas primeiras páginas. Confesso que demorei para me conectar com a história, achei o começo bastante lento e cansativo. Mas a partir de um certo momento, a narrativa toma um novo rumo, tão cativante, tão emocionante que é impossível parar de ler. O amor do filho pela mãe é tocante, sua ânsia de defendê-la a qualquer custo é comovente. E um certo momento da trama, as histórias de 1972 vão se fundir com a vida de Jim, no presente. E é ai que a autora Rachel Joyce ganha o leitor de vez.

Este é o tipo de livro que deixa muitos questionamentos, muitos “E se…” Os caminhos que o destino nos tem levado, teria sido diferente com o acréscimo de apenas dois segundos em certa altura de nossas vidas? É o tipo de livro que  deixa o leitor querendo saber o que acontece quando acaba. Os personagens são muito bem construídos,  não saem fácil da cabeça. Um livro triste mas extremamente lindo, com cenários incríveis e diálogos marcantes. Me emocionei muito no final da leitura. Terminei o livro com um aperto no peito, uma leitura que me marcou demais! Super recomendo!

Operação Perfeito – Rachel Joyce
Suma de Letras
304 páginas
Comprar: Amazon|Americanas|Saraiva|Submarino
5 estrelas2
sobre a autorarachel joyce
 

Rachel Joyce vive em Gloucestershire com o marido e quatro filhos. Ela foi eleita Escritora do Ano pelo Speacsavers National Book Award com A improvável jornada de Harold Fry (Suma de Letras 2013), livro best-seller do Sunday Times, finalista do Commonwealth Book Prize. www.rachel-joyce.co.uk

 

 

 

18/03/2015
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Amy e Matthew [Resenha + Sorteio]

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4 - Amy & Matthew (FEVEREIRO)Amy e Matthew não se conheciam realmente. Não eram amigos. Matthew sabia quem ela era, claro, mas ele também sabia quem eram várias outras pessoas que não eram seus amigos.Amy tinha uma eterna fachada de felicidade estampada em seu rosto, mesmo tendo uma debilitante deficiência que restringe seus movimentos. Matthew nunca planejou contar a Amy o que pensava, mas depois que a diz para enxergar a realidade e parar de se enganar, ela percebe que é exatamente de alguém assim que precisa.À medida que passam mais tempo juntos, Amy descobre que Matthew também tem seus problemas e segredos, e decide tentar ajudá-lo da mesma forma que ele a ajudou.E quando a relação que começou como uma amizade se transforma em outra coisa que nenhum dos dois esperava (ou sabe definir), eles percebem que falam tudo um para o outro… exceto o que mais importa.

Amy é uma jovem extremamente inteligente, sempre demonstrando sua alegria de viver, e um excelente humor apesar de ter nascido com uma grave deficiência que limita seus movimentos e sua fala. Ela se movimenta apenas com um andador adaptado também com um sintetizador que transforma em voz tudo o que Amy digita. Matthew é um  menino metódico que sofre de TOC. Ele tem compulsão por limpeza e por números. Ele cultivou um fascínio durante toda vida por Amy e pelas peculiaridades de seu corpo.

Apesar de hoje em dia praticamente não ter amigos e nem uma vida social normal a qualquer menino de sua idade, Matthew costuma ser sincero, sempre diz a verdade, mesmo que isso possa magoar alguém.
E é justamente por esse motivo que Amy e Matthew acabam se aproximando. Nicole, a mãe dela, sempre quis que a filha se destacasse por sua inteligência, superior a da maioria dos jovens de sua idade. Quando Nicole, resolve trocar seus cuidadores adultos por jovens, estudantes como ela (depois de muita insistência da filha) Amy descobre finalmente como é ter amigos. Mesmo imaginando que nem todos seus “novos amigos” são sinceros, já que estão ali pelo dinheiro. Matthew logo ataca Amy com sua sinceridade, lhe dizendo para parar de fingir que é feliz o tempo todo, e enxergar sua dolorosa situação.

O que poderia ter deixado Amy arrasada, teve o efeito contrário. Era de alguém exatamente como Matthew que Amy precisava. Alguém que não ficasse ao seu lado por caridade, pela sua condição. A ligação entre os dois foi imediata. Matthew rapidamente se tornou o cuidador favorito de Amy, aquele por quem ela ansiava a semana inteira. Os dois trocavam confidências sobre seus sentimentos, seus medos e desejos. Foi a primeira vez que Matthew teve coragem de assumir para alguém que realmente tinha problemas mesmo Amy já tendo percebido.

Amy & Matthew

Amy & Matthew

“Eu tenho a sensação de que quero estar sempre aqui, com você. Ajudando. Como se este devesse ser meu trabalho ou algo assim. Este é o meu lugar. Ele não pôde evitar. Começou a chorar enquanto falava. Não sei se vou se bom em muitas coisas, mas sou bom nisso. Sou bom quando estou com você…”

Os dois acabaram ficando cada vez mais tempo juntos. Enquanto ele a auxiliava com suas tarefas diárias, como ajudar a comer, carregar os livros no colégio, etc, Amy tentava o ajudar com seu problema de TOC, o incentivando a ir ao médico e ler alguns livros sobre o assunto. Um passou a conhecer o outro como ninguém, Matthew conseguia identificar os sentimentos de Amy com um simples mover de sobrancelhas, já que suas expressões faciais são praticamente zero. E ela percebia imediatamente quando ele não estava em um bom dia.

“Talvez eu quisesse que algumas coisas em você fossem diferentes, do mesmo jeito talvez que você quisesse que algumas coisas em mim também fossem…

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Amy & Matthew é um livro muito doce e delicado, que todos deveriam ler. Vemos a amizade e o amor entre duas pessoas tão diferentes, que vai crescendo aos poucos, mesmo sendo claros os defeitos de cada um, uma verdadeira lição de vida. A sutileza da escrita da autora faz toda a diferença. Amy é uma personagem incrível, não é capaz de verbalizar, mas expressa suas opiniões como ninguém. O que mais se admira em Matthew é a vontade de querer ser melhor, de enfrentar seus próprios temores, de ser alguém digno do amor de Amy.

O que chama a atenção no início é a premissa diferente, uma forma de amor não muito convencional na literatura. Os pensamentos, diálogos e emoções expressas pelos personagens são incríveis! Apesar de claramente percebermos suas fraquezas, o que mais admiramos no fim foi a coragem de cada um. A coragem de lutar para ser melhor para si e para o outro. A coragem de Amy ao enfrentar a mãe e toda a sociedade.

Uma história emocionante e delicada. Cheia de lições de vida. Um amor puro e inocente, narrado de forma sutil e delicado. Impossível não se apaixonar por Amy & Matthew. Sem dúvida o casal mais fofo da literatura. Super recomendo. Leiam!

Amy & Matthew – Cammie McGovern
Galera Record
336 páginas
Comprar: Amazon||Americanas||Saraiva||Submarino
5 estrelas2
sobre a autora
 
cammie mcgovernCammie McGovern foi premiada com uma bolsa de estudos na Stanford University e tem recebido numerosos prêmios por sua criatividade e habilidade em curta ficção. Suas histórias têm aparecido em várias revistas e jornais, e ela é autora de outros romances, como The Art of Seeing. Ela vive em Amherst, Massachusetts, com seu marido e seus três filhos, o mais velho é autista. Ela é uma das fundadoras do Whole Children, um centro de recursos que oferece aulas extra-escolares e programas para crianças com necessidades especiais.
 
sorteio
 

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06/02/2015
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[Resenha] As batidas perdidas do coração

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60 - As batidas perdidas do coraçãoViviane acaba de perder o pai. Com a mãe em depressão, ela se vê obrigada a assumir o controle da casa com o irmão mais novo. Rafael teve o pai assassinado há alguns anos e agora viu quatro pessoas de sua família, incluindo a única irmã, morrerem em um acidente de carro. Viviane pertence a uma classe social que ele despreza. Rafael é tudo o que ela sempre ouviu que deveria evitar. Eles são opostos, porém dividem a mesma dor. Jamais se aproximariam se a morte não os colocasse frente a frente, e agora, por mais que saibam que são completamente errados um para o outro, não conseguem evitar uma intensa conexão, que poderá salvá-los ou condená-los para sempre. As batidas perdidas do coração é uma história sobre perdas e como cada um lida com elas. É o encontro atormentado entre a dor e o amor. Com uma narrativa sexy, envolvente e repleta de música, este livro traz a última tentativa de duas pessoas arruinadas que, juntas, buscam desesperadamente se encontrar.

Depois de tanto ouvir falarem bem de “As batidas perdidas do coração“, de tantos suspiros e resenhas emocionadas é claro que eu precisava lê-lo. Ainda mais sendo de uma autora nacional, minha curiosidade só aumentou.

As batidas perdidas do coração vai contar a história de Viviane e Rafael. Uma história marcada pela  perda, dor e desespero. Viviane acaba de perder o pai, após uma dolorosa luta contra o câncer. Rafael está devastado, pois acaba de perder sua irmã, seu tio e tia e uma prima, vítimas fatais de um acidente de trânsito. O primeiro contato dos dois se dá no hospital, e  a repulsa que ambos sentem um pelo outro é instantânea. Cada um é o tipo de pessoa que o outro despreza. Rafael vê Viviane como uma patricinha, filhinha de papai metida e orgulhosa. Viviane, o vê como um delinquente, motoqueiro tatuado, um bad boy que ela quer distância. Com a amizade inesperada de Rodrigo, irmão de Vivi e Lucas, primo de Rafael, cujos pais e irmã morreram no acidente, os dois inevitavelmente acabam se aproximando, e aquele desprezo inicial, acaba se transformando em uma tórrida paixão.

—Meu pai dizia que, quando descobrimos que estamos apaixonados, o coração fica tão assustado que pula um batimento, como se estivesse se preparando para todas as variações de velocidade que vai ter que enfrentar a partir daí. É o que ele chama de “batidas perdidas do coração”. Segundo ele, o coração nunca recupera o ritmo correto até se encontrar no peito de outra pessoa.

As batidas perdidas do coração

As batidas perdidas do coração

Viviane vai ver seu mundinho cor-de-rosa virar de pernas pro ar. Por causa de Rafael ela termina seu namoro com César, o namorado perfeito, que já estavam juntos a três anos. Enfrenta a ira de seu avô que está muito contrariado por sua neta terminar o namoro com um rapaz tão adequado quanto César e se envolver com  um delinquente tatuado. Mesmo seu avô tendo cortado sua gorda mesada, Viviane o contraria e vai morar junto com Rafael. A partir dai, Viviane vai conhecer a verdadeira face de Rafael, um sujeito rebelde, mas muito centrado, que descarrega toda sua dor e sofrimento nas drogas e no álcool. A cada nova perda em sua vida ele se afunda mais no vício. E acaba explicando tudo isso a Vivi. Contrariando suas expectativas, a mocinha está decidida a apoiá-lo e permanecer ao seu lado, até nos momentos mais difíceis. E esses momentos difíceis serão muitos e muitos, a partir do momento que Rafael está decidido a se curar do vício e não correr o risco de perder Viviane, o primeiro e grande amor de sua vida…

“— Minhas perdas me levaram a um caminho que pode não ter volta.
— E as minhas me levaram até você.
— E se eu for um caminho sem volta? Estremeço. É incrível como ela me alcança por baixo da superfície.
— Eu construo uma via e crio um retorno.”
As batidas perdidas do coração

As batidas perdidas do coração

As batidas perdidas do coração é um New Adult envolvente, marcante e sexy (sem ser vulgar). A personalidade inicial de Rafael me lembrou muito Travis Maddox com seu jeitão de bad boy sexy.  Mas com o virar das páginas, podemos perceber sua personalidade única, sua fraqueza quanto ao vício, mas sua força de vontade de enfrentar tudo por seu amor. Fiquei encantada com a escrita da autora Bianca Briones, suas palavras tocam fundo em nosso coração. A intensidade dos sentimentos expostos no livro é algo raro de se ver. Não vou negar que não senti um pouco de raiva de Viviane, em certos momentos. Dava vontade de dar um chacoalhão e dizer: “Acorda menina, parte pra outra, esse cara não te merece.” Mas aí, um novo fato acontecia e me fazia pensar qual seria a minha atitude se estivesse no lugar dela. Foi isso que eu achei mais marcante na escrita da Bianca… ela mexe com a gente, desperta sentimentos, cutuca lá no fundo da alma.

O sentimento de amizade e lealdade entre todos os personagens também é bem forte. Me afeiçoei a todos, sem exceção. Os personagens são muito bem construídos, com suas fraquezas e suas virtudes, totalmente críveis.  A história é narrada por Viviane e Rafael, em capítulos alternados, o que tornou a trama ainda mais envolvente, nos proporcionando o ponto de vista de ambos em cada situação. E como se não bastasse toda essa explosão de sentimentos, a autora ainda nos brinda com uma trilha sonora incrível! Cada início de capítulo tem o trecho de uma música, que se encaixa perfeitamente bem com a situação do momento. Virei fã da autora e agora aguardo ansiosa por seus próximos livros. Enfim, adorei a história de Vivi e Rafa e certamente, fãs de New adult também irão adorar.  Super recomendo! Leiam!

As batidas perdidas do coração – Bianca Briones
Verus Editora
402 páginas
Comprar: Saraiva
5 estrelas2
sobre a autora
bianca brionesBianca Briones cria histórias desde antes de saber escrever. Foi uma menina sonhadora e manteve essa qualidade, o que a faz se perder em pensamentos com frequência. O romantismo explodiu em sua vida na adolescência, quando decidiu que seus filhos teriam nome de heróis. E tiveram — Athos e Arthur são dois garotos encantadores que a salvam todos os dias.
Desde 2010, Bianca tem como prioridade a escrita e está sempre trabalhando em um novo projeto, enquanto outros personagens esperam pacientemente (ou nem tanto) que ela também escreva suas histórias. Também é autora do chick-lit Curvas para Cavill e do new adult As Batidas Perdidas do Coração. Atualmente está trabalhando em um novo projeto, enquanto outros personagens esperam pacientemente (nem tanto) que ela também escreva suas histórias. Nas horas vagas, está sempre acompanhada de um bom livro, seus filhos Athos e Arthur; Max, o Husky Siberiano, e seus dois coelhinhos, Morgana e Lancelot.

 

 

16/10/2014
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Se eu ficar [Resenha + Sorteio]

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48 - Se eu ficarDepois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Comecei a ler este livro sem ter lido a sinopse, o que não é meu costume. Só sabia que era uma história bem dramática e que estava causando o maior burburinho, por ter o filme sendo lançado agora no mês que vem.  Então me joguei na leitura e me surpreendi com o tema dramático, romântico com uma pitada sobrenatural.

Era para ser mais um dia normal na vida de Mia, uma adolescente de 17 anos. Mas com a grande quantidade de neve que caiu nas últimas horas, as aulas foram suspensas. Como seu pai é professor e também não irá trabalhar, a família decide fazer um passeio de carro, uma visita a amigos. Mas, um súbito acidente fatal acaba destruindo completamente aquela família tão amorosa.

Se eu ficar01

Quando Mia acorda, caída em um canto da estrada, percebe que seus pais estão mortos. Desesperada, ela sai cambaleando à procura de seu irmãozinho Teddy. Mas, para seu enorme espanto, o que ela encontra pela frente é o seu próprio corpo caído, praticamente sem vida. Desesperada, sem saber o que fazer, ela aguarda a chegada do resgate. E então finalmente se dá conta de que está fora de seu corpo, está bem, vendo e ouvindo tudo, mas ninguém a vê ou a ouve. Ela acompanha os paramédicos, levando seu próprio corpo para o hospital. Lá ela acaba “encontrando” seus avós, alguns familiares que não via a algum tempo e amigos da família. Ela espera ansiosa por seu namorado Adam e sua melhor amiga Kim. E é nesse momento que seu coração literalmente se despedaça. Ao ver duas pessoas tão amadas e importantes em sua vida, ali no leito da UTI, implorando para que ela aguente firme, para que ela continue lutando por sua vida. Mia tem que decidir entre ficar ou partir. Mas como ficar neste mundo sem seus pais aqueles que sempre foram seu pilar, sempre foram o centro de sua vida? E Teddy, o que terá acontecido com ele? Ela não conseguiu descobrir. E como partir, deixando para trás pessoas que certamente irão lamentar muito a sua ausência? Seus avós, seus tios e primos, sua melhor amiga e principalmente seu grande amor Adam? Os minutos estão correndo, e Mia tem que fazer a sua escolha.

Paralelamente aos fatos que Mia expõe ao leitor, em primeira pessoa, a autora mesclou cenas da vida de Mia no convívio familiar. Aí sim nos damos conta do quão unida e amora era aquela  família. O amor que Mia sempre nutriu pela música, principalmente pelo violoncelo, instrumento que ela toca a vários anos e que vinha se destacando cada vez mais, prestes a entrar para a Juilliard School, umas das mais conceituadas escolas de música do mundo. O amor maternal que Mia sentia por seu irmão mais novo Teddy, é comovente. Conhecemos também o início da história de amor entre Mia e Adam. Como teve início a amizade com Kim, sua melhor e única amiga de verdade.

Se eu ficar 02

 

Eu gostei bastante da trama, o modo como a autora escreve é muito leve, apesar da história trágica. É uma belíssima história de família, amor, amizade e perdas. Só achei que a autora poderia ter abusado um pouquinho mais nas partes mais dramáticas. Senti que foram um tanto bruscas e aconteceram rápidas demais. Talvez por isso eu não  precisei usar os lencinhos que vieram com o kit (maravilhoso) do livro. Não cheguei a chorar lendo esse livro, o que confesso que fosse acontecer. Mas com certeza quero ler a continuação Para onde ela foi, já que a autora deixou um gancho prontinho para engatar na continuação de Se eu ficar. Uma história muito bonita que vale muito a pena ser lida. Recomendo!

Se eu ficar – Gayle Forman
Novo Conceito
224 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
4 estrelas2
 

 
sobre a autoragayle forman pngGayle Forman começou sua carreira escrevendo para a revista Seventeen em que a maioria de seus artigos, centrada nos jovens e preocupações sociais. Mais tarde ela se tornou uma jornalista freelance para publicações como a revista Details, Jane Magazine, Glamour Magazine, The Nation, Elle Magazine e Cosmopolitan Magazine.
Em 2007 ela publicou seu primeiro romance para jovens adultos, intitulado de Sisters In Sanity onde ela se baseia em um artigo que tinha escrito para a revista Seventeen. Seu mais recente romance If I Stay (Se eu ficar), fez Forman levar vários prêmios, entre eles o Indie Choice Award de 2010.
sorteio

 

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P.S: Sorteio de um exemplar do livro, não acompanha o kit.

 

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11/08/2014
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Cartas de amor aos mortos [Resenha + Sorteio]

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38 - Cartas de amor aos mortosTudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Laurel carrega dentro de si uma imensa tristeza. A perda precoce de sua irmã May. A irmã mais velha era sua referência, sua inspiração e agora Laurel se vê completamente sozinha no mundo. Quando se inicia um novo ano letivo, Laurel acaba mudando de escola, pois não quer contato com ninguém que saiba de sua tristeza, ninguém que tenha conhecido sua irmã. Ninguém que conheça seu triste passado. Após a morte de May, sua mãe, psicologicamente abalada, não aguentou a pressão e saiu de casa. Laurel passou a morar uma semana com seu pai e uma semana com sua tia, muito religiosa.

Na escola, sua professora de inglês passa uma tarefa, onde os alunos devem escrever  uma carta para alguém que já morreu. O falecido escolhido por Laurel foi Kurt Cobain. A medida que Laurel vai escrevendo, ela percebe que somente assim, através da escrita, ela consegue expor tudo o que se passa dentro de si, é como um alívio para sua dor e tristeza. A tarefa seria apenas uma carta, mas Lauren se apega tanto à ideia que começa a escrever várias cartas, para várias personalidades mortas, como Amy Winehouse, Heath Ledger, Janis Joplin, narrando todo seu cotidiano e expondo seus desejos, temores e sonhos.

Cartas de amor aos mortos

Cartas de amor aos mortos

Laurel acaba se aproximando de Natalie e Hannah, duas meninas descoladas, mas que no fundo também sofrem com seus conflitos internos.  Juntas as três vivem algumas pequenas aventuras que Laurel gostaria de ter vivido com sua irmã. Acaba se aproximando também de Sky um garoto misterioso e vivendo ao lado dele o primeiro amor, não sem alguns conflitos.

Cartas de amor aos mortos é um livro delicado, com uma linguagem sensível e marcante. O amadurecimento da personagem Laurel é visível. O sentimento de culpa que a atormenta no começo da história vai se dissolvendo aos poucos, quando ela acaba finalmente admitindo que sua tão adorada irmã não era perfeita. Após ter vivido muitos anos à sombra da irmã, ela agora se sente  um ser único.

Cartas de amor aos mortos

Cartas de amor aos mortos

“Se as portas da percepção se desvelassem, cada coisa apareceria ao homem como é, infinita.” Tenho pensado nisso. No que significa ver a infinidade de cada momento, de cada parte. Quero ser purificada, quero queimar todas as lembranças ruins. E talvez a paixão faça isso. Que uma vida, uma pessoa, um momento que você precisa manter, fique com você até a eternidade…

O livro todo é repleto de quotes maravilhosas, que te fazem refletir. Amor, perdão, redescoberta. Mas apesar de sua delicadeza, ele também aborda temas fortes e polêmicos como suicídio, homossexualismo e abuso infantil. Mesmo sendo considerado um livro adolescente, Cartas de amor aos mortos é indicado para qualquer um que já passou ou que está passando por um momento difícil na vida, principalmente devida a alguma perda. Leitura super indicada!

Cartas de amor aos mortos – Ava Dellaira
Editora Seguinte
335 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
4 estrelas2
 
sobre a autoraava dellaira
 
 
Ava Dellaira nasceu em Los Angeles, mas passou sua infância na cidade de Albuquerque, Novo México. Ao lado da irmã, passou incontáveis tardes de verão fazendo poções de fadas, lutando contra bruxas más e jogando jogos imaginários, o que provavelmente contribuiu para sua propensão para inventar histórias. Cartas de amor aos mortos é seu primeiro livro.
 
 
 
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08/07/2014
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[Resenha] Diga aos lobos que estou em casa

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31 - Diga aos lobos que estou em casa1987. Só existe uma pessoa no mundo inteiro que compreende June Elbus, de 14 anos. Essa pessoa é o seu tio, o renomado pintor Finn Weiss. Tímida na escola, vivendo uma relação distante com a irmã mais velha, June só se sente “ela mesma” na companhia de Finn; ele é seu padrinho, seu confidente e seu melhor amigo. Quando o tio morre precocemente de uma doença sobre a qual a mãe de June prefere não falar, o mundo da garota desaba. Porém, a morte de Finn traz uma surpresa para a vida de June – alguém que a ajudará a curar a sua dor e a reavaliar o que ela pensa saber sobre Finn, sobre sua família e sobre si mesma. No funeral, June observa um homem desconhecido que não tem coragem de se juntar aos familiares de Finn. Dias depois, ela recebe um pacote pelo correio. Dentro dele há um lindo bule que pertenceu a seu tio e um bilhete de Toby, o homem que apareceu no funeral, pedindo uma oportunidade para encontrá-la. À medida que os dois se aproximam, June descobre que não é a única que tem saudades de Finn. Se ela conseguir confiar realmente no inesperado novo amigo, ele poderá se tornar a pessoa mais importante do mundo para June. “Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa” é uma história sensível que fala de amadurecimento, perda do amor e reencontro, um retrato inesquecível sobre a maneira como a compaixão pode nos reconstruir.

Já falei várias vezes aqui no blog, como eu gosto de me surpreender positivamente com um livro. Diga aos lobos que estou em casa, superou todas as minhas expectativas. Uma história linda e emocionante…

Diga aos lobos que estou em casa

Diga aos lobos que estou em casa

A referência de vida de June Elbus, de 14 anos, sempre foi seu tio Finn, o irmão de sua mãe. Menina tímida e ingênua, sofre com o desprezo da irmã mais velha, Greta, e com a constante ausência de seus pais, que trabalham muito o dia todo. Só quem conhece seus sonhos, seus medos e desejos é o tio Finn, que também é seu padrinho. Mas agora, o mundo de June está prestes a ruir, pois seu tio está muito doente, à beira da morte. Definhando visivelmente, dia após dia, inevitavelmente o tio Finn morre, para tristeza de June. Ele contraiu HIV o que naquela época, era uma doença desconhecida e muito temida. A palavra AIDS era proibida de ser citada.

O que June jamais imaginou, era que com a morte de seu tio, ela teria uma grande surpresa. No funeral do tio, ela avistou um homem estranho, aparentando muita tristeza, e que não tirava os olhos dela. Alguns dias depois, ela recebe pelo correio, um bule de chá russo, que pertencia ao tio Finn. Juntamente com um bilhete de Tobby, se dizendo amigo de Finn, que estava no funeral  e pedindo para encontrá-la. No começo June fica muito assustada, mas ao lembrar-se da tristeza no olhar daquele estranho, ela decide encontrar-se com ele.

Conforme June e Tobby vão se aproximando, ela percebe que não é a única a sentir saudades de Finn. Ela descobre que durante muito tempo Tobby e Finn tiveram um relacionamento, sem que ela soubesse, sem que ela sequer suspeitasse. Tobby sabe tudo sobre ela, todos os seus segredos que somente o tio Finn sabia. No começo June sente raiva, mágoa, mas conforme a amizade entre os dois vai crescendo, ela não consegue mais ficar longe de Tobby, sempre querendo ouvir mais e mais sobre o tio Finn que ela não conhecia.

Diga aos lobos que estou em casa

Diga aos lobos que estou em casa

Realmente me perguntava por que as pessoas sempre estavam fazendo alguma coisa de que não gostavam. Parecia que a vida era um tipo de túnel cada vez mais estreito. Logo que você nascia, o túnel era enorme. Você poderia ser qualquer coisa. Depois, mais ou menos no exato segundo depois de você nascer, o túnel reduzia para cerca da metade daquele tamanho. Você era menino e estava certo que não seria mãe e provavelmente não se tornaria manicure nem professora de jardim da infância. Depois, você começava a crescer e tudo o que fazia fechava o túnel mais um pouco. Você quebrava o braço subindo em uma árvore e descartava ser arremessador de beisebol. Era reprovado em todas as provas de matemática que fazia e cancelava qualquer esperança de ser cientista. Assim. De novo e de novo, ao longo dos anos, até você ficar preso. Você se tornaria banqueiro ou bibliotecário ou barman. Ou contador. E aí estava. Eu pensava que, no dia de sua morte, o túnel estaria tão estreito, você teria se apertado com tantas escolhas, que simplesmente seria esmagado.

Diga aos lobos que estou em casa é um livro que todos deveriam ler. Ele fala sobre amizade, perda, amadurecimento de uma forma tão tocante e singela. A história é narrada em primeira pessoa pela June e no final, nos sentimos tão íntima da personagem, querendo consolá-la, cuidar dela. Confesso que no começo estranhei um pouco, a ingenuidade da menina de 14 anos. Mas conforme vamos ouvindo sua história, percebemos que  é pela pureza em seu coração, que não vê maldade e malícia em nada. Uma personagem extremamente cativante, assim como Tobby. Já a irmã Greta, dava vontade de bater nela, tão insuportável…

Já imaginei este livro nas telas do cinema. Seria um daqueles filmes tocantes, de fazer o expectador derrubar muitas lágrimas. O livro é relativamente grande, 464 páginas, mas a autora nos envolve tanto com sua escrita doce e macia, que literalmente somos abduzidos para dentro da história. Uma leitura que realmente vale a pena, daquelas que carregamos os personagens na cabeça por vários dias após o fim da história. Eu recomendo muito! Leiam!

Diga aos lobos que estou em casa – Carol Rifka Brunt
Editora Novo Conceito
464 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
5 estrelas
 
sobre a autoracarol rifka brunt
 
O trabalho de Carol Rifka Brunt já apareceu em diversos jornais e revistas, como o North American Review e o The Sun. Em 2006, ela recebeu o prêmio New Writing Ventures, cedido pela University of East Anglia e pelo Arts Council England, que, em 2007, apoiou a autora ao escrever seu primeiro romance, Diga Aos Lobos Que Estou Em Casa. Originária de Nova York, Carol Rifka Brunt vive hoje na Inglaterra com o marido e seus três filhos.
27/05/2014
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Dançando sobre cacos de vidro [Resenha + Sorteio]

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66 - Dançando sobre cacos de vidroLucy Houston e Mickey Chandler não deveriam se apaixonar. Os dois sofrem de doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer de mama muito agressivo e Mickey, um grave transtorno bipolar. No entanto, quando seus caminhos se cruzam, é impossível negar a atração entre eles.
Contrariando toda a lógica que indicava que sua história não teria futuro, eles se casam e firmam – por escrito – um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Mickey promete tomar os remédios. Lucy promete não culpá-lo pelas coisas que ele não pode controlar. Mickey será sempre honesto. Lucy será paciente.
Como em qualquer relação, eles têm dias bons e dias ruins – alguns terríveis. Depois que Lucy quase perde uma batalha contra o câncer, eles criam mais uma regra: nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética.
Porém, em seu 11° aniversário de casamento, durante uma consulta de rotina, Lucy é surpreendida com uma notícia extraordinária, quase um milagre, que vai mudar tudo o que ela e Mickey haviam planejado. De uma hora para outra todas as regras são jogadas pela janela e eles terão que redescobrir o verdadeiro significado do amor.
Dançando sobre cacos de vidro é a história de um amor inspirador que supera todos os obstáculos para se tornar possível.

Lucy é a caçula de três irmãs. E mesmo sendo a mais nova, ela sempre foi a mais madura e determinada das irmãs Houston. Ainda muito jovem enfrentou a perda do pai e logo em seguida, esteve presente ao lado de sua mãe, durante uma dura batalha contra um câncer de mama. Após a morte dos pais, Lucy e as irmãs Lilly e Priscilla tornaram-se cada vez mais unidas.

Ao completar 21 anos, Lucy conhece em sua festa de aniversário o lindo e bem humorado Mickey. Moreno, alto, simpático e gentil, Mickey era tudo que qualquer garota poderia querer em um namorado. Lucy se encantou logo de cara por ele. Começaram a sair juntos, mas logo nos primeiros encontros, Mickey resolveu se abrir com Lucy, antes que ficassem mais ligados um no outro. Ele contou que sofria de sérios transtornos psicológicos, uma bipolaridade em grau elevadíssimo. E por conta disso, o relacionamento dos dois jamais poderia dar certo. Mickey achou melhor pararem de se encontrar. Mas Lucy já estava tão encantada pelo jeito doce e engraçado de Mickey, (que fazia stand up comedy em sua boate) que foi incapaz de aceitar um não de Mickey. Quando ele viu que Lucy estava irredutível, que não abriria mão desse amor tão fácil assim, Mickey então cedeu e se entregou.

Dançando sobre cacos de vidro

Dançando sobre cacos de vidro

Eles então se casam, contrariando toda a lógica que indicava que isso jamais daria certo. Lucy foi contra a vontade até de suas irmãs, que achavam que ela merecia um futuro melhor e mais tranquilo ao lado de uma pessoa sadia e “normal”. Mas tudo o que Lucy queria era estar ao lado de Mickey. Mesmo nos momentos de suas piores crises, quando precisava ficar internado por várias semanas, lá estava Lucy, segurando a mão de Mickey. Porém, o mundo do casal vem abaixo, quando descobrem que Lucy está com câncer, o mesmo que levou sua mãe. Mas após uma longa batalha, Lucy consegue vencer essa doença terrível. E então, juntos, o casal cria mais uma regra em seu relacionamento. Nunca terão filhos, para não passar adiante sua herança genética.

Porém, o destino pregou uma grande peça em Lucy e Mickey. No aniversário de 11 anos de casados, Lucy descobre que está grávida. Ela, claro, fica apavorada, pois tendo as trompas ligadas, jamais imaginou que isso pudesse acontecer. Agora, ela está diante do maior dilema de sua vida. Ter ou não essa criança? E além disso, mais um fato cai como uma bomba na vida do casal.

Dançando sobre cacos de vidro

Dançando sobre cacos de vidro

Dançando sobre cacos de vidro é um sick-lit extremamente emotivo. Os personagens são maduros e reais, por isso somos capazes de sentir suas dores. A autora Ka Hancock, enfermeira psiquiátrica, usou todo seu conhecimento e sua alma para expor a dolorosa rotina de um paciente que sofre transtornos psicológicos. E o doloroso convívio de quem está ao seu redor. A história é contada sob o ponto de vista de Lucy, mas no início de cada capítulo temos também pensamentos e lembranças do Mickey.

A história é tão dolorosamente real que chega a ser revoltante. Chorei várias vezes. Mexeu demais comigo e tempos depois de ter terminado a leitura, eu me pegava pensando nos personagens. O final é muito lindo, não necessariamente um final feliz, como nem sempre é na vida, infelizmente, mas é muito emocionante e marcante.

Eu recomendo começar a leitura com um lencinho ao lado, porque certamente você vai se emocionar muito lendo este livro. E pra ser sincera, eu não indicaria este livro para uma grávida ou alguém que sofra ou já sofreu dessa doença terrível. Mas certamente é uma leitura ótima, daquelas que mexe de verdade com o leitor.

Dançando sobre cacos de vidro – Ka Hancock
Editora Arqueiro
329 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
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sobre a autora
 
 
 Ka HancockKa Hancock é enfermeira, tem especialização em psiquiatria e longa experiência profissional com pacientes psiquiátricos e dependentes químicos. Em algum momento entre estudar, trabalhar e criar quatro filhos, conseguiu escrever seu primeiro livro. Ela mora com o marido em Salt Lake City.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 
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21/11/2013
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Corações Feridos

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59 - Corações FeridosHephzibah e Rebecca são irmãs gêmeas, mas muito diferentes. Enquanto Hephzi é linda e voluntariosa, Reb sofre da Síndrome de Treacher Collins — que deformou enormemente seu rosto — e é mais cuidadosa. Apesar de suas diferenças, as garotas são como quaisquer irmãs: implicam uma com a outra, mas se amam e se defendem. E também guardam um segredo terrível como só irmãos conseguem guardar. Um segredo que esconde o que acontece quando seu pai, um religioso fanático, tranca a porta de casa. No entanto, quando a ousada Hephzibah começa a vislumbrar a possibilidade de escapar da opressão em que vive, os segredos que rondam sua família cobram-lhe um preço alto: seu trágico fim. E só Rebecca, que esteve o tempo todo ao lado da irmã, sabe a verdadeira causa de sua morte… Hephzi sonhara escapar, mas falhara. Será que Rebecca poderia encontrar, finalmente, a liberdade?

Corações Feridos conta a história das irmãs Hephzi e Rebecca, que apesar de serem gêmeas, são completamente diferentes. Hephzi é linda e determinada, corre atrás de seus objetivos. Rebecca sofre da Síndrome de Treacher Collins, que deformou seu rosto, a deixando sempre à sombra de sua irmã.

Elas são filhas do pastor Roderick, muito religioso e severo, mas um verdadeiro crápula, sem escrúpulos. O pai, juntamente com a mãe Maria, tornam a vida das filhas um verdadeiro inferno. Elas são privadas de qualquer tipo de vida social, de qualquer lazer ou passatempo normal a qualquer garota de 17 anos. Finalmente agora, depois de muito se especular na igreja e no bairro, o pai finalmente permite que as filhas  frequentem uma escola.

Meus pais tinham sua definição particular do que era o bem e o mal. Na igreja, nosso pai é um homem de Deus; na cidade, ele é um modelo de virtude; e, na casa paroquial, eu era o mal, porque fora marcada. Foi o que me disseram assim que eu tive idade suficiente para entender.

Hephzi está fascinada com tantos adolescentes bacanas e logo faz amizades e uma paquera na escola. Já Rebecca, mesmo sendo muito estudiosa e sempre ter tido muita vontade de aprender coisas novas, está sofrendo bullying. Mas o que mais a faz sofrer não é o desprezo e as piadas de mal gosto dos alunos, mas sim, a indiferença de Hephzi. Na frente de seus novos amigos, ela finge que nem conhece a “esquisita da escola”.

Corações feridos 01

 

Mesmo estando muito magoada com sua irmã, Rebecca sempre lhe dá cobertura quando Hephzi resolve “escapar” de casa para ir a alguma festinha ou se encontrar com Craig, seu namorado. Na intimidade, as duas sempre se deram muito bem, pois sempre só tiveram uma a outra para se defenderem da tirania de seu pai.

A história é dividida entre a narrativa de Rebbeca (depois) e de Hephzi (antes). Na verdade esse “antes/depois” é a morte de Hephzi (isso NÃO é SPOILER) Enquanto Hephzi nos conta suas novas aventuras desde que começou a frequentar a escola, Rebecca nos conta tudo o que aconteceu após a morte de sua irmã.

Sem dúvida, a narrativa de Rebecca é muito mais forte, intensa e emotiva do que a de Hephzi. Mesmo sofrendo praticamente o mesmo tipo de agressão física e verbal de seu pai, Hephzi sempre foi linda e simpática, o contrário de sua irmã, que além de ter essa terrível síndrome que deformou enormemente sua face, ela é um pessoa retraída e calada, justamente por esse motivo. :(

corações feridos 02

 

O grande mistério do enredo é saber como Hephzi foi morta. E a forma como Rebecca nos apresenta os fatos após o funeral é tão intenso e tão estarrecedor que até assusta. Só de imaginar que realmente existe no mundo pessoas tão cruéis e sórdidas como os pais das gêmeas, principalmente o pai, parte o coração. O livro é extremamente triste, de ler com o coração apertado. A esperança que Rebecca sente, após a morte da irmã, de que sua vida pode ter um final diferente é tocante. Sua evolução como ser humano, nos meses após o incidente é motivadora. Uma história intensa que fará o leitor ficar grudado nas páginas e só parar quando virar a última página. Ótima leitura, recomendo!

sobre a autora

Louisa ReidLouisa Reid vive perto de Cambridge com o marido e filhos. Escreve quando não está ensinando e fazendo todas as outras coisas que precisa ser feito. Acaba de terminar o primeiro rascunho do segundo livro que está contratada para escrever para Penguin Editora e está ansioso para fazer alguma edição séria.  –  “Eu vou dormir pensando em livros e acordar pensando neles . Todo o processo de produção do livro é brilhante, divertido e eu sei o quão sortudo sou eu para finalmente ter o emprego dos meus sonhos.”

 
Corações Feridos – Louisa Reid
Novo Conceito
255 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
 
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08/10/2013
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