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Fantasia

O lado mais sombrio [Resenha + sorteio]

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23 - O lado mais sombrioAlyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Alyssa leva consigo o seu amigo da vida real – o superprotetor Jeb –, mas, assim que a jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez deste e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa…

Aparentemente Allyssa é uma jovem comum.  Isso porque ela sabe esconder muito bem suas “loucuras”. Ela consegue ouvir vozes vindas de animais e plantas.   Seu hobby atual é matar insetos, assim não precisa conviver com aquele insesante falatório em sua cabeça. E depois usa esses insetos mortos como forma de arte. Todas as mulheres de sua família possuem uma maldição, que teve início quando  sua tataravó, Alice, entrou no País das Maravilhas. Sua mãe atualmente está internada em uma clínica psiquiátrica. Somente Allyssa é capaz de salvar a si mesma e a todas as mulheres de sua família dessa terrível maldição. Para isso, ela terá que voltar ao País das Maravilhas, entrando na toca do coelho.

O lado mais sombrio

O lado mais sombrio

Sem querer, ela acaba levando junto nessa “viagem”, seu melhor amigo e protetor Jeb. Ao se deparar com o País das Maravilhas, Allyssa se dá conta de que este lugar é bem diferente do descrito nos livros de Lewis Carroll. Muito mais sinistro, gótico e macabro. Todos os personagens que conhecemos estão presentes nesse novo mundo em que Allyssa foi parar. Mas certamente, nenhum deles é tão adorável quanto os que Alice conheceu anteriormente.

Plantas carnívoras que se movem sustentadas por suas raízes, um coelho muito sinistro, com braços e pernas humanos só que sem pele, só o esqueleto, personagens realmente assustadores e perigosos que irão dificultar muito a vida de Allysa e Jeb. Tudo o que Allyssa tem que  fazer, é concertar os erros cometidos por sua tataravó Alice, enquanto esteve presa nesse mundo sinistro. Ela vai contar com a ajuda e Morfeu, um ser estranho, como um “homem mariposa”, que se dispõe a guiar Allyssa durante sua jornada. Acontece que Morfeu sempre foi apaixonado por Allyssa, desde criança, quando a visitava em seus sonhos. Por outro lado, Allyssa nutre uma antiga paixão por Jeb, que claramente a corresponde nesse sentimento. Então, em meio a toda a aventura fantástica que está presente em toda a história, o triângulo amoroso ocupa boa parte da trama.

O lado mais sombrio

O lado mais sombrio

O lado mais sombrio, infelizmente para mim foi mais um exemplo de expectativa não superada. Isso geralmente acontece quando espero muito de uma leitura, acabo me decepcionando. Mesmo não tendo lido o livro de Lewis Carroll, vi o desenho da Disney e o filme de Tim Burton o que deu para ter mais ou menos uma  noção do que esperar deste livro. Mesmo não sendo fã número 1 de aventura fantástica, resolvi arriscar.

A trama toda é recheada de aventura, cenários e personagens góticos, bizarros, assustadores, mas eu particularmente achei a leitura bastante cansativa e enfadonha. Mesmo tendo muita ação,  o que em geral faz o leitor ficar vidrado na trama, neste caso, o excesso de detalhes e descrições tornou o livro bem cansativo e até um pouco confuso para mim. E o romance que a autora criou para Allyssa/Jeb/Morfeu, não me desceu muito bem. Jeb é um chato de galocha, Allyssa é uma boba, só o que se salva mesmo nesse triângulo amoroso é Morfeu, que foi meu personagem favorito.

O lado mais sombrio

O lado mais sombrio

Eu imagino que os fãs de Aventura fantástica, com uma pegada de fantasia punk irão gostar bastante deste livro. Isso sem contar a capa, que é simplesmente maravilhosa! A arte toda do livro é espetacular, a Novo Conceito caprichou nessa edição. Enfim, só mesmo entrando de cabeça nesse mundo fantástico criado pela autora A. G. Howard para poder dizer se gostas ou não do livro, claro. Vou confessar que não sou muito referência para o gênero fantasia, li mesmo de teimosa e curiosa haha. Para os fãs do gênero, eu recomendo sim!

O lado mais sombrio – A. G. Howard
Editora Novo Conceito
367 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
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sobre a autoraA.G
 

Anita Grace Howard escreveu O lado mais sombrio, seu primeiro livro, enquanto trabalhava em uma biblioteca escolar. A autora espera que o seu intrigante e psicodélico tributo a Lewis Carroll, inspire os leitores a se interessarem pelas histórias que ela aprendeu a amar na infância. . A. G. Howard vive em Amarillo, no Texas.

 

 

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29/04/2014
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Once upon a tale – despertar (Resenha+ Sorteio)

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05 - Once upon a tale - DespertarEmma Swan sabe muito bem como se virar sozinha. Ela foi abandonada quando ainda era um bebê e a vida não tem sido exatamente um conto de fadas para ela. Quando o filho que ela abandonou anos atrás a encontra tudo se tornará ainda mais complicado. Henry tem 10 anos agora e acredita que a mãe tenha nascido em um mundo alternativo mágico e que, seja a filha desaparecida da Branca de Neve com o Príncipe Encantado. Emma não acredita em uma palavra, mas de acordo com Henry, ela é a única que pode quebrar a maldição, jogada pela Rainha Má, e que afeta todos os personagens dos contos de fadas. Eles estariam presos na nossa realidade, na cidade de Storybrooke, sem seus poderes mágicos e sem qualquer lembrança de quem realmente são.

Emma Swan é uma mulher independente, auto-suficiente, pois sempre teve que se virar sozinha na vida. Abandonada pelos pais desde que nasceu, sua trajetória de vida não foi nada fácil. Para complicar ainda mais sua vida já tumultuada, ela recebe certo dia em sua porta, em Boston,  a visita do filho, que ela também abandonou ao nascer.

Surpresa com a visita de Henry, que ela pensou que jamais voltaria a encontrar, seu espanto ainda é maior quando ele lhe diz que ela pertence a um mundo de Conto de Fadas e que é filha de ninguém menos que a Branca de Neve e o Príncipe Encantado. Óbviamente Emma não acredita no menino e pensa que ele só pode estar brincando.

Once upon a tale

Once upon a tale

Mas Henry afirma categoricamente que Emma é a única que pode libertar a população de StoryBrooke, que após um feitiço da Rainha Má, ficaram presos no tempo e naquela cidade, vivendo nos dias atuais. Todos os moradores de StoryBrooke são personagens dos Contos de Fada, mas no momento sem quaisquer poderes ou lembranças de quem realmente são.  De lá ninguém sai até que a maldição seja quebrada.

Chocada com a fértil imaginação do menino, Emma decide levá-lo para casa. Quando chegam a StoryBrooke, Emma descobre que a mãe adotiva de Henry é Regina Mills, a prefeita da pequena cidade, também conhecida como a Bruxa Má. Descobre também que a Branca de Neve, no caso sua mãe, é a professora de Henry, Mary Margaret. Claro, que em StoryBrooke também há outros moradores ilustres, como a Chapeuzinho Vermelho e a Vovó, que administram a pensão, Rumpelstiltskin, o Grilo Falante, Pinocchio, até o Chapeleiro Maluco, entre outros.

Once upon a tale

Once upon a tale

Após se sentir fortemente atraída pela aura de magia que toma conta da cidade, Emma decide permanecer ali alguns dias, para ira de Regina Mills, que vai fazer de tudo para afastá-la de suas vida para sempre.

Once Upon a tale – Despertar, escrito pela autora Odette Beanne, foi inspirado nos 22 episódios da primeira temporada do Seriado de mesmo nome, transmitido no Brasil pelo canal Sony. Eu só assisti 11 episódios da série, e posso dizer que o livro é muito fiel. Lendo o livro pude reviver exatamente as cenas já vistas. E me deixou com muita vontade e continuar assistindo o seriado.

A leitura é extremamente agradável, nos faz mergulhar de cabeça nos contos de fadas. A escrita é fluida e de fácil assimilação, um bom livro para presentear jovens leitores.  Emma é uma heroína moderna e se descobre uma mãe amorosa e protetora. Henry, assim como na tela é um encanto de menino. Regina é aquele tipo de vilã que amamos odiar.

Once upon a tale

Once upon a tale

Só o que me deixou um pouco incomodada, é que a autora não expõe de maneira adequada os sentimentos de cada personagem. Por isso, no livro, eles podem parecer um tanto superficiais se comparados aos personagens do seriado. As cenas de ação, por exemplo, se dão muito rápido, são abruptas demais, sem muitas explicações e detalhes.

Para quem, assim como eu, já conhece e é fã do seriado, o livro é uma forma diferente de degustar essa deliciosa história de contos de fada moderno. E para quem tem dúvidas se assiste ou não o seriado, lendo o livro primeiro, certamente ao fechar a última página, vai dar vontade de correr pra frente da tv/pc assistir. Leitura recomendada.

Once upon a tale – Despertar – Odette Beanne
Editora Planeta
302 páginas
Comprar: Saraiva
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18/02/2014
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A Bruxa de Near [Resenha + Sorteio]

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64 - A Bruxa de NearNa cidade de Near não existem estranhos e a velha história da Bruxa é contada apenas para assustar as crianças. Estas são as verdades que Lexi Harris ouviu durante toda a vida. Mas quando um estranho, um garoto que parece desaparecer como fumaça, surge em uma noite do lado de fora de sua casa, ela sabe que algo não está correto. Na noite seguinte, crianças começam a desaparecer de suas camas sem deixar qualquer vestígio e o estranho é o principal suspeito. Mas quando o garoto se oferece para ajudar na busca, algo no coração de Lexi diz que ele esconde outros segredos e não é o culpado. Ela estaria imaginando ou o vento parecia sussurrar através das paredes? Quando a busca pelas crianças se intensifica, o mesmo acontece com a necessidade de Lexi de saber sobre a Bruxa que talvez não seja só uma história para dormir…

A primeira coisa que me chamou a atenção para este livro, sem dúvida, foi a capa. E olha que eu não sou muito de me influenciar por capas bonitas. Mas essa é linda! E tem tudo a ver com a trama. Não sou fã número 1 do tema “Bruxas“, mas como a algum tempo li um livro desse tema e gostei muuuito, resolvi conhecer também a história de “A Bruxa de Near. Não digo que foi uma decepção, mas ficou muito aquém do que eu esperava.

No pequeno vilarejo de Near, todos se conhecem. Não há estranhos na cidade. Lexi Harris cresceu ouvindo sobre a lenda da Bruxa de Near. Essa lenda se tornou brincadeira de criança, cantiga de roda, mas ainda assusta alguns. Segundo a lenda, a Bruxa era parte do páramo (Páramos são planaltos desérticos encontrados à grandes altitudes, principalmente em cadeias montanhosas ), que determinava  os limites do vilarejo. Ela podia controlar o vento, a relva, os rios, enfim, toda a natureza presente em Near. Por conta disso, os moradores não ousavam invadir o páramo, saindo do limite do vilarejo. Por anos e anos, essa lenda foi sustentada, passando de pais para filhos.

A Bruxa de Near

A Bruxa de Near

Lexi já ouviu várias e várias vezes  sobre a lenda da Bruxa de Near de seu pai, mas agora ele está morto. E Lexi seguindo a tradição, conta todas as noites a lenda para sua irmãzinha Wren de seis anos. Após a morte de seu pai, Lexi vive com a mãe e a irmãzinha, tendo sempre o tio Otto por perto, morando na cabana ao lado, sempre pronto a protegê-las de qualquer perigo.

Certa noite, enquanto mais uma vez contava sobre a lenda para a pequena Wren dormir, Lexi viu um vulto pela janela do quarto. Ela tem certeza que viu algo, parecido com um menino, um estranho, mas imediatamente sumiu completamente. Na manhã seguinte vem a notícia terrível, de que uma das crianças da vila desapareceu durante a noite. A notícia se espalha rapidamente, assim como o fato de que mais alguns moradores viram o estranho rondando a vila na noite passada.

Sendo o único e principal suspeito do desaparecimento da criança, o estranho agora é caçado pelos homens da vila. Mas ninguém o encontra. Nas noites seguintes, outras crianças começam a desaparecer de suas camas durante a noite. Lexi percebe que depende dela, descobrir quem é esse estranho, quem realmente está por trás do desaparecimento das crianças e o principal, proteger sua irmãzinha, que pode ser a próxima vítima.

A Bruxa de Near

A Bruxa de Near

Lexi decide procurar as irmãs Thorne, bruxas que vivem nos limites entre o vilarejo e o páramo. Os moradores sabem que as irmãs são inofensivas, mas evitam sua presença. Uma das poucas pessoas que tinham contato com as irmãs era o pai de Lexi e por isso, ela ainda mantém amizade com Magda e Dreska.

Apesar de ser simples, na verdade achei até simples demais :( , a história tem  toda uma aura de magia e mistério. A autora soube prender o leitor nesse ponto, pois durante praticamente toda a leitura, ficamos querendo saber quem é o responsável pelo sumiço das crianças. E vamos descobrindo juntamente com a Lexi. O romance que se desenvolve na trama também é bem fofo. Aquele tipo de romance inocente, que enfrenta perigos e armadilhas. A natureza em si, é um personagem importante no livro. Pela belíssima descrição da autora, somos capazes de ouvir o susurro do vento, sentir o cheiro da relva molhada e sentir as gotas de chuva no rosto. A escrita da autora é simples e fluida. Com certeza vai conquistar os leitores fãs de histórias com muito mistério, magia e bruxas.

A Bruxa de Near – Victoria Schwab
Editora Planeta
238 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva||Americanas
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sobre a autora
 
 
 
Victoria Schwab

Victoria Schwab

Victoria Schwab é o resultado de uma mãe britânica, um pai de Beverly Hills e uma educação do sul dos Estados Unidos. Ela vive em Nashville, no Tennessee, quando não está  vagando em busca de um tesouro enterrado, contos de fadas ou uma boa xícara de chá.

 
 
 
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05/11/2013
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O Oceano no fim do Caminho [Resenha + Sorteio]

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39 - O Oceano no fim do caminhoFoi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

O Oceano no fim do Caminho foi meu primeiro contato com a obra de Neil Gaiman. Já tinha ouvido falar muito bem de seus livros, já conheci fãs incondicionais da sua vasta obra, mas nunca tinha me interessado por nenhum livro ou por sua história de vida. Imagino que deva ser por isso que esse livro não me causou tantos sentimentos quanto tem causado à sua legião de fãs.

Pela sinopse, eu imaginava algo totalmente diferente, mais “real”. Mas o que encontramos em O Oceano no fim do Caminho é totalmente mágico e surreal.

Ao voltar à sua cidade natal, 40 anos mais tarde, o personagem começa a ter lembranças de sua infância, mais especificamente de seus 7 anos. Seus temores, receios e as poucas alegrias que viveu nos é apresentado como uma fábula. Um menino solitário, apaixonado por livros e cheio de imaginação. Após um terrível incidente ocorrido na propriedade de sua família, sua vida toma um rumo totalmente inesperado. Assustador e sinistro.

Mas o menino conta com o apoio e a amizade de uma menina especial, Lettie Hempstock. Ela mora no fim do caminho e acredita que o pequeno lago em sua propriedade seja um imenso oceano. Na companhia de Lettie, sua mãe e sua avó, o menino se sente corajoso e especial.

Juntos eles enfrentarão terríveis descobertas, seres fantásticos e inimagináveis. Existentes apenas em suas férteis imaginações… ou não… Lutarão em uma batalha ferrenha entre o bem e o mal, desafiando sua coragem e capacidade de distinguir o que é real e o que é apenas fruto de sua imaginação.

Fiquei imaginando se meu filho de 11 anos gostaria desse livro. Imagino que sim, por conter tanta aventura fantástica. Mas ao mesmo tempo, tem algumas passagens tão nostálgicas e tristes que penso que seria pesado para a cabecinha dele.

Mas enfim, esta é uma daquelas leituras que nos faz refletir em como nossa infância pode influenciar nossa vida adulta. E imagino que seja exatamente isso o que o autor quis nos passar.

“Uma história só é relevante, suponho, na medida em que as pessoas na história mudam. Mas eu tinha sete anos quando todas essas coisas aconteceram, e no fim de tudo  era a mesma pessoa que era no início, não era? Todos os outros também. Deviam ser. As pessoas não mudam.
Mas algumas coisas mudam.”
O Oceano no fim do Caminho – Neil Gaiman
Editora Intrínseca
207 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva
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23/07/2013
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A filha da Feiticeira [Resenha+Promoção]

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Meu nome é Elizabeth Anne Hawksmith, tenho 384 anos. Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras. Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.

Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.

A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.

Confesso que não sou muito fã do gênero fantasia, sobrenatural e afins. Mas quando li a sinopse de “A filha da Feiticeira” fiquei super tentada. E vamos combinar que essa capa é no mínimo perfeita neh? E a mistura de romance histórico, fantasia, chegando até os dias atuais, foi o que me fez decidir a ler.

A história se inicia no ano de 1627, quando a jovem Elizabeth Hawksmith de apenas 15 anos vivia numa cabana com seus pais e seus dois irmãos num pequeno vilarejo na Inglaterra. Bess, como era chamada por todos no vilarejo era uma menina determinada, honesta e muito trabalhadeira.

Seu mundo literalmente desaba com a chegada da “Peste Negra” em sua vila, que acaba vitimando seu pai e seus dois irmãos. Restando somente Bess e sua mãe Anne, a menina também acaba adoecendo. Mas, como que por um passe de  “magia”, Bess consegue se recuperar e retoma sua saúde.

Todos no vilarejo ficam desconfiados e se perguntam como Bess e Anne conseguiu sobreviver, tendo a Peste levado o restante de sua família. Todos no vilarejo, a maioria idosos e muito católicos, desconfiam que foi por meio de bruxaria que as duas sobreviveram e acusam Anne de ser uma feiticeira.

Anne é então acusada formalmente quando um Caçador de Feiticeiras chega ao vilarejo. Ela é condenada à forca, para desespero de Bess. Mas antes de morrer, a mãe pede para a filha procurar por  Gideon Masters, um misterioso homem que mora na parte mais isolada do vilarejo e sempre causou arrepios em Bess.

Ao se ver completamente sozinha no mundo e sem ter para onde ir,  recebendo somente o desprezo da vizinhança, Bess toma coragem e finalmente decide procurar por Gideon. Ela descobre então que Gideon na verdade é um poderoso Feiticeiro e que antes de morrer, sua mãe recebeu “aulas de magia e feitiçaria” com ele. Somente por isso, por meio da magia, Anne conseguiu salvar sua filha da morte.

O último desejo de sua mãe era que Bess recebesse os mesmos ensinamentos de feitiçaria que ela recebeu de Gideon. Mas Bess, ao descobrir o preço a ser pago por se tornar uma poderosa feiticeira, por possuir a vida eterna e nunca mais precisar fugir de ninguém, não quis aceitar.

Até que um terrível incidente a faz mudar de idéia, e ao pronunciar o encantamento que a tornaria eterna, Bess dá início a uma jornada sem fim, de fuga e luta contra o mal.

“Eu, que vagara por este planeta por séculos, observando a incessante luta, a batalha e o esforço que as pessoas sofriam.
Poderia ser a morte uma coisa tão terrível? Não havia momentos em que era uma coisa adequada?
Ou será que penso assim porque isso me foi negado?
Eu não tinha certeza.”

Através dos séculos, Bess fugiu de seu algoz. Em 1888 ela foi Eliza, uma médica/enfermeira, trabalhando em um hospital em Londres. Em 1917 ela foi Elise, uma enfermeira auxiliando na frente de batalha na Guerra da França. E nos dias de hoje, aos 387 anos, ela é Elizabeth, vive sossegada cuidando de sua horta e vendendo ervas e óleos naturais.

Mas aonde quer que vá, passe o tempo que passar, Gideon sempre acaba encontrando Bess…

Uma aventura de tirar o fôlego, com personagens muito bem construídos e marcantes. Bess é uma heroína, sempre  lutando contra o mal. Eu fiquei impressionada comigo mesma, por gostar tanto de um gênero que nunca me atraiu muito. A leitura me prendeu tanto, mas tanto que eu ficava super #chatiada :angry:  quando tinha que largar o livro pra fazer alguma coisa inadiável, como cuidar da casa/filhos/marido. Assim que o carteiro me entregou o livro, larguei tudo o que estava fazendo e corri começar a leitura. Só parei quando já tinha lido 180 páginas e estava  extasiada. Um dos poucos livros que me fizeram varar a madrugada lendo.

Somente em um único ponto, eu senti uma leve decepçãozinha. Eu imaginei um final diferente. Não que eu não tenha gostado, só que se fosse o fim que eu desejei, seria mais perfeito ainda entende?

O que me chamou muita atenção na história, foi que sempre que Elizabeth pressentia que Gideon estava por perto, que a havia encontrado novamente, ela tinha certeza disso, porque sempre ouvia uma música chamada “Greensleeves“. Fiquei muito curiosa e fui pesquisar pra ver se essa música realmente existia.

Para minha surpresa, essa música não só existe, como também é muuuuito linda! Fiquei encantada com a melodia. E desde de então, não consigo parar de ouvir. Há várias versões, mas a que mais gostei foi a tocada no piano. Vou deixar um vídeo com a música para vocês ouvirem também.


Enfim, um livro maravilhoooooso, entrou para minha lista de FAVORITOS.  Tô querendo fazer um vídeo especial sobre ele, vamos ver se me encorajo :smile:  Super recomendo! Leiam!!! E depois vamos discutir o final ok? Bjks!!! :wink:
A filha da feiticeira – Paula Brackston
Bertrand Brasil
446 páginas
FAVORITO

:heart: :heart: :heart: :heart: :heart:

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11/03/2013
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Branca de Neve e o Caçador

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Há dez anos, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casara com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar seus poderes, ela deve devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração. A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria e sobreviveu. Branca de Neve será morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele e se tornará a melhor guerreira que o reino já conheceu?

O livro conta a história de Branca de Neve, uma princesa, que perde sua mãe logo cedo e tem seu pai assassinado logo depois de casar com a poderosa bruxa Ravenna.

Trancafiada por longos 10 anos numa torre, Branca de Neve consegue fugir para a Floresta Sombria, mas é novamente capturada pelo Caçador, contratado pela Rainha Ravenna que, como prêmio, prometeu-lhe trazer sua esposa Sara de volta dos mortos.

Eric, o Caçador, após descobrir por Finn, irmão de Ravenna que a bruxa não tinha poderes para cumprir sua promessa, se revolta contra a Rainha e ajuda Branca de Neve a escapar de seu terrível destino certo: a morte.

Praticamente durante toda a história, Branca de Neve e o Caçador lutam por sua sobrevivência fugindo do exército de Ravenna e ao longo do caminho vão conhecendo grandes amigos e poderosos aliados.

Ravenna nunca quis realmente matar a princesa, porém, ao descobrir que Branca de Neve era a mulher mais linda do reino, e não ela como sempre pensou, e que somente Branca de Neve poderia lhe conceder a imortalidade, não pensou duas vezes ao decidir arrancar o coração puro da menina.

A Rainha, portanto, resolve caçá-la sozinha para alcançar o seu poderoso desejo. Quando encontra Branca de Neve, se faz passar por seu antigo amigo William e consegue fazer com que ela coma um pedaço da maçã envenenada que lhe oferece. Assim que engole o pedaço do fruto, a princesa cai morta aos seus pés. Mas sua tentativa de lhe arrancar o coração resta infrutífera no momento em que seus aliados correm para tentar salvá-la.

O reino cai novamente em luto com a morte da princesa. Eles não sabem, mas somente um beijo de um amor verdadeiro poderá salvá-la.

A princesa é beijada em seu velório, e depois de um tempo, desperta para ir em busca de sua vingança. Só ela pode matar Ravenna e recuperar seu reino, e com a ajuda de Eric e William, bem como dos anões e de outros voluntários, ruma à batalha de sua vida. Já não teme mais a morte, e se entrega de corpo e alma ao seu destino. Será que Branca de Neve conseguirá derrotar a Rainha má e reivindicar seu trono restaurando a alegria e paz ao seu reino? Leiam e descubram.

Confesso que quando ganhei o livro não tive muita vontade de lê-lo, pois me decepcionei mto com o filme que foi feito de mesmo nome. Pelo que entendi, na verdade o livro é uma adaptação do filme, foi feito depois do filme.

Assim como o filme, achei a leitura fraca e cansativa, não convincente. Esperava por uma grande história de amor, ou boas cenas de batalha, mas, assim como no filme, nada disso aconteceu.

Talvez toda a minha frustração em relação a essa obra seja pelo fato de, nesse ano, outras obras desse mesmo tema terem surgido e aberto margens para comparação uns com os outros. No início do ano foram lançados o filme Mirror, Mirror (Espelho, espelho meu), com a Julia Roberts, e o seriado Once Upon a Time, ambos contando a história da Branca de Neve.

Não tenho nem o que falar de Mirror, Mirror. Para mim, uma grande decepção. Já devia imaginar o que me aguardava um filme a la Disney. E olha que adoro obras infanto-juvenis. Então, quando vi o trailer da Branca de Neve e o Caçador pensei, aí sim virá um grande filme, de ação e romance que contará de uma forma mais intensa a história da princesa de pele alva e lábios vermelhos. Estava até muito curiosa em ver Kristen Stewart em cenas de luta. Mas tamanha foi minha decepção que quase não consegui terminar de assistir ao filme, se não fosse pela formidável interpretação da Charlize Theron.

Quando comecei a assistir Once Upon a Time, foi amor à primeira vista. Desses 3 títulos, o OUAT me impressionou pela sua originalidade e pela sua produção. Portanto, tudo agora que leio ou vejo no tema Branca de Neve, acabam sofrendo comparação com o OUAT e, consequentemente tb acabam sendo rejeitados por, na minha opinião, não chegarem aos pés do OUAT.

De qualquer forma, o livro A Branca de Neve e o Caçador não é ruim. Se vcs quiserem ler, só aconselho a não lerem com grandes expectativas como eu fiz, então talvez vcs não se frustrem tanto como eu. Se alguém já tiver lido ou for ler, vou adorar saber a opinião de vcs.

A Branca de Neve e o Caçador – Lily Blake
Editora Novo Conceito
208 páginas
Comprar: Fnac (por apenas R$ 15,00)

:heart: :heart:

03/12/2012
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Jogos Vozares – O filme

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Num futuro distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que relembra esse domínio realizando um evento anual – e mortal – entre os 12 distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na competição e acaba contando , com a companhia de Peeta Melark (Josh Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos outros oponentes.

O filme retrata Panem, uma nação pós-apocalíptica, constituída por 12 distritos e governada por uma capital poderosa e totalitária. Todos os anos são promovidos torneios sangrentos em que dois adolescentes de cada distrito são oferecidos como tributos para combaterem entre si até a morte.

A história efetivamente começa quando Katniss Everdeen se voluntaria para ser o tributo feminino do 12º distrito, logo depois de sua irmã Primrose Everdeen ter sido a escolhida. Prim é muito nova e ingênua e Kat tem certeza de que ela não conseguiria sobreviver, portanto, num rompante de coragem e heroísmo se coloca no lugar da irmã para combater nos Jogos Vorazes juntamente com Peeta Mellark, o tributo masculino escolhido no sorteio.

Ambos são levados para a capital, onde são treinados por uma equipe que os ensina como sobreviver no jogo. Lá eles devem impressionar os patrocinadores por suas habilidades e carisma. Apenas com a ajuda dos patrocinadores, que durante o jogo os enviam “presentes”, é que é possível se manter vivo no torneio.

Quando o jogo começa, Kat e Peeta se separam indo cada um para um lado, afinal, no torneio é cada um por si. Fica visível que a intenção inicial de Kat é apenas fugir e sobreviver não tendo interesse de entrar em combate com nenhum outro tributo. Mas como nesse reality show o que interessa para o público são a ação e as mortes violentas, os organizadores tratam rapidamente de obrigá-la a agir. Kat é posta em situações de perigo que fazem com que ela vá ao encontro dos tributos mais mortais do jogo. Para sua surpresa, ela descobre que Peeta está entre eles e que a traiu, pois tinha como intenção levar tais tributos ao encontro dela para que a matassem. Mesmo assim Kat não abandona Peeta e acaba ajudando-o em seu momento mais difícil, quando está a beira da morte.

O casal de tributos do distrito 12 acaba se envolvendo emocionalmente fazendo com que o jogo dê uma reviravolta. Eles atraem a atenção dos patrocinadores e a torcida do público e por causa deles a principal regra é alterada. Para quem vocês irão torcer? Quem será o grande campeão? Até onde vocês iriam e do que vocês seriam capazes para conseguirem sobreviver? Assistam e descubram!!

Jogos Vorazes é um filme com muita ação, violência e romance na medida. Faz seus corações palpitarem e seus olhos vidrarem na telinha esperando pelos próximos acontecimentos. Quando ele estreou no cinema confesso que não tive a mínima vontade de assistir. Achei que fosse ser mais um filme barato de ação destinado à sessão da tarde, mas me surpreendi.

Achei muito interessante a abordagem que o filme fez sobre as diferentes classes sociais e o domínio que a capital tem sobre os distritos. Os distritos são tão pobres que me deu a impressão das pessoas ainda viverem na idade medieval. Não é a toa que os torneios anuais se chamam originalmente Hunger Games, um nome adequadamente escolhido retratando a situação degradante pela qual o povo tem de passar para não sucumbir à fome. A população faminta acaba indo pedir por comida aos governantes e em troca seus nomes são colocados na urna do sorteio do jogo. Quanto mais vezes você for pedir por comida, mais vezes seu nome é inscrito aumentando suas chances de ser sorteado.

Em contraponto a essa realidade nos deparamos com a riqueza, extravagância, futilidade e alienação das pessoas que vivem na capital. São por causa delas que os Jogos Vorazes existem. Pela fome que elas têm de ver e torcer por esses tributos e falsamente chorar por suas mortes. Será que se ninguém mais assistisse a esse reality show ele continuaria existindo? Obviamente que não.

Isso me fez pensar se chegaremos a esse ponto, de termos um reality show tão violento. Posso dizer que estamos no caminho, já que fica evidente que a grande maioria que assiste a esses programas gosta de ver as coisas pegando fogo, amores ardentes, traições e brigas.

Eu não li ainda os livros da trilogia, então não tenho como dizer se o filme foi fiel ao primeiro livro, só posso opinar sobre o que achei acerca do filme. Gostei muito da produção, do roteiro e dos efeitos especiais. Gostei dos cortes que fizeram nas cenas de assassinato fazendo com que elas ficassem mais emocionantes e poéticas. Não podemos esquecer que este filme não podia ter cenas explícitas de violência já que era também destinado a um público adolescente, e também pelo fato de, a meu ver, não ser o foco principal abordado no filme.

No final o filme nos deixou uma incógnita nos fazendo pensar se Kat realmente se apaixonou por Peeta ou se ela se envolveu com ele apenas com o intuito de se manter viva por mais tempo. Pelo visto teremos que esperar o segundo filme para descobrirmos. Adorei, recomendadíssimo. E vocês, o que acharam?

Título original: Hunger Games
Roteiro: Billy Ray, Gary Ross e Suzanne Collins
Direção: Gary Ross
142 minutos


TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=SUyLvbbm0pk

27/08/2012
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Battleship – A Batalha dos Mares

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Alex Hopper (Taylor Kitsch) é um oficial naval do navio USS John Paul Jones, comandado pelo almirante Shane (Liam Neeson). Alex é noivo de Sam (Brooklyn Decker), filha de Shane, apesar de não ser bem visto por ele. Já em alto mar, eles precisam unir forças com a tripulação do navio USS Samson, comandado pelo irmão mais velho de Alex, Stone (Alexander Skarsgaard), ao encontrar uma força alienígena desconhecida, que ameaça a existência da humanidade. Um grupo de cientistas, comandados por Cal Zapata (Hamish Linklater), e de especialistas em armas, como Cora Raikers (Rihanna), também compõem a equipe. Acompanhando tanto o lado dos humanos quanto o lado dos alienígenas, Battleship apresenta a intensa disputa pelo controle da Terra.

Battleship – A Batalha dos Mares é um filme produzido pela fábrica de brinquedos Hasbro, que tem levado seus produtos para as telas de cinema, como fez com Transformers e G.I. Joe, também conhecido como Comandos em Ação. Battleship foi feito baseado no jogo de mesmo nome, que todos conhecem (brinquei muito quando criança), com um enredo fraco, um orçamento milionário, uma baixa expectativa, porém com ótimas cenas de ação e efeitos especiais.

No início do filme, cientistas descobrem a existência de um planeta com condições muito similares as da Terra. Por conta disto, eles pressupõem que poderia ser um planeta habitado. Resolvem então tentar se comunicar emitindo sinais de satélite aguardando algum tipo de resposta. O que eles não esperavam é que os habitantes do planeta G invadiriam a Terra e tentariam dizimá-la.

Apesar do tema central do filme se tratar sobre a invasão alienígena, também somos convidados a conhecer a história de alguns personagens que são totalmente dispensáveis, como Alex Hopper. Ele tem 26 anos, é um homem vagal e perdido na vida. No dia do seu aniversário ele conhece Sam, uma linda mulher filha do almirante Shane. Para impressioná-la ele acaba cometendo uma loucura e para evitar a prisão, é convencido por seu irmão mais velho, Stone, a entrar para marinha.

Alex acaba conquistando má fama na marinha pelo seu jeito irresponsável e inconsequente de ser, o que faz com que ele acabe criando alguns desafetos e seja desprezado pelo pai de Sam. As cenas de ação começam quando cinco objetos não identificados se dirigem a Terra em nítida formação de ataque. Um deles se choca com um satélite e cai em Hong Kong, causando muita destruição, e os outros quatro caem no mar do Havaí.

Como tais objetos não são detectados por radar, Alex, Stone e Nagata vão com seus navios até o provável local da queda para investigarem. Ao chegarem lá eles se deparam com algo inexplicável e uma verdadeira batalha naval começa. A única esperança que eles têm de pouparem a Terra de uma extinção é destruírem as antenas de comunicação que foram utilizadas para mandarem sinais para o planeta G, a fim de que os ETs não consigam se comunicar com sua “casa” pedindo reforços. Essa missão só será possível com a ajuda da Sam, Mick e Dr. Nogdrady, que estão bem próximos desse local. Esse trio dá um contraponto à trama, pois é dele que surgem algumas cenas engraçadas.

No final do filme, entram em cena os marinheiros veteranos da Segunda Guerra Mundial, vividos por ex-combatentes de verdade, reforçando o sentimento de patriotismo dos americanos. Eles colocam para funcionar o USS Missouri, o navio “museu” que se torna uma peça chave para o combate contra os ETs.

Este filme não traz nenhuma novidade e se torna uma mera repetição de todos os outros filmes que falam sobre invasões alienígenas, porém com um ponto contra, não possui nenhum enredo, é extremamente fraco e deixa muitas perguntas no ar. Fiquei muito desapontada com a participação do Liam Neeson, que fez uma ponta insignificante no filme. Poderiam ter aproveitado muito mais o potencial desse ator. E sem muitos comentários sobre a participação da Rihanna. Para mim foi lamentável. Provavelmente só a convidaram por ser uma celebridade, de repente na tentativa de atrair um maior público. Mas ela se limita a diálogos monossilábicos e caras e bocas. Igualmente dispensável. Além disso, temos uma única cena no filme que relembra de fato o jogo Batalha Naval, mostrada mais no final. Mas quem procura por cenas de ação, combate, mortes e efeitos especiais, vai gostar ;o)

Título original: Battleship
Roteiro: Erich Hoeber e Jon Hoeber
Direção: Peter Berg
131 minutos

TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=Dqm7QfYyK7I&feature=fvst

06/08/2012
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Once Upon a Time

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Henry Mills (Jared Gilmore) é uma criança que vive na pequena cidade de Storybrook, em Maine, e que trata os contos de fada como se fossem reais. Adotado pela Prefeita da cidade, a intrépida Regina (Lana Parrilla), foge com o seu livro favorito de contos, procurando encontrar a sua mão biológica. Chegando em Boston, encontra finalmente Emma Swan (Jennifer Morrison), a sua mãe biológica, no dia do seu 28º aniversário. Emma é uma mulher só, também abandonada pelos pais biológicos e que demonstra enorme relutância em aceitar Henry como a criança que deu para adoção há 10 anos. No entanto Emma tem a capacidade singular de perceber se as pessoas estão ou não a dizer a verdade. Movida pela honestidade da criança – que ela percebe ser o seu filho – decide levá-lo de volta para a sua mãe (adotiva). No caminho, o rapaz vai-lhe explicando que ele próprio vive num conto de fadas, com a rainha má como madrasta. Conta-lhe também que todos os habitantes da cidade são personagens dos contos e que perderam a memória, numa terra onde o tempo parou por feitiço. Henry explica que somente Emma poderá salvá-los. Naturalmente que Emma não acredita em nada disso.

Once Upon a Time é um seriado de TV americano, escrito pelos mesmos roteiristas de Lost, surgindo como concorrente do seriado Grimm. Ele foi lançado no Brasil em abril deste ano, sendo transmitido pelo canal Sony, todas as quintas-feiras, às 21h. Por enquanto está na primeira temporada e tem 22 episódios, e para a minha felicidade, a segunda temporada já foi confirmada.

A série gira em torno do Conto de Fadas da Branca Neve e do Príncipe Encantado, porém, sob uma nova perspectiva. Dessa vez não há finais felizes.  A rainha má culpa Branca de Neve pela sua infelicidade e, portanto, decide se vingar, ameaçando-a no dia do seu casamento com o Príncipe.

A rainha má lança uma poderosa maldição sobre todo o reino, no dia do nascimento da filha de Branca, que fará com que todos os habitantes sejam levados a um lugar horrível, um mundo sem magia, em que todos perderão a memória e os que amam. Desesperados, Branca e Encantado descobrem que há apenas uma escapatória para a maldição. Sua filha deve ser protegida, pois, somente ela poderá quebrar este poderoso feitiço.

Nos dias atuais, Henry, o filho adotivo da Prefeita de Storybrooke, ganha de presente da sua professora um Livro de Contos de Fadas e passa acreditar que está vivendo com a rainha má. A partir de então, começa uma busca por sua mãe biológica, Emma, pois acredita que ela é a filha da Branca de Neve e, portanto, a grande salvadora. Emma fica totalmente perturbada ao encontrar o menino que abandonou há 10 anos e decide levá-lo de volta para sua mãe adotiva. No caminho, Henry mostra à Emma o famoso livro, e revela a ela que todos os habitantes de Storybrooke são na verdade personagens de contos de fadas, porém de nada se recordam. Além disso, estão aprisionados na pequena cidade, sem poderem sair de lá em função da maldição. Isso faz com que comecemos a questionar, afinal, Henry está dizendo a verdade ou tudo não se passa de uma mente fértil de uma criança solitária que tem esperanças que sua vida mude para melhor?

Ao chegar em Storybrooke, Emma acaba sendo compelida a ficar, e quando toma tal decisão, misteriosamente o relógio da cidade, que estava parado, volta a funcionar. Para Henry, isso é mais uma prova de que a maldição está com seus dias contados, mas Emma continua a não acreditar em sua história. O menino então não mede esforços para provar para sua mãe biológica que ele não é louco, e que ela é a única que pode salvar a cidade e devolver aos seus habitantes os seus finais felizes.

Once Upon a Time é um seriado mágico, que vai te conquistar e você não vai desgrudar da telinha da TV. No decorrer da primeira temporada somos levados a desvendar vários segredos e descobrimos as histórias de todos os personagens e como elas acabam se cruzando. Quem está mentindo, quem está falando a verdade? Ele é um seriado de drama, investigativo e romântico, mas também com um ótimo toque de humor. O roteiro é muito bem elaborado e coerente e os episódios se passam nos dois mundos, no real e no de contos de fadas, que aparece para nós como se fossem flashbacks. Quem está esperando por grandes batalhas e lutas ficará desapontado, porque, apesar de ter alguns conflitos, nada é muito sangrento.

Apesar de ser taxado como um seriado de “menina”, discordo de tal rótulo, pois assisti com meu marido e meu primo e ambos adoraram. Vocês irão se encantar com os personagens, com os maravilhosos cenários e produções, com a delicadeza, a magia e os mistérios que as histórias nos são apresentadas. E no final, vocês torcerão pela felicidade de todos? Quem irá vencer? Será que o bem sempre vence o mal? Será que o mundo pode existir sem magia? Será que o amor pode realmente quebrar qualquer feitiço? Assistam e descubram!! Recomendadíssimo!! Não deixem de assistir o trailer abaixo!!

Once Upon a Time
Canal Sony
1ª Temporada – 22 episódios


CAPAS

TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=i3DmXlM2h9E

Henry Mills (Jared Gilmore) é uma criança que vive as histórias de encantar como se de algo real se trate, na pequena cidade de Storybrook, em Maine. Adoptado pela Mayor da cidade, a intrépida Regina (Lana Parrilla), foge com o seu favorito livro de contos, procurando encontrar a sua mão biológica.

Chegado a Boston encontra finalmente Emma Swan (Jennifer Morrison), a sua mãe biológica, no dia do seu 28º aniversário. Emma é uma mulher só, também ela abandonada pelos pais biológicos e que demonstra enorme relutância em aceitar Henry como a criança que deu para adopção há 10 anos. No entanto Emma tem a capacidade singular de perceber se as pessoas estão ou não a dizer a verdade.

Movida pela honestidade da criança – que ela percebe ser o seu filho – decide levá-lo de volta para a sua mãe (adoptiva). No caminho, o rapaz vai-lhe explicando que ele próprio vive num conto de fadas, com a rainha má como madrasta. Conta-lhe também que todos os habitantes da cidade são personagens dos contos que perderam a memória, numa terra onde o tempo parou por feitiço. Henry explica que somente Emma os poderá salvar. Naturalmente que Emma em nada disto acredita.

09/07/2012
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Como navegar em uma tempestade de Dragao

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Em sua sétima aventura, Soluço terá exatos três meses, cinco dias e seis horas para descobrir a América, encontrar o caminho de volta a Berk, salvar o pai, derrotar as Serpentes-polares e ainda vencer a Competição Amistosa de Nado Intertribal. Será que ele vai conseguir? O relógio está correndo.

Mais uma eletrizante aventura do nosso herói favorito, Soluço Spantosicus Strondus III. Dessa vez, ele juntamente com seus inseparáveis amigos, Perna de Peixe e Camicazi, participarão de uma Competição Amistosa de nado Intertribal, entre as tribos dos Hooligans, das Ladras do Pântano  e dos Histéricos. Essa acaba se tornando uma disputa de vida ou morte!

Soluço tem exatamente três meses, cinco dias e seis horas para descobrir a América, salvar um grupo de escravos aprisionados em um  navio e ainda vencer a competição amistosa de nado intertribal.

Os três amigos, juntamente com seus dragõezinhos de estimação são sequestrados pelo vilão maluco, Norberto, o Demente,  que os aprisiona em um navio. Mas como Soluço é o único tripulante do navio que consegue “ler a coisa que tiquetaqueia”, Norberto por enquanto não os fará mal.

Neste sétimo volume da série, a aventura é ainda maior. A todo instante tem algo acontecendo, e sempre cada vez mais perigoso. O que mais me fascina nessa série, é que apesar de eu ter lido todos os livros na sequência, quem ler qualquer um dos 7 volumes aleatoriamente, vai entender perfeitamente a hitória. Cada um é uma  história em si. Lógico que quem já leu todos os outros, vai se divertir muito mais. Continua sendo minha série infantil/juvenil preferida. E pelo jeito ainda está longe do fim. Vamos aguardar os próximos volumes. Super recomendo! :)

Como navegar em uma Tempestade de Dragão – Cressida Cowell
Editora Intrinseca
272 páginas
Comprar: Submarino
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24/02/2012
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