Olá pessoas! Então nessa quarta-feira animada (ainda mais com o horário de verão) vou falar um pouquinho sobre a gracinha do Marley. Sim o livro e filme de hoje é “Marley & Eu”
John Grogan é colunista da Philadelphia Inquierer na Pensilvânia, então não é de se surpreender que o livro tenha uma jogada de acontecimentos cronológicos meticulosamente detalhados. O livro conta sua história pessoal com o pior cão do mundo, é assim que somos apresentados ao Marley, um lindo filhote de labrador.
Pelo decorrer das páginas conhecemos a vida de John e sua esposa Jenny. Ambos trabalham em jornais e são apaixonados um pelo outro. Quem pensa que ao ler o livro vai encontrar coletâneas de momentos engraçados com um cachorrinho atrapalhado, está redondamente enganado. O livro conta não só uma, mais várias histórias de amor.
Recém casados John e Jenny vão levando a vida com uma extrema alegria. Chega um dado momento que John se questiona se devem ou não dar um segundo passo e passarem a pensar em ter filhos. Porém, nosso querido autor se vê assustado e despreparado para tal ato, eis que surge a ideia de comprar um cachorro. Em seu raciocínio o cão iria agradar tanto sua esposa quanto ele, e claro afastaria os pensamentos de Jenny em relação a ter filhos mais um pouco.
Marley é o típico filhotinho de cachorro. É energético, alegre, brincalhão, come por três e ainda mastiga a parede. Aos poucos o casal vai adaptando seu estilo de vida ao novo membro da família, embora ele não tente fazer o mesmo. Marley é literalmente o pior cão do mundo, mas não que isso tenha desanimado nenhum dos dois.
O livro vai de certa forma nos introduzindo na vida do casal Grogan, em seus aspectos emocionais, econômicos, e psicológicos. Em algumas passagens é possível se imaginar tento a mesma reação de um dos personagens em devida circunstância, mesmo que nunca tenha lhe passado pela cabeça.
Se cuidar de um cachorro não é fácil, imagine se preocupar com mais três filhos, emprego, hipoteca da casa, e todos aqueles problemas corriqueiros. Porém, como disse anteriormente o livro é de fato uma ilustração da vida do autor, então estamos com ele desde o momento que ele compra o Marley, até o momento que eles mudam de casa, recebem promoções no emprego, engravidam novamente, e por aí vai. É possível notar com clareza a evolução da vida dos personagens, e se sensibilizar por isso.
Eu preciso ser sincera e dizer que quando fui chegando a um ponto crucial do livro não consegui continuar. Eu voltava às fotos originais do Marley (que estão pelo o livro) e decidir ir com minha intuição e assumir que não queria saber aonde aquilo tudo iria chegar. O que não adiantou muito, pois quando assisti ao filme, digamos que todos meus sentimentos represados foram soltos, por várias horas.
O filme, que foi lançado em 2008 pela Twentieth Century Fox, ilustrou muito bem todo o livro, o que eu achei que seria difícil de acontecer porque envolvia um animal que pode ser muito inteligente, mas não é propício a seguir regras e executar as coisas como nós executamos. As escolhas dos personagens para interpretar John e Jenny Grogan bateram exatamente com o que se esperava de um casal de 1991, descolados, apaixonados e relativamente jovens. Quem dizia que Owen Wilson (que interpretou o papel de John Grogan) só conseguia fazer filmes de comédia levou uma baita tapa na cara. Afinal o filme tem o gênero comédia estampado, mas os toques de drama foram necessários para criar a atmosfera real de uma vida complicada e com empecilhos. Jennifer Aniston seguiu sua linha de sempre e nos entregou um trabalho prazeroso de ser assistido. O filme foi campeão nas bilheterias americanas, ficando em primeiro lugar por duas semanas seguidas.
Percebi que nessa adaptação em especial o livro não ficou perdido no meio do filme. Todos os detalhes e aspectos que eu julguei importante para a história apareceram no filme. Os produtores tiveram a ideia genial de ilustrar as colunas mais importantes sobre Marley, que John escreveu para o seu jornal, de uma forma rápida apresentando a passagem do tempo, e como aquele pequeno labrador de 5kg pode crescer tanto, e fazer uma família crescer junto com ele.
Tenho a impressão que muitas pessoas desvalorizaram a história do Marley por ser só mais uma história sobre o melhor amigo do homem, e já estavam cansadas de tantas outras parecidas. Mas devo dizer que essa foi a história que mais se aproximou da vida real, pelo menos para mim. O Marley não salvou ninguém de um poço, nem conseguia fazer gols como um artilheiro, mas ele mudou a vida de seus donos pelo simples fato de existir e estar lá quando eles precisaram. E sei que isso acontece em milhares de lares, você pode ser uma criança mimada, uma adolescente rebelde, um adulto frustrado, ou um velho rabugento, seu animal de estimação sempre estará lá, e logo você se dará conta de como é importante ter um amigo assim presente na sua vida.
Para um cão, você não precisa de carrões, de grandes casas ou roupas de marca. Símbolos de status não significam nada para ele. Um graveto já está ótimo. Um cachorro não se importa se você é rico ou pobre, inteligente ou idiota, esperto ou burro. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Dê seu coração a ele, e ele lhe dará o dele. É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa. De quantas pessoas você pode falar isso? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puro e especial? Quantas pessoas fazem você se sentir extraordinário?
Trailer do Filme - Marley & Eu
Capa do Livro
Livro Marley & Eu
Editora: Ediouro
300 Páginas
DVD Marley & Eu
Twentieth Century Fox
Duração de 120 minutos.
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9 Comentários em “Marley & Eu”

Eu amei tanto o livro quanto o filme,chorei em ambos.
Achei que o filme foi bom também,minhas partes preferidas no livro apareceram,nada de cortes importantes da história,deixando tudo bem encaixadinho.
Beijos
Marcella recently posted..Resenha: Em Chamas – Suzanne Collins![]()
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Li o livro há anos atrás e lembro ter AMADO, e sabia que nunca vi o filme?
Tenho essa mania de quando amar ou detestar muito um livro não ver filme… loucura, né?
hahhahahaha
Beijocas,
Lariane
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Ahhhh é muito booooom esse filme. *-*
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Foi só LER ESSE POST que todas as citações lindas do livro e todas as cenas emocionantes do filme veio na minha cabeça e isso fez a história do Marley me causar lágrimas mais uma vez.
Porque o Marley é um cão especial sim, mas não por conseguir empinar uma bolinha no nariz ou algo assim… Ele é especial por ser ele, por ser mais um cachorro maluco que passou pela vida de uma família e que NUNCA vai ser esquecido por eles.
E nem pelos milhares de fãs que ele teve pelo mundo mesmo não estando mais aqui para conhece-los!!
Luly recently posted..Magic Happens![]()
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Infelizmente soh assisti o filme e jah chorei horrores.. rsrs imagina então quando for ler o livro, na minha opnião os livros são bem melhores e muito mais emocionantes do que os filmes!
Beeijos,
Ler e se Aventurar
Milly recently posted..Divulgação: Lançamentos da Editora Dracaena![]()
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Gabi, apesar de não ser muito fã de cachorros, sempre tive vontade de assistir esse filme. Só pelos comentários, que todos dizem que são bons demais, tanto o livro qto o filme.
Vou baixar ele esse final de semana. Ótima resenha!
Bjus!
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Ahh. Marley E Eu. Já li o livro há bastante tempo, e acho que foi ano passado assisti ao filme. Chorei feito uma condenada, tanto que fiquei com trauma do filme; só de lembrar já me vem lágrimas nos olhos, tão linda e emocionante é essa história… E por incrível que pareça o livro e o filme são bons do mesmo jeito, recomendo! (pra quem é forte só, kk).
;*
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Gabi!
Chorei foi muito com o filme. Amo cachorros e Marley é uma figura!!
Estou com vontade de ler o livro, mas sem tempo.
Sua resenha foi fidedigna.
cheirinhos
Rudy
rudynalva soares recently posted..Sorteio Bolsa Forever Pink![]()
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OMG! Só de lembrar ja fico emocionada! Assim que saiu o livro li essa historia e me apaixonei assim como sou apaixonada por animais; chorei rios de lagrimas so imaginando as cenas e tbm deu muitas risadas com as travessuras desse que seu dono diz ser “o pior cão do mundo”. Assim que adaptaram o livro pro cinema fui correndo para o cinema e nem pensei no pior: O final. Passei dias beijando e abraçando meu cachorro e chorrando toda vez que pensava na cena; que confesso que não vi na primeira vez, pois fechei os olhos e tbm as lagrimas não me deixavam ver nada na minha frente. Sua historia não fala só da amizade de um cão e seu dono; em especial o livro nos conta muito mais. Recomendo os dois para quem ainda não leu e viu.
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