Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo… Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele. Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, Catherine tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela. Sentindo-se no escuro, ela planeja meticulosamente como escapar dele. Quatro anos mais tarde, Lee está na prisão e Catherine, agora Cathy, tenta reconstruir a vida em outra cidade. Apesar de seu corpo estar curado, ela tornou-se uma pessoa bastante diferente. Obsessivo-compulsiva, vive com medo e insegura. Seu novo vizinho, Stuart Richardson, a incentiva a enfrentar seus temores. Com sua ajuda, Cathy começar a acreditar que ainda exista a chance de uma vida normal. Até que um telefonema inesperado muda tudo. Ousado e poderoso, convincente ao extremo em seu retrato da obsessão, No escuro é um thriller arrebatador.
Quem acompanha o blog já deve ter percebido que eu sou super fã do gênero “Thriller Psicológico“. No Escuro é o exemplo perfeito desse gênero tão tenso.
Catherine sempre foi uma garota alegre, extrovertida, rodeada de amigos, curtia altas baladas e frequentemente costumava acordar com ou na casa de algum estranho após uma noite de muita luxúria e bebedeira. Até que um dia, por acaso, conhece o homem que vai mudar completamente sua vida, Lee.
Lee é o sonho de toda mulher, lindo, loiro, alto, forte, olhos azuis e extremamente gentil. As amigas de Catherine logo caem de amores por ele, a considerando uma sortuda por ter fisgado um partidão como Lee.
Mas as coisas na vida do casal não são bem o que parecem. Logo no início do relacionamento Lee se mostra possessivo, dominador e agressivo. Controlador ao extremo, ele quer saber onde Catherine foi, com quem foi, que horas voltou e quer até mesmo escolher as roupas que ela vai usar.
Ao tentar desabafar com suas amigas sobre esse “outro lado” de Lee, elas acham que ela está exagerando, que Lee só se preocupa demais com ela porque a ama. Agora Catherine está sozinha, “No Escuro”. Agora é somente ela e Lee. Quando tenta terminar o relacionamento seu inferno literalmente começa…
Simultaneamente às narrações de 2004 que foi quando Catherine conheceu Lee, estamos também em 2008. Lee está preso. Catherine agora é Cathy, mora em Londres, sofre de constantes ataques de Pânico, TOC em seu grau mais elevado, é psicologicamente afetada. Paranóica, ao extremo, tem medo até de sua própria sombra.
“Sentei-me e fiquei esperando acontecer. Senti que chegava até mim como uma onda, o pânico. Acho que eu ainda esperava quando ouvi o som, um gemido, agudo e terrível, e por um segundo me perguntei de onde vinha, até ficar sem ar e perceber que estava vindo de mim mesma. Eu me encolhi no sofá, tentando ficar o menor possível. Tentando desaparecer.”
Como incentivo e companhia, Cathy só tem Stuart, seu novo vizinho. Ele é psicólogo e entende perfeitamente pelo quê Cathy está passando. Companheiro e atencioso ele vai aos poucos conquistando a confiança dela, que agora é uma pessoa arredia, insegura e desconfiada. Tudo vai bem, Cathy está evoluindo em sua luta contra o TOC até que um inesperado telefonema, cai como uma torrente de lembranças dolorosas, trazendo o passado à tona como um soco na cara.
Violência doméstica e TOC são sem dúvida o foco central da história. A autora tem um jeito tão convincente de narrar os fatos, tão pesado e assustador. As agressões físicas e psicológicas sofridas por Cathy nos faz pensar em quantas “Cathys” existem por ai no mundo afora. Uma triste realidade.
As várias descrições de seus rituais de TOC chegava a me dar agonia. Muitas repetições da mesma cena. Isso chegou a me incomodar um pouco, mas serve para termos uma pequena idéia do que é e de como é triste quem sofre com esse Transtorno Obsessivo Compulsivo.
No Escuro é um livro, pulsante, tenso e extremamente esmagador. De tirar o fôlego, literalmente, aquele tipo de livro que você tem que dar aquela pausa necessária para respirar, para só então voltar para a leitura perturbadora que é. No final, algumas partes me deixaram um pouco indignada, acho que esperava mais do final. Mas não foi suficiente para me fazer deixar de gostar muito dessa história e de dar 5 estrelinhas pra ela. Leitura super recomendada. Leiam!!!
“Garota Exemplar” alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?
Quando comecei a ler “Garota Exemplar”, estava com altas expectativas. Um livro muito comentado, aclamado e geralmente quando é assim, infelizmente acabo me decepcionando. Mas felizmente não foi isso o que aconteceu, pelo contrário, eu amei a história!
No dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Emy, ela desaparece misteriosamente. A casa é encontrada revirada, sinais claros de que foi invadida. A polícia é acionada imediatamente e ao que tudo indica, o principal suspeito é o marido Nick.
Nick é um cara tranquilo, apático, por não demonstrar seus sentimentos e nervosismo por causa do sumiço de sua esposa, a opinião pública logo o julgou como principal suspeito. Mas Nick jura inocência e quer como todos os outros descobrir o paradeiro de sua amada esposa (ou não).
Emy é super romântica, todo aniversário de casamento ela cria um “caça ao tesouro” para Nick. Ele tem de achar pistas que levam ao presente e uma leva a outra, geralmente em lugares que os dois já estiveram juntos e que foi importante para ela. Acontece que Nick é tão desligado, que geralmente sofre para decifrar as tais pistas deixadas por Emy. E isso a deixa extremamente irritada.
Emy é possessiva, tudo sempre tem que ser do jeito dela. Não admite que suas vontades não sejam feitas. Sempre foi rica e mimada. Mas aparentemente é uma doce esposa, delicada, meiga e carinhosa. Na verdade, o relacionamento de Nick e Emy não é o que parece ser. Mentiras são o ponto alto do casamento.
A história é narrada pelo ponto de vista de Nick e Emy, em capítulos alternados. E durante todo o decorrer da história, as pistas apontam para um único culpado, Nick. Até seus sogros que antes estavam do seu lado, acreditavam em sua inocência, agora estão em dúvida quanto à sua honestidade. A única pessoa que permanece ao lado de Nick e acredita piamente em sua inocência é Go, sua irmã gêmea.
Tá difícil continuar a resenha sem soltar spoiler. A autora é tão fantástica, ela constrói a personalidade do casal, firme, intacta para logo em seguida desmoronar com tudo e ficamos pensando – “nossa, mas Emy fez isso? Nick fez realmente aquilo?”
A história é divida em três partes e antes de terminar a primeira parte eu já “saquei” qual era a jogada. Isso é raro acontecer pois eu sofro tentando descobrir antes o desfecho dessas histórias e sempre me surpreendo só no final. Mas com Garota Exemplar foi diferente. Apesar de eu já imaginar qual era a sacada, mesmo assim não deixei de me surpreender e me extasiar com os fatos.
Imagino que isso possa ter acontecido com vários leitores, mas a forma como a autora montou esse quebra-cabeça é digna de Oscar. Mesmo esperando o tal desfecho, a surpresa foi grande em vários aspectos, pois superou e muito tudo que eu podia ter imaginado.
O final não foi bem o que eu esperava. Mesmo tendo tudo a ver com o desenrolar dos fatos, eu torcia para um outro desfecho. Uma história arrebatadora, forte, que te põe a pensar na sua própria relação sentimental. Aquele tipo de história que você lê um pouco, mas tem que dar pequenos intervalos para “pensar” a respeito de tudo que está ingerindo.
Enfim, leitura mais que recomendada, todos tem que ler esse livro e ser arrebatado pela trama de Nick e Emy. Perfeito!
Um estranho caso vem atrapalhar as férias de verão de Lucie Hennebelle, tenente de polícia em Lille. Seu ex-namorado ficou cego depois de assistir a um filme mudo, anônimo, com um roteiro enigmático, concebido por uma mente doentia. Simultaneamente, o comissário Franck Sharko, veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental na Divisão de Repressão à Violência, passa por um tratamento na tentativa de curar a esquizofrenia.
No norte da França, cinco cadáveres não identificados foram encontrados sepultados a dois metros de profundidade mutilados de maneira atroz e em estado de decomposição avançada e Sharko cede ao chamado da aventura. Enquanto Lucie descobre os horrores escondidos no estranho filme, um misterioso informante do Canadá aponta-lhe o elo entre aquele rolo e os cinco cadáveres.
Um único e mesmo caso, graças ao qual Lucie e Sharko, tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximos em sua concepção do ofício, irão se encontrar. Das favelas do Cairo aos orfanatos do Canadá nos anos 1950, os dois colegas irão se deparar com um mal desconhecido, batizado como “síndrome E”. Uma realidade assustadora que revela como o ser humano pode ser capaz das maiores atrocidades.
Vai ser difícil expressar em palavras o que senti lendo esse livro. Mas vou tentar… A Síndrome [E] é diferente de todos os thrillers que eu já li. Ele é muito mais denso, complexo e estarrecedor que qualquer outro que eu me lembre de ter lido.
Um filme, na verdade um curta, com pouco mais de 11 minutos de gravação, foi o bastante para deixar Ludovic Sénéchal completamente cego ao assistí-lo. Ele então entra em contato com sua ex namorada, a eficiente policial Lucie Hennebelle, para ela poder ajudá-lo a desvendar o que há por trás desse misterioso filme, sem título, completamente anônimo.
Lucie, muito intrigada com o fato, primeiramente decide assistir ao misterioso filme e descobrir o que, de tão apavorante há nessa película, que foi capaz de cegar Ludovic. Nem em seus piores pesadelos, ela foi capaz de imaginar cenas tão horríveis, macabras, torturantes. Cenas tão fortes que quase lhe fizeram perder os sentidos. Agora Lucie sabe que está diante de um grande mistério e promete ir até o fim para solucioná-lo.
Paralelo ao misterioso filme,no interior da França, cinco cadáveres são encontrados enterrados a 2 metros de profundidade. Com os olhos arrancados e os crânios serrados ao meio, em avançado grau de decomposição, tornando impossível qualquer identificação. Entra em cena então o esquizofrênico veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental Franck Sharko.
Franck é uma figura!Extremamente inteligente e perspicaz, com uma dose de arrogância e mal humor, ele vai estar a frente da investigação dos cinco cadáveres. Ele gosta de agir sozinho, mas um telefonema anônimo, do Canadá, vai unir os caminhos de Franck e Lucie. No telefonema, ela foi informada de que há uma ligação entre o misterioso filme e os cinco cadáveres não identificados.
Tem início então a uma corrida contra o tempo, para identificar o autor desse filme, saber por que ele mexe tanto com quem o assiste, por que estão matando para colocar as mãos nesse filme. E o principal… o que significa essa sequência de cenas macabras, hediondas e sinistras, envolvendo crianças e animais. A primeira grande descoberta, é existência de “um filme dentro do filme“. Este segundo, com imagens subliminares (também hediondas) que incitam a violência do telespectador.
Esse livro chegou pra mim de surpresa. Não havia solicitado e na verdade nem sabia da existência dele. Como o que chegou pra mim foi a prova do livro, sem contracapa e orelhas, não tinha a menor idéia do que se tratava. Corri pro Skoob e GoodReads. Ao descobrir que se tratava de Mensagens Subliminares, obviamente abandonei o que estava lendo e comecei a devorá-lo.
A cada página lida, eu me prendia ainda mais na leitura. Mensagem Subliminar, Teoria da Conspiração, Psiquiatria, CIA, Serviço Secreto, assuntos que me atraem muito numa boa história de suspense/policial e agora imagina tudo isso em um livro só… Perfeito!
França, Canadá e até Egito, a historia se desenrola em vários ambientes e em certos momentos cheguei a duvidar que toda a trama fosse mesmo somente ficção.
“Durante uma pesquisa sobre a história da psiquiatria, Thilliez se deparou com testes comportamentais realizados nos orfanatos do Canadá, nos anos 1950, em que crianças foram bombardeadas por imagens violentas. O caso verídico serviu de inspiração para o autor escrever A síndrome E, primeiro volume de uma trilogia, que aborda o funcionamento da mente humana e o que ela é capaz de fazer a partir de estímulos visuais.”
Um livro fantástico, denso, complexo e que te faz refletir sobre o funcionamento do cérebro e a influência daquilo que nossos olhos vêem. Quem se interessa pelo assunto Medicina e Cinema, não pode deixar de ler.Com um final de tirar o fôlego, literalmente… Mais um pra minha lista de Favoritos. Super recomendo!!!
E para comemorar a “Semana da Literatura Policial” da Editora Intrínseca, o blog está sorteando um exemplar de “A Síndrome [E] Não deixem de participar. E Boa Sorte a todos!
Sara Gallagher nunca sentiu que pertencesse de verdade à sua família de criação. Embora sua mãe seja amorosa e gentil e ela se dê bem com sua irmã Lauren, a relação com o pai e a irmã caçula, Melanie, sempre foi complicada. Às vésperas de se casar, Sara decide que está pronta para investigar o passado e descobrir suas origens. Mas a verdade é muito mais aterrorizante do que ela poderia imaginar. Sara é fruto de um estupro, filha do Assassino do Acampamento, um famoso serial killer. Toda a sua paz acaba quando essa história é divulgada na internet e o pai que ela anteriormente queria conhecer resolve entrar em sua vida de forma avassaladora. Eufórico com a descoberta de que tem uma filha, John vê nela sua única chance de redenção. E, para criar um vínculo com Sara, ele está disposto a tudo, até a voltar a matar.
Ao mesmo tempo, a polícia acredita que essa é sua única chance de prender o assassino e resolve usá-la como isca. Então Sara se vê numa caçada alucinante, lutando para preservar sua vida e a de sua filha.
Quando fiquei sabendo que a Editora Arqueiro iria lançar um novo livro da autora Chevy Stevens, fiquei eufórica. Ao ler seu primeiro livro “Identidade Roubada” fiquei encantada com a escrita da autora. E imediatamente solicitei “É melhor não saber” para ler. Tinha certeza que não iria me decepcionar. Dito e feito! A história não só me arrebatou como também me causou diversos sentimentos contraditórios.
Sara está de casamento marcado com o adorável Evans. Ela vive feliz com sua filha Ally de 6 anos, convive tranquilamente com sua família adotiva, apesar dos diversos desentendimentos que tem com seu pai e a irmã caçula Melanie. Mas no fundo, sente que falta algo em sua vida. Tudo o que ela sempre quis saber foi suas verdadeiras origens. Quem são seus pais biológicos.
Sara decide então contratar um detetive particular. Mal sabe ela que ao fazer isso, daria início a um verdadeiro inferno em sua vida. Rapidamente o detetive descobre que Sara é filha de Julia, uma professora universitária que agora vive com uma nova identidade, pois ela é a única vítima sobrevivente do “Assassino do Acampamento“.
Sara fica em estado de choque ao descobrir sua verdadeira origem. Ela é fruto de um estupro e filha de um famoso serial killer. Ao procurar por Julia, sua mãe biológica, ela é tratada com muita hostilidade e até um certo nojo. Sua vida está desabando.
Pra piorar sua situação, não se sabe como, mas essa história toda foi parar na internet e agora todos sabem sua história e seu endereço. Com o assédio da imprensa, ela nega tudo e em alguns dias tudo parece mais calmo. Até o dia em que Sara recebe um telefonema de um homem chamado John e se dizendo ser seu pai. No começo ela pensou se tratar de um trote, mas quando percebeu que o homem realmente era o “Assassino do Acampamento”, o pânico tomou conta. Sara ficou muito assustada e amendrontada.
Contou tudo à policia e agoram juntos, bolavam um plano para finalmente capturar o assassino.
As ligações eram frequentes e cada vez mais John queria saber coisas banais da vida de Sara. Qual sua cor preferida, que tipo de filme gostava… ele se sentia feliz em saber que tinha uma filha e extremamente irritado por não ter sabido disso até agora.
Com tantas ligações e tantas perguntas, Sara ficou cansada e cada vez mais amendrontada de tudo aquilo e resolveu que não iria mais atender os telefonemas de John. Extremamente irritado por ser contrariado, John ameaçou matar mais alguém, caso Sara se recusasse a falar com ele. John dizia que somente Sara era capaz de ajudá-lo. Ele queria se redimir e somente com a ajuda da filha isso seria possível…
Que história fantástica!!! Daquelas de literalmente perder o fôlego. A situação de Sara é tão impensável, impossível de se imaginar no lugar dela, sendo filha de um serial killer. O que mais a deixa enojada e apavorada, é perceber, depois da várias conversas com John, como ela é parecida com ele. O medo que ela sente, de ele chegar a descobrir que tem uma neta é tanto que chega a doer.
O mais contraditória nisso tudo é saber que apesar de John ser um assassino cruel, ele tem um lado humano e até sensível. Ele quer agradar Sara, quer que ela goste dele, mas ao mesmo tempo não suporta ser contrariado, mesmo por ela. Nunca imaginei que fosse me sensibilizar com um assassino. Só quem ler vai entender o que estou tentando explicar. É uma mistura de sentimentos muito intensa. É uma leitura que definitivamente vale a pena. Mais um para minha lista de Favoritos e para a lista de indicações aos amigos. Super recomendo!
Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: “Veja como conheço seus segredos – apenas pense em um número.” Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.
Depois de um bom tempo sem ler uma boa história policial, eis que cai em minha mãos o livro “Eu sei o que você está pensando“. Desde o lançamento desse livro, eu fiquei super curiosa com a sinopse e com o título, que lógico, sugere muito suspense.
Dave Gurney é um detetive que acabou de se aposentar. Mudou-se para o campo com sua esposa Madeleine a fim de terem o merecido sossego que enquanto trabalhava como detetive não foi possível. Aos poucos a vida do casal vai se harmonizando mas… somente até Gurney receber um telefonema.
Um antigo colega de faculdade, Mellery, que agora é um famoso escritor de livros de auto ajuda,o qual Gurney não via a 25 anos, o procura para lhe contar sobre uma estranha carta que acabou de receber. Na carta estava escrito:
“Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria.
Não acredita?
Pense em qualquer número de um a mil.
Agora veja como conheço seus segredos.”
No início Gurney estava um pouco indeciso quanto a se meter nesse caso, mas quando Mellery lhe conta que o autor da misteriosa carta, acertou exatamente o número que ele havia pensado e com a chegada de uma segunda carta, ainda mais misteriosa, ele não aguentou, seu espírito investigativo falou mais alto. Mesmo contrariando a vontade de Madeleine, Gurney decide ajudar Mellery..
Os bilhetes continuam chegando e Mellery está cada vez mais assustados com as ameaças de vingança. Agora mais do que nunca, Gurney quer decifrar esse quebra-cabeça que está se mostrando cada vez mais complexo.
Alguns dias depois, Mellery é encontrado morto em frente à sua casa, com vários cortes no pescoço feitos com uma garrafa de uisque. Toda a polícia do local entra no caso e como Gurney estava por dentro de todos os fatos, ele acaba trabalhando como consultor nesse caso.
Outras mortes acabam acontecendo, em cidades diferentes mas do mesmo modo, sempre com as cartas de ameaças vindo primeiro. O mistério só aumenta e Gurney que foi considerado o melhor detetive do Departamente de Polícia de Nova Iorque não pensa mais em outra coisa a não ser nesse caso que resultou na morte de seu amigo.
O serial killer se mostra muito mais esperto que a polícia, nos locais dos crimes, não foram encontrados nenhuma digital, nenhum fio de cabelo, nada que pudesse conter o DNA do assassino ou que incriminasse alguém. O assassino está sempre um passo a frente da polícia. Ele deixa na cena dos crimes somente as pistas que ele quer, para confundir ainda mais a polícia.
Um dos melhores livros policiais que eu já li, sem dúvida! Uma história muito complexa, não é uma leitura simples, tem que estar concentrado na trama, mas extremamente inteligente. Durante a leitura, você se sente presente numa sala de reunião com os melhores detetives e policiais de Nova Iorque. O diálogo entre eles é incrível! Cada um levantando suas hipóteses e palpites quanto aos futuros passos do assassino.
Garney é um personagem super centrado, calmo (até demais), mas muito astuto e inteligente. Seus palpites são sempre certeiros, por conta disso ele disperta o amor e o ódio entre seus colegas de profissão.
O desfecho é sensacional! Você passa o livro todo pensando quem poderia ser o assassino e por que motivo. Quando tudo é revelado, você pensa… mas é claro!!! É óbvio que tinha que ser ele.
Apesar de ser uma leitura complexa, é também muito rápida, pois o autor consegue envolver o leitor desde as primeiras páginas repletas de muito suspense e mistério.
(Já estou louca para ler o segundo livro protagonizado por Dave Gurney, “Feche bem os olhos”, que já foi lançado também pela Editora Arqueiro)
Enfim, para os fãs de histórias policiais, essa dica é ótima. Super recomendo!!!
Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.
No momento em que vi pela primeira vez a capa de “Cuco” e li a frase de capa: “Seu primeiro erro foi convidá-la a entrar…” já sabia que iria adorar a história. Só não imaginei que fosse tanto!
Cuco é um dos poucos livros que já me fizeram perder o sono, literalmente, me fazer ficar até quase 3 da manhã grudada em suas páginas, isso tendo que acordar às 6:30 da manhã :sleeping:
Rose e Polly são amigas de infância, elas se conhecem desde os 6 anos de idade e tudo em suas vidas fizeram juntas. Uma sempre compartilhando as emoções e frustrações da outra. Essa amizade durou até o casamento de ambas. Polly acabou indo morar na Grécia com seu marido e Rose mudou-se para Londres.
Com o passar dos anos, inevitávelmente a amizade acabou esfriando, por conta da distância. Elas se falavam esporadicamente, já que cada uma tinha sua própria vida agora com marido e filhos para cuidar. Mas um simples telefonema, foi o início da ruína da vida de Rose. A notícia: o marido de Polly sofreu um acidente automobilístico fatal e agora viúva, Polly e os dois filhos não tem para onde ir, nem a quem recorrer, a não ser sua querida amiga de infância Rose.
Óbviamente numa situação tão difícil assim, imediatamente Rose se dispõe a abrigar sua amiga e seus filhos em sua casa, mesmo sendo contra a vontade de seu marido Gareth que sempre achou que Polly era uma má influência para Rose. Mas em nome da velha amizade, Rose passou por cima da vontade do marido.
A partir do momento que Polly pisa em sua casa, o mundo de Rose começa aos poucos virar de cabeça pra baixo. Polly não é uma típica viúva, não demonstra tristeza ou saudades de seu marido. E Rose está cada vez mais espantada com as atitudes de sua amiga. Muito espaçosa, negligente com os filhos, alheia a tudo e a todos ao seu redor. Passa a maior parte do dia na pequena edícula que Rose cedeu para ela se instalar com os filhos. Fazendo sabe-se Deus o que…
Apesar de todo o comportamente estranho, as atitudes bizarras e a falta de carinho demonstrada por Polly, Rose aceita tudo calada. Isso porque ela esconde um grande segredo do passado, compartilhado apenas com Polly. Mas aos poucos, por ter que sofrer calada tanta pressão psicológica, Rose acaba literalmente surtando e colocando toda sua familia em perigo.
Muito, muito boa história. Envolvente, eletrizante, daqueles suspenses de dar frio na barriga constante. Não sei se o que mais me irritou na história foi a falta de escrúpulos da Polly (ordinária, sebosa, nojenta) ou passividade da tonta da Rose . Ela é a típica personagem do ditado: “o pior cego é o que não quer enxergar”. Em certos momentos dava vontade de gritar: Acorda Rose!!!
E olha que eu só me envolvo intensamente assim nas histórias que eu realmente gosto muuuuito. Cuco com certeza é o meu mais novo “Favorito”! Amei e super recomendo!
Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise.
Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos propondo um acordo para que tudo volte ao normal. Desesperado, ele não hesita em aceitar a oferta.
Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles.
Eletrizante da primeira à última página, Você está sendo vigiado foi um enorme sucesso de crítica nos Estados Unidos, fazendo com que Gregg Hurwitz fosse apontado como uma das revelações do suspense, comparado a grandes mestres do gênero, como Harlan Coben.
“Você está sendo vigiado” é mais uma história de suspense de tirar o fôlego. Li o livro todo em algumas horas, o ritmo de leitura é eletrizante, você literalmente não consegue desgrudar das páginas do livro.
Patrick Davis é apaixonado por cinema e seu grande sonho é ver seu nome nos créditos de um filme. Quando finalmente ele vende seu primeiro roteiro para Hollywood, sua vida muda completamente. Seu casamento entra em crise, sua agente o dispensa e agora ele está sendo processado pelo astro do filme, que inventou uma calúnia a seu respeito. Ele é demitido de seu próprio filme
Dando aulas de cinema para adolescentes ele nem imagina o que o aguarda. Começa a receber misteriosos Dvds, com cenas de sua vida gravado neles. Cenas rotineiras, mas que causam um medo imediato nele e na esposa Ariana. Nas gravações, ele se vê dentro de casa, andando pelos cômodos e até usando o banheiro.
Seu temor aumenta ao receber o segundo Dvd, dessa vez com imagens gravadas de dentro de sua casa e o mais apavorante, ele se vê dormindo no sofá, numa imagem em close. Além de invadirem sua privacidade, agora Patrick tem certeza que invadiram também sua casa.
Ao descobrir diversas câmeras e microfones escondidos em praticamente todos os cômodos de sua casa, Patrick então conta tudo à policia, que começa a investigar. Como se não bastasse todo esse terror psicológico pelo que o casal estava passando, Patrick começa a receber e-mails e ligações anônimas, obrigando-o a realizar tarefas que o incriminam. Caso contrário, alguém querido por ele sofrerá as consequências.
Agora Patrick está sendo procurado pela polícia, pois encontraram um corpo e ele estava no lugar do crime, com a arma do crime nas mãos quando a policia chegou ao local. Mas ele consegue fugir e agora é perseguido pela polícia e pela imprensa. Numa corrida contra o tempo, Patrick precisa provar sua inocência, descobrir por que está sendo vigiado e chantageado e principalmente, salvar seu casamento que está em ruínas.
A história é ótima, em várias partes, me lembrava muito Harlan Coben (autor que eu sou fã). Como disse anteriormente, devorei o livro, num ritmo aceleradíssimo. O autor te prende do começo ao fim, quer dizer, praticamente até o fim…
No desfecho final da trama, achei que o autor enrolou demais, no momento decisivo da história, foi ficando morno, diminuindo a velocidade dos acontecimentos. Na verdade achei um pouco mirabolante demais pro meu gosto. Mas mesmo com esse único ponto negativo, é um livro que vale a pena ser lido. Só por esse detalhe não vou dar 5 estrelinhas pra ele.
É o primeiro livro que leio do autor Gregg Hurwitz, na verdade nunca tinha ouvido falar dele, mas se continuar nesse caminho, tem chance de render muitos bons livros de suspense policial. Enfim, para os fãs de suspense, é um bom livro, eu recomendo!
A psicóloga Fiona Cameron dedicou a vida a capturar criminosos para impedir que outras pessoas morressem de forma tão brutal quanto Lesley, sua irmã caçula que fora estuprada e assassinada. Contudo, jurou jamais trabalhar para a Scotland Yard novamente, uma vez que agiram contra seus conselhos e, como resultado, destruíram uma investigação.
No entanto, ao descobrir que há um assassino à solta liquidando escritores da mesma forma como as vítimas são mortas nos livros, ela não consegue deixar de suspeitar que seu namorado, o premiado autor de suspense Kit Martin, seja um alvo em potencial, e decide investigar.
Sombras de um crime é sem dúvida, o melhor livro suspense policial que já li em toda minha vida. Tão envolvente, aterrorizante e num ritmo frenético.
Fiona Cameron é uma psicóloga especialista em Conexão criminal, estudando o perfil geográfico de maníacos assassinos. Ela optou por essa profissão, depois que sua irmã caçula foi brutalmente estuprada e assassinada. Infelizmente ela jamais encontrou o assassino de sua irmã.
Fiona é durona em seu trabalho, mas quando está em casa, é só carinhos com seu namorado Kit, famoso escritor de livros de suspense.
Depois de alguns desentendimentos com seus superiores, ela jurou que nunca mais trabalharia para a Scotland Yard. Até que um serial killer começa a agir. Ele caça, tortura e mata famosos escritores de suspense que tiveram suas obras adaptados para o cinema ou TV. E os mata exatamente como os personagens de seus próprios livros.
“Nenhum criminoso era mais difícil de ser capturado do que um assassino sem uma ligação aparente com a vítima, alguém cuja lógica só fazia sentido para ele mesmo, que deixava poucos rastros e era inteligente o suficiente para se manter alguns passos à frente de seus perseguidores.”
Após o assassinato do terceiro escritor de suspense, todos amigos de Kit, a Policia finalmente acredita na teoria de Fiona. De que todos os assassinatos estão ligados, não foram aleatórios. E ela agora teme pela vida de seu amor, pois além de ser um grande escritor de suspense, sua obra foi adaptado para o Cinema.
Ela precisa correr contra o tempo para poder salvá-lo e sabe exatamente como o serial killer irá executá-lo. Exatamente como Kit escreveu em seu livro. Com todo aquele sangue e tortura…
“O terror esmagou-lhe o peito. Sabia exatamente o que estava por vir. Afinal de contas, ele próprio escrevera o enredo.”
Sombras de um Crime é aquele tipo de livro que te tira o sono, te tira o fôlego! Literalmente. Eu devorava o livro, e ficava tensa, angustiada e querendo saber o que viria página após página. É livro de suspense mais bem escrito que já li. em momento algum você vai se sentir enfadada da leitura. É adrenalina do começo ao fim.
Os personagens são muito bem construidos, intensos, reais. A autora, Val McDermid, nos faz mergulhar na mente de um assassino. Através do diário do serial killer, ficamos aterrorizadas, estarrecidas com tamanha crueldade e sangue frio. Algumas cenas são tão fortes que chega a embrulhar o estômago, tamanha a capacidade da autora em nos mostrar o pior lado da mente humana.
Esse foi o primeiro livro da autora que li, com certeza agora já quero todos os outros títulos lançados aqui no Brasil, Um corpo para o Crime, O eco distante, Prelúdio para a morte e Domínio Sombrio.
Quem é fã de um bom livro de suspense, com direito a um serial killer implacável e sanguinário, não pode deixar de ler. Recomendadíssimo.
O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
Uma família é brutalmente assassinada nas proximidades de Estocolmo, Suécia. O pai, a mãe e a filha pequena. O único que consegue sobreviver é Joseph Ek, o filho de 15 anos. Mas ele está gravemente ferido e psicologicamente abalado. É o unico que pode ceder alguma pista para a polícia encontrar o cruel assassino.
Joona Linna, o detetive encarregado da investigação, descobre que Joseph tem uma irmã de 17 anos, Evelyn, morando com uma tia. Mais do que nunca, ele precisa urgentemente encontrar o assassino, antes que ele encontre Evelyn e a mate também.
Então, Erik Maria Bark, médico psiquiatra entra em cena. Ele é especialista em pacientes psicologicamente abalados e usa hipnose para acessar as piores lembranças desses pacientes. Mas já faz dez anos que Erik não usa o método da hipnose. Após um grande escândalo envolvendo um de seus pacientes, ele fez a promessa de nunca mais hipnotizar ninguém.
Mas agora, dez anos depois, ele se vê em uma difícil decisão. Somente através da hipnose, Joseph conseguirá descrever o momento do massacre que vitimou sua família e dar pistas do assassino. Mesmo relutante, Erik decide quebrar sua promessa e hipnotiza Joseph.
Além da surpresa, com as declarações de Joseph hipnotizado, essa decisão terá consequências terríveis na vida de Erik. Ele nunca imaginou que quebrando sua promossa, sua vida iria virar um verdadeiro inferno. Agora ele, com a ajuda do detetive Joona precisam correr contra o tempo para salvar seu bem mais precioso.
A história é forte, pesada, principalmente nas primeiras páginas, onde é descrito o massacre da família Ek. Muito sangue, muita barbaridade. A história criada pelo casal Alexandra Ahndoril e Alexander Ahndoril com o pseudônimo de Lars Kepler, é boa, o foco central da trama é interessante e diferente do que estamos acostumados a ver por ai. Assim que vi que a Editora Intrínseca ia lançar um livro com o tema Hipnotismo fiquei muito anciosa. Acho que a minha grande expectativa pode ter atrapalhado um pouco.
O enredo principal da história, que é o assassinato da família e a busca pelo assassino, acaba ficando em segundo plano no decorrer do livro. Logos nos primeiros capítulos descobrimos quem é o assassino. Mas isso não acaba com a expectativa, pelo contrário, acaba ficando ainda mais tenso.
O que realmente me incomodou no livro, foi o excesso de informações de personagens secundários. Narrações e diálogos que poderiam certamente ter ficado de fora, que não iria mudar em nada o andamento da trama. Por isso, em alguns momentos a história se tornava cansativa. Mas logo voltava ao foco e me prendia novamente à leitura.
O Hipnotista será adaptado para o cinema, com estréia prevista para 2012. Com certeza será um ótimo filme!
Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado. Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando. Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Mais uma história intrigante, perturbadora e intensa. Dessa vez, vamos conhecer a terrível história do sequestro de Annie O’Sullivan, uma corretora de imóveis de trinta e poucos anos.
A narradora da história é a própria Annie, que conta toda sua história para sua analista, assim, conhecemos detalhadamente todo o inferno que ela passou por um ano, presa em um chalé nas montanhas, com um psicopata.
Annie, levava uma vida tranquila, morando sozinha com sua cadela Emma, tinha um namorado lindo que a adorava, Luke e diversos desentendimentos com sua mãe. Uma vida normal.
Até o dia em que um estranho, com um sorriso simpático, chega até o imóvel que ela está tentando vender. No começo ele se passa por um possível comprador, mas infelizmente, ele é um maníaco, psicopata que acaba sequestrando Annie.
Ela é empurrada para dentro da van do Maníaco e sedada. Quando acorda, vê que está em um lugar estranho, sozinha, e apavorada. Todas suas chances de fugir são em vão. O lugar é todo preparado com a total “segurança”, para que ninguém consiga fugir de lá.
Quando o maníaco volta ao cativeiro, Annie fica ainda mais desesperada, ela grita, empurra, dá chutes no Maníaco(é assim que ela o chama), mas ele se mantém tranquilo. E diz a ela que não adianta gritar, pois estão em um chalé nas montanhas, a quilômetros de distância de qualquer lugar habitado.
Já no primeiro dia, o Maníaco impõe suas regras. As regras são muito rígidas, ele impõe horário pra tudo. A vida de Annie tem que seguir esse script ditado por ele, senão ela irá se arrepender. Ela tinha horário pra comer, horário para tomar banho, para usar o banheiro, e apenas três vezes por dia. Era estuprada consntantemente, Annie queria morrer a ter que continuar vivendo assim.
Apesar de ser um psicopata, o Maníaco, algumas vezes se mostrava muito “gentil” se é que isso é possível se dizer de um sequestrador e estuprador. E Annie, fazia de tudo para conseguir entender sua loucura, não contrariá-lo, pois quando fez isso, pagou caro por isso.
O tempo foi passando e Annie aprendendo a conviver com seu cruel destino, mas sem perder as esperanças de algum dia poder escapar desse inferno. Todos os sentimentos, que Annie nem imaginava existir, ela sentiu naquela cabana abandonada. Dos piores, ao melhor e mais bonito de todos. (Suspense)
Identidade Roubada é um livro que vai te fazer esquecer o mundo, literalmente. Pois ao contrário de outras histórias que demora pra começar a desenrolar, já no primeiro capítulo acontece o sequestro e tem início toda agonia sofrida por Annie durante 1 ano. É difícil acreditar que essa história seja ficção, que não aconteceu realmente, pois é riquíssima em detalhes, muitas vezes cruéis e pesados demais. Em um certo momento, não consegui segurar as lágrimas, esse livro mexeu comigo.
Durante quase toda a leitura, eu pensava que o sequestrador tinha escolhido sua vítima ao acaso, e que não teria um “desfecho”. Mas a surpresa foi grande quando se descobre o porque de tudo isso ter acontecido com a vida de Annie, o final é totalmente imprevisível e com certeza vai surpreender a todos que lerem esse livro maravilhoso. Recomendo muito! A todos, leiam, leiam, leiam!!!
Shelley e a mãe foram maltratadas a vida inteira. Elas têm consciência disso, mas não sabem reagir — são como ratos, estão sempre entocadas e coagidas. Shelley, vítima de um longo período de bullying que culminou em um violento atentado, não frequenta a escola. Esteve perto da morte, e as cicatrizes em seu rosto a lembram disso. Ainda se refazendo do ataque e se recuperando do humilhante divórcio dos pais, ela e a mãe vivem refugiadas em um chalé afastado da cidade. Confiantes de que o pesadelo acabou elas enfim se sentem confortáveis, entre livros, instrumentos musicais e canecas de chocolate quente junto à lareira. Mas, na noite em que Shelley completa dezesseis anos, um estranho invade a tranquilidade das duas e um sentimento é despertado na menina. Os acontecimentos que se seguem instauram o caos em tudo o que pensam e sentem em relação a elas mesmas e ao mundo que sempre as castigou. Até mesmo os ratos têm um limite.
Mais uma vez estou aqui, sofrendo para começar uma resenha de um livro que me arrebatou! Mas vamos lá…
Shelley, uma adolescente de quinze anos, muito estudiosa e boa filha, está sofrendo terríveis ataques de bullyig na escola. E o mais triste, é que quem a ataca, são as suas ex-melhores amigas. Elas cresceram juntas, estudaram juntas e agora as três meninas mudaram, se tornaram adolescentes rebeldes, “modernas” enquanto Shelley, continuava a mesma menina ingênua e tímida que era aos doze anos.
Os ataques começaram sutilmente, com provocações verbais, sempre zombando Shelley por ser a mais gorda da turma, a mais feia, etc. Mas com o passar do tempo, as agressões verbais se transformaram em agressões físicas. Shelley chegava em casa cheia de hematomas e fazia o possível para esconder as marcas de sua mãe.
Até que um dia, um terrível ataque, quase causa a cegueira e Shelley fica com terríveis cicatrizes em seu rosto. Sua mãe, claro, acaba descobrindo tudo. E junto a todo esse sofrimento causado pelo bullying, a separação de seus pais cai como uma avalanche sobre sua cabeça. Ela está arrasada, elas estão arrasadas, mãe e filha. E agora só têm uma a outra.
Elas então resolvem se mudar para o campo, uma propriedade afastada da cidade e Shelley começa a ter aulas em casa, não suporta mais voltar a escola depois de todo o ocorrido. Mãe e filha se adaptam rapidamente a nova vida. Elas sabem que são covardes, são como ratos, mas afinal, são felizes assim vivem em harmonia, numa tranquila rotina. Sua mãe trabalha na cidade, Shelley tem aula com dois professores, de manhã e a tarde e tudo vai bem…
Até que no dia de seu 16º aniversário, Shelley e a mãe são surpreendidas por um estranho invadindo a casa e a tranquilidade de suas vidas. Esse estranho, vem para mudar completamente suas vidas. E como muda…
Não posso me adentrar em maiores detalhes, porque a partir desse momento, a história fica tensa, eletrizante, de perder o fôlego, literalmente.
Ratos é o primeiro livro adulto do autor Gordon Reece, que já virei super fã! Ele descreve cada cena com uma riqueza de detalhes tão grande, que mais parecia que eu estava assistindo um filme de suspense.Ele consegue mexer com o psicológico do leitor. Deixa a gente pensando o que faria no lugar das protagonistas. Teria a mesma coragem que elas, seria tão covarde quanto elas?
O mais interessante é perceber como a personalidade de mãe e filha foi mudando no decorrer da história. E como uma se espelha na outra, como uma depende da outra. Os laços afetivos são profundos principalmente nos momentos mais chocantes da história.
Enfim, é um livro forte, impactante, um thriller psicológico pra quem tem estômago forte mesmo! Aquele tipo de leitura que fica na cabeça por vários dias após virar a última página. Se eu recomendo? Claaaaro! Leiam, leiam, leiam o livro é nota 10!
O psiquiatra Andrew Marlow tem uma vida pacata e organizada, compensando a solidão com a dedicação ao trabalho e ao passatempo da pintura. Esta ordem é destruída quando o célebre e carismático pintor Robert Oliver ataca um quadro na Galeria Nacional e se torna seu paciente. Internado numa instituição psiquiátrica, o pintor remete-se ao silêncio absoluto e recusa-se a revelar as razões que o levaram a atacar a obra de arte que retrata o corpo nu de uma mulher subjugada por um grande cisne branco. A única coisa que Oliver faz é desenhar repetidamente a figura misteriosa de uma bela mulher vestida à moda do período vitoriano. Desesperado por compreender o segredo que atormenta o génio, o psiquiatra embarca numa viagem que o leva a conhecer as mulheres da vida de Oliver e a descobrir um trágico segredo esquecido há mais de cem anos. À entrada do labirinto, Marlow não sabe ainda que também ele será acometido por uma estranha obsessão.
Difícil falar de um livro tão complexo e até mesmo perturbador. Os Ladrões de Cisne (assim mesmo, cisne no singular) fala sobre obsessão, amor platônico e descobertas sobre si mesmo.
O psiquiatra Andrew Marlow, tem uma vida tranquila e sossegada. Metódico e organizado ele leva sua vida de forma simples, atendendo seus pacientes na clínica Goldengrove. Seu tempo livre é ocupado com a pintura, sua grande paixão e pela leitura. Mas toda essa tranquilidade acaba, no dia em que ele recebe como paciente na clínica psiquiatrica, um renomado pintor, que em um acesso de loucura, tentou “esfaquear” um famoso quadro na Galeria Nacional. Robert Oliver simplesmente entrou na Galeria com um canivete e foi barrado pelos seguranças antes de prejudicar a obra. Andrew então tenta entender o que Robert pensou ao tentar destruir a obra, uma imagem de nu feminino, deitada sobre alguns tecidos e ao seu lado um cisne, em uma floresta ao entardecer. Mas, para dificultar ainda mais as coisas para o psiquiatra, Robert se recusa a falar, não fala mais nenhuma palavra.
Andrew encontra com Robert Oliver um maço de cartas, escritas em francês, datadas de 1879, mais de 100 anos atrás. São cartas trocadas entre Bèatrice de Clerval e o tio de seu marido, Olivier Vignon. Em seu quarto na clínica psiquiatrica, Robert desenhaincessantemente uma mulher de longos cabelos escuros e vestida à moda francesa do século XVIII. Ele pinta vários e vários quadros, mas sempre com essa mesma mulher como plano central de sua obra. Andrew fica cada vez mais intrigado com as cartas, a mulher misteriosa e o silêncio de Robert. O psiquiatra começa então uma jornada incessante em busca da verdade de Robert Oliver. Nessa busca, ele acaba fugindo completamente de sua rotina, seu método de trabalho. O médico acaba ficando ele mesmo obsecado por essas cartas, essa mulher misteriosa não lhe sai mais da cabeça. Em busca da verdade, ele acaba conhecendo as mulheres que fizeram parte da vida de Robert. E através delas, ele acaba conhecendo um pouco mais sobre a vida desse misterioso pintor. E assim, Andrew Marlow acaba literalmente vivendo a vida de Robert Oliver.Chegando ao ponto de ter que descobrir a qualquer custo a verdade, mas agora não mais por seu paciente e sim por ele mesmo.
Não me lembro de ter lido uma história tão intensa como “Os ladrões de Cisne”. Os capítulos do livro são dividos entre os narradores da história: Marlow, o psiquiatra, Kate, a primeira esposa de Robert Oliver, Mary, a amante de Robert e também simultaneamente à narração dos personagens principais, temos uma narração do ano de 1879, relatando a vida de Bèatrice de Clerval, seu marido Yves e o tio de seu marido, Olivier Vignon. Todas as cartas trocadas entre Bèatrice e Olivier também são narradas no livro. Apesar dessa quantidade de divisões nos capítulos, a história é bem definida, só que é aquele tipo de leitura que tem que se prestar muita atenção aos fatos. O assunto pintura é constante durante toda a história, mas sem ser massante. O único ponto que eu considero desfavorável no livro, é o excesso de detalhes nas histórias contadas pelas mulheres na vida de Robert Oliver. A autora poderia ter contado a mesma história sem o excesso de informação que eu considerei desnecessário. A autora consegue deixar o leitor apreensivo, vendo a angústia do psiquiatra em decifrar o enigma do quadro e da mulher de cabelos escuros. O final é ótimo, surpreendente. Um ótimo livro, pra quem quer uma leitura mais madura. Recomendo!