Olá pessoal! No segundo dia da “Semana de Literatura Policial” da Editora Intrínseca, vamos conhecer um pouquinho mais de Lars Kepler, autor dos thrillers “O Hipnotista” e “O Pesadelo“.
Imagino que nem todos saibam, mas Lars Kepler na verdade é o pseudônimo do casal Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. O casal sueco escreve em dupla. O primeiro livro de Lars Kepler, O Hipnotista, foi lançado em 2009 na Suécia e logo depois foi traduzido para mais de 30 países.
O Hipnotista fez tanto sucesso que já virou filme, lançado em 2012.
Li os dois livros do casal e realmente são muito bons, principalmente ”O Pesadelo” que dos dois foi o que mais gostei.
Desde que soube que os livros foram escritos a dois, fiquei imaginando a dificuldade desse ato. O quão difícil deve ter sido para o casal entrar em acordo diante de certos acontecimentos nas histórias. Será que cada um escrevia um capítulo? Ou era junto mesmo, duas cabeças pensando simultâneamente? Será que nunca discordavam? Estavam sempre em comum acordo a tudo? Acho difícil isso, mas de qualquer forma, a receita foi perfeita, prova disso é o sucesso que os livros fazem no mundo todo.
Você pode conferir as resenhas dos dois aqui no blog: O Hipnotista e O Pesadelo
Um estranho caso vem atrapalhar as férias de verão de Lucie Hennebelle, tenente de polícia em Lille. Seu ex-namorado ficou cego depois de assistir a um filme mudo, anônimo, com um roteiro enigmático, concebido por uma mente doentia. Simultaneamente, o comissário Franck Sharko, veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental na Divisão de Repressão à Violência, passa por um tratamento na tentativa de curar a esquizofrenia.
No norte da França, cinco cadáveres não identificados foram encontrados sepultados a dois metros de profundidade mutilados de maneira atroz e em estado de decomposição avançada e Sharko cede ao chamado da aventura. Enquanto Lucie descobre os horrores escondidos no estranho filme, um misterioso informante do Canadá aponta-lhe o elo entre aquele rolo e os cinco cadáveres.
Um único e mesmo caso, graças ao qual Lucie e Sharko, tão diferentes e ao mesmo tempo tão próximos em sua concepção do ofício, irão se encontrar. Das favelas do Cairo aos orfanatos do Canadá nos anos 1950, os dois colegas irão se deparar com um mal desconhecido, batizado como “síndrome E”. Uma realidade assustadora que revela como o ser humano pode ser capaz das maiores atrocidades.
Vai ser difícil expressar em palavras o que senti lendo esse livro. Mas vou tentar… A Síndrome [E] é diferente de todos os thrillers que eu já li. Ele é muito mais denso, complexo e estarrecedor que qualquer outro que eu me lembre de ter lido.
Um filme, na verdade um curta, com pouco mais de 11 minutos de gravação, foi o bastante para deixar Ludovic Sénéchal completamente cego ao assistí-lo. Ele então entra em contato com sua ex namorada, a eficiente policial Lucie Hennebelle, para ela poder ajudá-lo a desvendar o que há por trás desse misterioso filme, sem título, completamente anônimo.
Lucie, muito intrigada com o fato, primeiramente decide assistir ao misterioso filme e descobrir o que, de tão apavorante há nessa película, que foi capaz de cegar Ludovic. Nem em seus piores pesadelos, ela foi capaz de imaginar cenas tão horríveis, macabras, torturantes. Cenas tão fortes que quase lhe fizeram perder os sentidos. Agora Lucie sabe que está diante de um grande mistério e promete ir até o fim para solucioná-lo.
Paralelo ao misterioso filme,no interior da França, cinco cadáveres são encontrados enterrados a 2 metros de profundidade. Com os olhos arrancados e os crânios serrados ao meio, em avançado grau de decomposição, tornando impossível qualquer identificação. Entra em cena então o esquizofrênico veterano da Divisão de Homicídios e analista comportamental Franck Sharko.
Franck é uma figura!Extremamente inteligente e perspicaz, com uma dose de arrogância e mal humor, ele vai estar a frente da investigação dos cinco cadáveres. Ele gosta de agir sozinho, mas um telefonema anônimo, do Canadá, vai unir os caminhos de Franck e Lucie. No telefonema, ela foi informada de que há uma ligação entre o misterioso filme e os cinco cadáveres não identificados.
Tem início então a uma corrida contra o tempo, para identificar o autor desse filme, saber por que ele mexe tanto com quem o assiste, por que estão matando para colocar as mãos nesse filme. E o principal… o que significa essa sequência de cenas macabras, hediondas e sinistras, envolvendo crianças e animais. A primeira grande descoberta, é existência de “um filme dentro do filme“. Este segundo, com imagens subliminares (também hediondas) que incitam a violência do telespectador.
Esse livro chegou pra mim de surpresa. Não havia solicitado e na verdade nem sabia da existência dele. Como o que chegou pra mim foi a prova do livro, sem contracapa e orelhas, não tinha a menor idéia do que se tratava. Corri pro Skoob e GoodReads. Ao descobrir que se tratava de Mensagens Subliminares, obviamente abandonei o que estava lendo e comecei a devorá-lo.
A cada página lida, eu me prendia ainda mais na leitura. Mensagem Subliminar, Teoria da Conspiração, Psiquiatria, CIA, Serviço Secreto, assuntos que me atraem muito numa boa história de suspense/policial e agora imagina tudo isso em um livro só… Perfeito!
França, Canadá e até Egito, a historia se desenrola em vários ambientes e em certos momentos cheguei a duvidar que toda a trama fosse mesmo somente ficção.
“Durante uma pesquisa sobre a história da psiquiatria, Thilliez se deparou com testes comportamentais realizados nos orfanatos do Canadá, nos anos 1950, em que crianças foram bombardeadas por imagens violentas. O caso verídico serviu de inspiração para o autor escrever A síndrome E, primeiro volume de uma trilogia, que aborda o funcionamento da mente humana e o que ela é capaz de fazer a partir de estímulos visuais.”
Um livro fantástico, denso, complexo e que te faz refletir sobre o funcionamento do cérebro e a influência daquilo que nossos olhos vêem. Quem se interessa pelo assunto Medicina e Cinema, não pode deixar de ler.Com um final de tirar o fôlego, literalmente… Mais um pra minha lista de Favoritos. Super recomendo!!!
E para comemorar a “Semana da Literatura Policial” da Editora Intrínseca, o blog está sorteando um exemplar de “A Síndrome [E] Não deixem de participar. E Boa Sorte a todos!
Em 4 de novembro de 1979, os funcionários da embaixada dos Estados Unidos em Teerã são surpreendidos pela invasão de um grupo de militantes, que faz 52 reféns. Em meio à confusão, seis diplomatas conseguem escapar e encontram refúgio na residência do embaixador do Canadá. Mas Tony Mendez, especialista em disfarces da CIA, sabe perfeitamente que é apenas uma questão de tempo até que sejam encontrados. Para retirá-los do país, ele concebe um plano muito arriscado, digno de cinema. Disfarçando-se de produtor de Hollywood e apoiado por um elenco de agentes secretos, falsificadores e especialistas em efeitos especiais, Mendez viaja para Teerã a pretexto de encontrar a locação perfeita para um falso filme de ficção científica chamado Argo. Neste livro, ele revela todos os detalhes da complexa operação que aliou o alto escalão de Hollywood ao mundo da espionagem.
Esta é a história real, que deu origem ao filme de Ben Affleck, ganhador do Oscar 2013 de melhor filme. A história é contada por Antonio Mendez, especialista em disfarces da CIA.
Quando a embaixada dos Estados Unidos em Teerã, capital do Irã foi invadida por militantes iranianos, 52 diplomatas americanos foram feitos reféns. Apenas 6 diplomatas, que não estavam na embaixada no momento da invasão, conseguiram escapar. Eles acabaram sendo acolhidos pelo embaixador do Canadá em sua própria residência.
Tudo o que os americanos querem agora, é resgatar esses 6 diplomatas, que na verdade, o Irã nem sabe que existem. Entra em ação a CIA, com toda sua inteligência e astúcia, disponibilizando seus melhores espiões e especialistas em planos de fuga e disfarces. Antonio Mendez, o Tony, é “O Cara” na CIA. Ele é especialista em disfarces e foi designado para comandar o resgate dos 6 diplomatas.
Tony Mendez tem então uma idéia mirabolante. Juntamente com alguns dos melhores homens da CIA, falsificadores, agentes especiais e mestres em disfarce, eles vão até Teerã. Sob o pretexto de serem uma equipe de produção de um filme de Hollywood, ARGO, e estarem a procura de locações para as filmagens do filme.
Tony e sua equipe, trabalha vários dias, arduamente criando novas identidades para os 6 diplomatas. Eles passarão a ser, editores de arte, de imagem e diretores de cinema. Levando documentos e passaportes falsos e até disfarces, Tony finalmente consegue chegar a Teerã e se encontra com o grupo de diplomatas.
O que eu achei do livro? Realmente a história é muito boa! Maaaas, não conseguiu me cativar. A leitura é extremamente massante, complicada e cheia de notas (confesso que sou inimiga de notas). Tenho a impressão de que se o livro fosse escrito de um outro formato, não sei explicar como, teria sido menos cansativo. São muitas referências a política, governo, guerras e conflitos que parece que eu estava lendo algum tipo de documentário, ou estudando para uma prova de História ou Geografia, entende?
Ao se referir a uma história vivida por ele no passado, o autor acabava se perdendo e já entrava em outra e mais outra e ficava tudo muito confuso. Enfim, gostei da história, mas não do jeito que foi escrito. Vi o trailer do filme e parece ser muito bom, pelo menos espero que seja neh!
Argo - Antonio Mendez e Matt Baglio Editora Intrínseca
254 páginas :heart: :heart: :heart: TRAILER
Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada. No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte, um alto funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Ele flutua no ar enquanto uma enigmática música de violino ressoa por todo o ambiente. Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido. Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações.
Mais uma intrigante história do casal Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril pelo pseudônimo de Lars Kepler. Dessa vez, temos o astuto detetive Joona Linna envolvido em dois enigmas, aparentemente sem conexão um com o outro.
Uma jovem é encontrada morta em uma lancha à deriva. Ela apresenta claros sinais de afogamento, seus pulmões estão cheios de água, mas o barco está intacto, suas roupas e cabelo estão secos e ela está confortavelmente sentada na cabine, em seu quarto.
Um alto funcionário do governo sueco é encontrado enforcado em seu apartamento no dia seguinte. Tudo leva a crer que foi suicídio, mas as circunstâncias são bem estranhas, pois a corda está amarrada muito alto e aparentemente não teria por onde ele ter subido até lá sem a juda de algo ou alguém.
Ao começar a investigar esses dois casos, imediatamente Joona Linna consegue fazer uma conexão entre eles. Agora, toda a polícia está atrás do assassino da moça do barco, que agora está atrás da irmã dela.
Tem início então a uma série de perseguições, por terra, água e ar. Carros, helicópteros, barcos, muitos tiros e mortes, é adrenalina pura.
Os capítulos são curtinhos e com títulos bem sugestivos, que te fazem ficar grudado no livro, sempre querendo ler só mais um capítulozinho e assim quando percebe, você devorou o livro todo.
Joona Linna é um detetive super carismático, inteligente e focado. Na maior parte da trama ele conta com a juda de Saga Bauer, a linda policial encarregada do caso. No começo ela se irrita muito com a confiança que Joona tem de sempre estar certo. Mas no decorrer das investigações ela acaba se adaptando ao seu jeito mandão.
O livro apresenta várias pontas soltas, que ao começar a ler, a gente se pergunta: “Mas o que isso tem a ver com a história?” Mas logo ali na frente você entende exatamente o significado. E quando as pontas se juntam e tudo faz sentido você fica ainda mais fascinado pela história do casal Ahndoril.
Enfim, se já tinha gostado do livro “O Hipnotista“, gostei ainda mais de “O Pesadelo“. Indico a todos os fãs de uma boa história policial, muito bem montada, com personagens sólidos e inteligentes.
O Pesadelo – Lars KeplerEditora Intrínseca448 páginas
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Na cidade violenta e futurista de Mega City One, a 120 anos no futuro, a polícia tem autoridade para agir como juiz, júri e carrasco. O juiz Dredd (Karl Urban), o mais temível deles, recebe uma missão: fazer um teste com uma juíza novata, a poderosa médium sensitiva Cassandra Anderson (Olivia Thirlby). No que seria apenas um dia de avaliação, os juízes aparentemente seguem para uma cena rotineira de crime, num cortiço conhecido como Peach Trees, administrada pelo clã da Ma-Ma. Quando eles tentam prender um dos capangas da organização criminosa, ela manda fechar o prédio de 200 andares e sai na captura dos juízes, que agora se encontram encurralados, numa luta implacável pela sobrevivência.
Dredd é um filme distópico, pós-apocalíptico, que se passa numa cidade futurista onde predominam a pobreza, o desemprego, o tráfico de drogas e a violência. A cidade é constantemente submetida ao controle do Estado, personificado pelas figuras dos “Juízes”. Os Juízes são oficiais da Lei. Eles podem tanto perseguir um suspeito, como fazem os policiais, qto condená-los a uma determinada pena e inclusive executá-los, se for o caso.
O filme conta a história de Dredd, um Juíz que é incumbido de levar uma novata para uma missão, que era para ser simples, averiguar três assassinatos num prédio gigante de 200 andares chamado Peach Trees. Porém, ao chegar no local e prender um grupo de banditos, eles se deparam com um dos suspeitos de ter cometido os assassinatos.
Aí é que toda a ação começa, pq a Ma-Ma, chefe da gangue que domina o edifício, não quer que o bandido seja preso e interrogado com medo de que descubram mais que o necessário. Por isso, ela inicia uma caça aos Juízes, interditando o prédio e proibindo que qualquer um entre, saia ou ajude os Juízes a escapar. Enquanto isso, o objetivo dos Juízes é sobreviver, aguardando o reforço que nunca vem e exterminando todos que surgirem na sua frente.
Verdadeiras cenas de chacina se sucedem. São tão realistas, tão cheias de efeitos especiais, que chegam a mexer com nosso estômago. Que pena que não tive a chance de ver a versão em 3D, pq sério, esse filme foi feito para ser assistido em 3D. Ele tem cenas fantásticas de slow-motion, perfeitas!
O filme meio que se resume a isso. Ele não é ruim. Para quem gosta de ação, combate e violência, vai adorar, mas acho que ele poderia ter explorado mto mais o conceito distópico apresentado. Achei ele fraco e raso no que diz respeito ao enredo, a história. Mas pelo visto essa não era nem de perto a intenção dos criadores. É um legítimo filme que não se exige pensar ou ter cérebro, apenas sentar e curtir as matanças usando um guarda-chuva.. hehe
Bjs, Mirelle
Título original: Dredd
Roteiro: Alex Garland, Carlos Ezquerra, John Wagner
Direção: Pete Travis
95 minutos
Classificação: 18 anos
2012
:heart: :heart:
O Último Tiro, de Lee Child, tem início com a descrição dos passos de um franco-atirador em direção a um massacre iminente: com controle, precisão, tranqüilidade e seis disparos, cinco alvos são atingidos em frente à sede de uma afiliada da NBC. Pânico, notícia e mistério: todas as evidências apontam para James Barr, um veterano da Guerra do Golfo, como o principal suspeito dos crimes. Barr, no entanto, se diz inocente. E sabe que apenas um homem terá coragem e tenacidade para perseguir a verdade: Jack Reacher, apresentado no romance Dinheiro Sujo. Após ser preso dentro da própria casa pela SWAT, Barr é levado à prisão e fica em silêncio até ser interrogado pelo advogado de defesa David Chapman. “Pegaram o homem errado”, diz, antes de exigir a presença do misterioso ex-policial militar Jack Reacher, que é obrigado a interromper seu descanso numa praia de Miami, ao lado de uma belíssima norueguesa, e voltar a se meter em tramas tão sujas e violentas que derrubariam até James Bond, MacGiver e Chuck Norris. Reacher, no entanto, permanece sempre de pé, armado… e bem vestido. — Lançado anteriormente como: Um Tiro.
Jack Reacher está de volta. Ainda mais destemido e imprevisível do que nunca. Nessa nova aventura, ele se vê às voltas com um misterioso massacre. 5 pessoas aleatórias, foram assassinadas por um franco atirador. E todos os indícios levam a crer que o assassino é James Barr, um ex combatente da Guerra do Golfo.
Mas apesar de todas as evidências, quando Barr é preso em sua casa pela pela SWAT, ele só dá uma declaração: “Pegaram o homem errado”. E pede para ver “Jack Reacher”. Quando Reacher toma conhecimento dos fatos, descobre que James Barr é o principal suspeito e pediu para vê-lo, ele percebe imediatamente que tem alguma coisa muito errada nessa história…
Pois Reacher e Barr tem contas antigas para acertar e Reacher prometeu no passado que ao encontrá-lo, iria acabar com sua vida. Então por que James Barr pediu para ver justamente a última pessoa que poderia ajudá-lo nesse momento?
Logo após sua chegada na pequena cidade do interior, Reacher é recebido por 2 ciladas. O que o faz concluir que alguém não quer que ele duvide que James Barr é o assassino. Mal sabem eles que isso só fez aumentar a desconfiança de Reacher. Ao conhecer a irmã de James Barr, Reacher se compromete a ajudá-la a provar a inocência de Barr ou desvendar todo esse mistério.
“O último tiro” é o segundo livro de Lee Child que eu leio. Se eu já tinha gostado de “Alerta Final“, esse só serviu para eu virar super fã do autor, que é mestre em hisórias policiais. Jack Reacher está ainda mais sarcástico, provocador, temido e destemido. Aquele tipo de cara que ninguém gostaria de tê-lo como inimigo.
“O último tiro é ação do início ao fim. A leitura flui facilmente e não deixa pontas soltas. Você vai desvendando os mistérios juntamente com Jack Reacher e cada ação dele é de tirar o fôlego. Um história muito bem escrita, com cenas de ação muito reais, daquelas que você visualiza cada passo do bandido e do mocinho. Reacher é um “herói” mas não surreal. Ele é forte, inteligente e muito rápido. Quando ele está somente planejando seu próximo ataque, pensamos – nossa, mas isso não vai dar certo, não vai funcionar. E quando ele executa, ai sim vemos o grau de inteligencia dele (do autor na verdade :happy: )
Enfim, um livro fantástico, incrível, muito bom mesmo. Uma ótima dica de presente de Natal para o pai, o irmão, o namorado, ou para qualquer fã de uma boa história policial com muita ação. Super recomendo!
Estréia dia 11 de Janeiro de 2013 o filme homônimo, baseado no livro. Jack Reacher será interpretado por nada mais nada menos que Tom Cruise. Não preciso nem dizer que já estou louca pra ver o filme. Pelos trailers que eu já vi, parece que o filme ficou ótimo.
Uma carta perturbadora chega via correio com uma simples declaração ao final: “Veja como conheço seus segredos – apenas pense em um número.” Errará quem pensar que uma carta dessas chega a seu destino final apenas por obra do acaso. Para o detetive aposentado da polícia de homicídios da cidade de Nova York, Dave Gurney, que está formando uma nova vida ao lado de sua esposa Madeleine, as cartas começam a deixar de ser estranhas para se tornarem um complicado quebra-cabeça que levará a uma enorme investigação sobre assassinatos em série. Trazido para o caso como consultor, Gurney em pouco tempo percebe pistas que a polícia local deixou passar. Ainda assim, diante de um oponente que parece ter o dom da clarividência, Gurney vê seus esforços irem em vão, seu casamento rumando a um precipício e, finalmente, um medo incontrolável de que seu adversário não pode ser parado.
Depois de um bom tempo sem ler uma boa história policial, eis que cai em minha mãos o livro “Eu sei o que você está pensando“. Desde o lançamento desse livro, eu fiquei super curiosa com a sinopse e com o título, que lógico, sugere muito suspense.
Dave Gurney é um detetive que acabou de se aposentar. Mudou-se para o campo com sua esposa Madeleine a fim de terem o merecido sossego que enquanto trabalhava como detetive não foi possível. Aos poucos a vida do casal vai se harmonizando mas… somente até Gurney receber um telefonema.
Um antigo colega de faculdade, Mellery, que agora é um famoso escritor de livros de auto ajuda,o qual Gurney não via a 25 anos, o procura para lhe contar sobre uma estranha carta que acabou de receber. Na carta estava escrito:
“Se alguém lhe dissesse para pensar em um número, sei em que número você pensaria.
Não acredita?
Pense em qualquer número de um a mil.
Agora veja como conheço seus segredos.”
No início Gurney estava um pouco indeciso quanto a se meter nesse caso, mas quando Mellery lhe conta que o autor da misteriosa carta, acertou exatamente o número que ele havia pensado e com a chegada de uma segunda carta, ainda mais misteriosa, ele não aguentou, seu espírito investigativo falou mais alto. Mesmo contrariando a vontade de Madeleine, Gurney decide ajudar Mellery..
Os bilhetes continuam chegando e Mellery está cada vez mais assustados com as ameaças de vingança. Agora mais do que nunca, Gurney quer decifrar esse quebra-cabeça que está se mostrando cada vez mais complexo.
Alguns dias depois, Mellery é encontrado morto em frente à sua casa, com vários cortes no pescoço feitos com uma garrafa de uisque. Toda a polícia do local entra no caso e como Gurney estava por dentro de todos os fatos, ele acaba trabalhando como consultor nesse caso.
Outras mortes acabam acontecendo, em cidades diferentes mas do mesmo modo, sempre com as cartas de ameaças vindo primeiro. O mistério só aumenta e Gurney que foi considerado o melhor detetive do Departamente de Polícia de Nova Iorque não pensa mais em outra coisa a não ser nesse caso que resultou na morte de seu amigo.
O serial killer se mostra muito mais esperto que a polícia, nos locais dos crimes, não foram encontrados nenhuma digital, nenhum fio de cabelo, nada que pudesse conter o DNA do assassino ou que incriminasse alguém. O assassino está sempre um passo a frente da polícia. Ele deixa na cena dos crimes somente as pistas que ele quer, para confundir ainda mais a polícia.
Um dos melhores livros policiais que eu já li, sem dúvida! Uma história muito complexa, não é uma leitura simples, tem que estar concentrado na trama, mas extremamente inteligente. Durante a leitura, você se sente presente numa sala de reunião com os melhores detetives e policiais de Nova Iorque. O diálogo entre eles é incrível! Cada um levantando suas hipóteses e palpites quanto aos futuros passos do assassino.
Garney é um personagem super centrado, calmo (até demais), mas muito astuto e inteligente. Seus palpites são sempre certeiros, por conta disso ele disperta o amor e o ódio entre seus colegas de profissão.
O desfecho é sensacional! Você passa o livro todo pensando quem poderia ser o assassino e por que motivo. Quando tudo é revelado, você pensa… mas é claro!!! É óbvio que tinha que ser ele.
Apesar de ser uma leitura complexa, é também muito rápida, pois o autor consegue envolver o leitor desde as primeiras páginas repletas de muito suspense e mistério.
(Já estou louca para ler o segundo livro protagonizado por Dave Gurney, “Feche bem os olhos”, que já foi lançado também pela Editora Arqueiro)
Enfim, para os fãs de histórias policiais, essa dica é ótima. Super recomendo!!!
O que pode ser mais importante para uma mulher do que o amor, o filho, a família… e a vingança? Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.
Vocês já ouviram falar do livro O Sonho de Eva, escrito por Chico Anes? Sem sombra de dúvidas ele se tornou um dos meus queridinhos, um dos melhores livros que li esse ano, simplesmente amei.
O livro conta a história de Eva, uma psicóloga/cientista que trabalha no desenvolvimento de pesquisas sobre os sonhos lúcidos. Eu sou uma sonhadora nata, amo sonhar e tenho os mais diversos tipos de sonhos, mas na minha humilde ignorância, não sabia o que era um sonho lúcido, e muito menos que eu tinha esse tipo de sonho. Fiquei surpresa.
Para quem não sabe, o sonhador lúcido tem a consciência de que está sonhando enquanto dorme e, por isso, tem domínio total sobre os seus sonhos. Pode dirigi-lo assim como um diretor dirige seus filmes. Se você está correndo perigo, pode alterar a cena. Pode escolher ser uma atriz famosa, ter um romance ou um amor proibido. Ser e ter o que quiser, sem pudores, sem julgamentos, sem consequências. Você pode ter sonhos lúcidos para sua diversão ou também para evoluir como pessoa, escolhendo por ex. não alterar o ambiente onírico para com ele aprender lições, vencer desafios.
É nesse contexto que se passa a narrativa de Chico Anes. A história já começa num ritmo eletrizante. Anna, irmã de Eva, se joga do alto do seu edifício caindo na movimentada Rua Augusta, em SP, e Joachim, filho de Eva, é sequestrado. Eva, portanto, se vê vivendo o maior pesadelo de sua vida. Ela tem conhecimento de tais tragédias no meio de um congresso que apresentava na Europa. Voltou às pressas para o Brasil na esperança de reencontrar seu filho e descobrir o porquê do suicídio da sua irmã.
Quando chegou ao Brasil, começou a pensar se dois eventos tão trágicos poderiam estar interligados. Para resolver esse mistério, Eva só podia contar com a ajuda do seu grande amigo Alec. Foi no enterro de Anna que Eva teve a certeza de que só descobriria a verdade dos fatos se seguisse os passos da irmã no misterioso projeto que ela estava desenvolvendo nas empresas Yume.
Anna estava trabalhando num projeto inovador na indústria dos games, pesquisando meios de levar os jogos para dentro dos nossos sonhos.
“- Se levássemos os jogos para dentro dos sonhos, Eva; se, no lugar do vídeo ou dos dispositivos 3D, esses jogos acontecessem dentro dos nossos sonhos! Imagine só! Programaríamos os temas, as fases, as pontuações para acontecerem enquanto o jogador estivesse sonhando! Em um jogo de guerra, nós estaríamos realmente lá, nos campos de batalha, suando, com medo das explosões, nos assustando com os tiros, sentindo as dores de um estilhaço de granada, o conflito de matar uma pessoa. (…) Tudo isso, Eva, sendo vivenciado não através da frustrante dissociação entre o real e o virtual, mas como se fosse de verdade, com a textura da realidade que os sonhos permitem. (…) E o jogado-sonhador estaria lúcido, tomando decisões, sentindo na pele as consequências de cada uma de suas ações!”.
Eva foi contatada pela vice-presidente sênior das Indústrias Yume, Adhya, para dar continuidade às pesquisas da irmã. Apesar de ser alertada a não aceitar tal oferta, se viu compelida a dizer sim, pois dentro de si, tinha a certeza de que Yume estava por trás da morte de Anna e do desaparecimento de Joachim, e só estando lá dentro é que ela teria a possibilidade de desvendar tal mistério e rever seu filho.
Foi para China, onde se situavam os laboratórios secretos da Yume e onde se viu “presa”, longe de tudo e todos, sem poder voltar, envolta a uma rede de conspiração, sociedades secretas e dominação do planeta Terra. Mas ela tinha chegado até ali, e não ia desistir até descobrir toda a verdade.
Até onde você iria por amor ao seu filho? Com quem você poderia contar, num ambiente inóspito e traiçoeiro? Quem mente e quem fala a verdade? Em quem acreditar? Sozinha, Eva percebe que só pode contar com seus instintos para sobreviver e com seus sonhos para encontrar as respostas que procura.
Confesso que sempre tive um pouco de preconceito sobre livros de autores brasileiros. Pelo menos os que li não gostei, mas Chico Anes me surpreendeu (virei fã), pois nos presenteou com um livro maravilhoso e eletrizante, repleto de mistérios que ficamos loucos para desvendar rapidamente. Uma narrativa que mistura ficção com ensaios científicos verídicos, que nos faz pensar e principalmente sonhar. A proposta apresentada por Chico, de jogos dentro de sonhos não é assim tão fantasiosa, levando em consideração à tecnologia a qual estamos exposta atualmente. Mas ele também nos alerta acerca dos perigos de se viver eternamente num “sonho”. Podemos deixar de distinguir os sonhos da realidade, e criar mundos no ambiente onírico que não são reais. Além disso, Chico nos planta uma dúvida: nossos sonhos e nosso livre-arbítrio podem ser roubados ou manipulados?
“As pessoas realmente levam para o mundo virtual os comportamentos construídos em seus mundos do dia a dia. E vivendo em universos virtuais, governados por leis sociais e naturais um pouco diferentes do nosso, essas pessoas desenvolvem estruturas mentais e psíquicas novas, inéditas. E da mesma forma que as antigas estruturas comportamentais são levadas daqui para o virtual, as criadas lá estão sendo trazidas de volta ao real e deverão ser assimiladas pelos internautas, que acabam por mudar necessariamente seu comportamento nesta realidade. (…) Quando se liga a tevê, lá também pode se encontrar a figura do homem virto-real. E dependendo de quem esteja manipulando a transmissão e os conteúdos, nossos sonhos e livre-arbítrio estarão correndo perigo de novo.”
Leiam o livro e descubram. Recomendadíssimo!!
O Sonho de Eva – Chico Anes
Editora Novo Conceito jovem
304 páginas
Comprar: Submarino / Saraiva
Após sua última aventura, Jack Reacher vive solitário no sul da Flórida, cavando piscinas e sendo segurança de uma casa de strip. Quando um investigador particular viaja até a pequena Cidade onde está o ex-militar e começa a perguntar por ele, rapidamente é assassinado por dois desconhecidos. Agora, por mais que queira manter sua vida tranquila, Reacher vê-se obrigado a descobrir quem procura por ele e porque não querem que o encontre.
Jack Reacher é um ex-militar linha dura, sério e solitário. Afastado do serviço militar a algum tempo ele vive numa cidadezinha no sul da Flórida, cavando piscinas e sendo segurança de uma casa de strip. Sem maiores pretensões na vida, ele está tranquilo.
Até o dia em que aparece na cidade um investigador particular procurando por ele. Reacher fica desconfiado, mais ainda quando logo em seguida esse investigador aparece morto, com as pontas dos dedos cortadas.
Ele se dá conta de que o assassino do investigador é alguém que não quer que ele seja encontrado. Para tentar desvendar esse mistério, Reacher viaja até Nova Iorque e tenta descobrir quem contratou o investigador que estava à sua procura. Sua surpresa é grande, ao descobrir que quem estava a sua procura era Jodie Garber, agora usando o nome de Jodie Jacob. Jodie é filha de seu antigo amigo e ex chefe do exército Leon Garber. Mas chegando lá ele tem uma terrível surpresa. Para sua tristeza, ele chega exatamente no momento do velório de seu amigo. Sofreu um infarto e morreu repentinamente.
Reacher descobre que na verdade, quem estava a procura dele e enviou o investigador foi o pai de Jodie. Mas Jodie nem imagina o motivo. Juntos então, eles começam uma caçada pela verdade. Por que Leon Garber estava a procura de Reacher? E por que e quem não queria que Reacher fosse encontrado?
Depois de muito investigar, Reacher e Jodie descobrem que Leon estava fazendo um favor a um velho casal de amigos, já idosos e muito angustiados, pois a 30 anos seu filho, Victor Hobe foi dado como desaparecido de guerra. Tudo o que aqueles velhos pais, já no fim da vida, queriam era saber ao certo o que aconteceu a seu filho.
Reacher e Jodie, em memória de Leon, decidem continuar o que ele não pode. E prosseguem com as investigações sobre o que realmente houve com Victor Hobe. Mas ao decidir ajudar o velho casal, eles nem imaginavam que suas vidas corriam tanto perigo. Perseguições pelas ruas de Nova Iorque, batidas de carro, tiroteios e fugas aluscinantes. Eles precisam correr para salvar suas vidas.
Jack Reacher é um personagem marcante, 1,98 m, 115 k, loiro de olhos azuis. Ele é protagonista de uma série de livros do autor Lee Child. Esse é o primeiro que leio e creio que não me prejudicou a leitura não ter lido os outros já lançado no Brasil: Um tiro, Dinheiro Sujo e Destiono: Inferno todos lançados pela Bertrand Brasil.
A história possui ótimas cenas de ação, só que esperava que tivesse mais. O que me incomodou na leitura foi o excesso de descrição de todas as cenas. Acho que o autor exagerou um pouco, as vezes, ficava até um pouco cansativo por conta disso. Mas logo em seguida a história tomava um ritmo aluscinante que não dava vontade de largar as páginas.
Apesar de ser uma história de ação e violência, o autor soube introduzir um toque sutil de romance entre o casal Reacher e Jodie, que desde os quinze anos dela, nutrem um amor platônico um pelo outro.
Enfim, um ótimo livro, super indicado principalmente para os meninos que curtem ação policial. Recomendo!
Patrick Davis tinha um sonho: ver seu nome nos créditos de um filme. Mas não imaginava o preço que teria de pagar por isso. Logo depois de vender seu primeiro roteiro a um estúdio, sua vida entra em colapso. Ele não consegue se firmar como roteirista de Hollywood e, para piorar, seu casamento mergulha numa crise.
Misteriosamente, Patrick passa a receber DVDs com gravações dele e da esposa dentro de casa. Após descobrir câmeras escondidas, o casal procura a polícia. Dias depois começam as ligações e os e-mails anônimos propondo um acordo para que tudo volte ao normal. Desesperado, ele não hesita em aceitar a oferta.
Mas sua decisão se revela um erro. Logo ele se vê envolvido numa rede de intrigas que pode custar sua vida e a das pessoas que ama. Cada vez mais acuado, Patrick percebe que só há uma saída: superar seus inimigos ocultos no próprio jogo deles.
Eletrizante da primeira à última página, Você está sendo vigiado foi um enorme sucesso de crítica nos Estados Unidos, fazendo com que Gregg Hurwitz fosse apontado como uma das revelações do suspense, comparado a grandes mestres do gênero, como Harlan Coben.
“Você está sendo vigiado” é mais uma história de suspense de tirar o fôlego. Li o livro todo em algumas horas, o ritmo de leitura é eletrizante, você literalmente não consegue desgrudar das páginas do livro.
Patrick Davis é apaixonado por cinema e seu grande sonho é ver seu nome nos créditos de um filme. Quando finalmente ele vende seu primeiro roteiro para Hollywood, sua vida muda completamente. Seu casamento entra em crise, sua agente o dispensa e agora ele está sendo processado pelo astro do filme, que inventou uma calúnia a seu respeito. Ele é demitido de seu próprio filme
Dando aulas de cinema para adolescentes ele nem imagina o que o aguarda. Começa a receber misteriosos Dvds, com cenas de sua vida gravado neles. Cenas rotineiras, mas que causam um medo imediato nele e na esposa Ariana. Nas gravações, ele se vê dentro de casa, andando pelos cômodos e até usando o banheiro.
Seu temor aumenta ao receber o segundo Dvd, dessa vez com imagens gravadas de dentro de sua casa e o mais apavorante, ele se vê dormindo no sofá, numa imagem em close. Além de invadirem sua privacidade, agora Patrick tem certeza que invadiram também sua casa.
Ao descobrir diversas câmeras e microfones escondidos em praticamente todos os cômodos de sua casa, Patrick então conta tudo à policia, que começa a investigar. Como se não bastasse todo esse terror psicológico pelo que o casal estava passando, Patrick começa a receber e-mails e ligações anônimas, obrigando-o a realizar tarefas que o incriminam. Caso contrário, alguém querido por ele sofrerá as consequências.
Agora Patrick está sendo procurado pela polícia, pois encontraram um corpo e ele estava no lugar do crime, com a arma do crime nas mãos quando a policia chegou ao local. Mas ele consegue fugir e agora é perseguido pela polícia e pela imprensa. Numa corrida contra o tempo, Patrick precisa provar sua inocência, descobrir por que está sendo vigiado e chantageado e principalmente, salvar seu casamento que está em ruínas.
A história é ótima, em várias partes, me lembrava muito Harlan Coben (autor que eu sou fã). Como disse anteriormente, devorei o livro, num ritmo aceleradíssimo. O autor te prende do começo ao fim, quer dizer, praticamente até o fim…
No desfecho final da trama, achei que o autor enrolou demais, no momento decisivo da história, foi ficando morno, diminuindo a velocidade dos acontecimentos. Na verdade achei um pouco mirabolante demais pro meu gosto. Mas mesmo com esse único ponto negativo, é um livro que vale a pena ser lido. Só por esse detalhe não vou dar 5 estrelinhas pra ele.
É o primeiro livro que leio do autor Gregg Hurwitz, na verdade nunca tinha ouvido falar dele, mas se continuar nesse caminho, tem chance de render muitos bons livros de suspense policial. Enfim, para os fãs de suspense, é um bom livro, eu recomendo!
Henry Mills (Jared Gilmore) é uma criança que vive na pequena cidade de Storybrook, em Maine, e que trata os contos de fada como se fossem reais. Adotado pela Prefeita da cidade, a intrépida Regina (Lana Parrilla), foge com o seu livro favorito de contos, procurando encontrar a sua mão biológica. Chegando em Boston, encontra finalmente Emma Swan (Jennifer Morrison), a sua mãe biológica, no dia do seu 28º aniversário. Emma é uma mulher só, também abandonada pelos pais biológicos e que demonstra enorme relutância em aceitar Henry como a criança que deu para adoção há 10 anos. No entanto Emma tem a capacidade singular de perceber se as pessoas estão ou não a dizer a verdade. Movida pela honestidade da criança – que ela percebe ser o seu filho – decide levá-lo de volta para a sua mãe (adotiva). No caminho, o rapaz vai-lhe explicando que ele próprio vive num conto de fadas, com a rainha má como madrasta. Conta-lhe também que todos os habitantes da cidade são personagens dos contos e que perderam a memória, numa terra onde o tempo parou por feitiço. Henry explica que somente Emma poderá salvá-los. Naturalmente que Emma não acredita em nada disso.
Once Upon a Time é um seriado de TV americano, escrito pelos mesmos roteiristas de Lost, surgindo como concorrente do seriado Grimm. Ele foi lançado no Brasil em abril deste ano, sendo transmitido pelo canal Sony, todas as quintas-feiras, às 21h. Por enquanto está na primeira temporada e tem 22 episódios, e para a minha felicidade, a segunda temporada já foi confirmada.
A série gira em torno do Conto de Fadas da Branca Neve e do Príncipe Encantado, porém, sob uma nova perspectiva. Dessa vez não há finais felizes. A rainha má culpa Branca de Neve pela sua infelicidade e, portanto, decide se vingar, ameaçando-a no dia do seu casamento com o Príncipe.
A rainha má lança uma poderosa maldição sobre todo o reino, no dia do nascimento da filha de Branca, que fará com que todos os habitantes sejam levados a um lugar horrível, um mundo sem magia, em que todos perderão a memória e os que amam. Desesperados, Branca e Encantado descobrem que há apenas uma escapatória para a maldição. Sua filha deve ser protegida, pois, somente ela poderá quebrar este poderoso feitiço.
Nos dias atuais, Henry, o filho adotivo da Prefeita de Storybrooke, ganha de presente da sua professora um Livro de Contos de Fadas e passa acreditar que está vivendo com a rainha má. A partir de então, começa uma busca por sua mãe biológica, Emma, pois acredita que ela é a filha da Branca de Neve e, portanto, a grande salvadora. Emma fica totalmente perturbada ao encontrar o menino que abandonou há 10 anos e decide levá-lo de volta para sua mãe adotiva. No caminho, Henry mostra à Emma o famoso livro, e revela a ela que todos os habitantes de Storybrooke são na verdade personagens de contos de fadas, porém de nada se recordam. Além disso, estão aprisionados na pequena cidade, sem poderem sair de lá em função da maldição. Isso faz com que comecemos a questionar, afinal, Henry está dizendo a verdade ou tudo não se passa de uma mente fértil de uma criança solitária que tem esperanças que sua vida mude para melhor?
Ao chegar em Storybrooke, Emma acaba sendo compelida a ficar, e quando toma tal decisão, misteriosamente o relógio da cidade, que estava parado, volta a funcionar. Para Henry, isso é mais uma prova de que a maldição está com seus dias contados, mas Emma continua a não acreditar em sua história. O menino então não mede esforços para provar para sua mãe biológica que ele não é louco, e que ela é a única que pode salvar a cidade e devolver aos seus habitantes os seus finais felizes.
Once Upon a Time é um seriado mágico, que vai te conquistar e você não vai desgrudar da telinha da TV. No decorrer da primeira temporada somos levados a desvendar vários segredos e descobrimos as histórias de todos os personagens e como elas acabam se cruzando. Quem está mentindo, quem está falando a verdade? Ele é um seriado de drama, investigativo e romântico, mas também com um ótimo toque de humor. O roteiro é muito bem elaborado e coerente e os episódios se passam nos dois mundos, no real e no de contos de fadas, que aparece para nós como se fossem flashbacks. Quem está esperando por grandes batalhas e lutas ficará desapontado, porque, apesar de ter alguns conflitos, nada é muito sangrento.
Apesar de ser taxado como um seriado de “menina”, discordo de tal rótulo, pois assisti com meu marido e meu primo e ambos adoraram. Vocês irão se encantar com os personagens, com os maravilhosos cenários e produções, com a delicadeza, a magia e os mistérios que as histórias nos são apresentadas. E no final, vocês torcerão pela felicidade de todos? Quem irá vencer? Será que o bem sempre vence o mal? Será que o mundo pode existir sem magia? Será que o amor pode realmente quebrar qualquer feitiço? Assistam e descubram!! Recomendadíssimo!! Não deixem de assistir o trailer abaixo!!
Once Upon a Time Canal Sony
1ª Temporada – 22 episódios
CAPAS
TRAILER
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=i3DmXlM2h9E
Henry Mills (Jared Gilmore) é uma criança que vive as histórias de encantar como se de algo real se trate, na pequena cidade de Storybrook, em Maine. Adoptado pela Mayor da cidade, a intrépida Regina (Lana Parrilla), foge com o seu favorito livro de contos, procurando encontrar a sua mão biológica.
Chegado a Boston encontra finalmente Emma Swan (Jennifer Morrison), a sua mãe biológica, no dia do seu 28º aniversário. Emma é uma mulher só, também ela abandonada pelos pais biológicos e que demonstra enorme relutância em aceitar Henry como a criança que deu para adopção há 10 anos. No entanto Emma tem a capacidade singular de perceber se as pessoas estão ou não a dizer a verdade.
Movida pela honestidade da criança – que ela percebe ser o seu filho – decide levá-lo de volta para a sua mãe (adoptiva). No caminho, o rapaz vai-lhe explicando que ele próprio vive num conto de fadas, com a rainha má como madrasta. Conta-lhe também que todos os habitantes da cidade são personagens dos contos que perderam a memória, numa terra onde o tempo parou por feitiço. Henry explica que somente Emma os poderá salvar. Naturalmente que Emma em nada disto acredita.
Isabel Duncan, cientista do Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, não se dá muito bem com as pessoas, mas entende os animais, especialmente os “bonobos”. Ela considera Mbongo, Bonzi, Sam, Jelani, Makena e Lola sua família. Virtuoses no uso da Linguagem Americana de Sinais, esses macacos são capazes de se comunicar plenamente numa língua humana. Porém, um atentado brutal coloca-os em sério risco. Teria sido uma ação terrorista premeditada por ambientalistas pela libertação dos “bonobos” ou apenas o início de uma trama escusa que culminará num grande golpe de mídia? Com a ajuda do jornalista John Thigpen, Isabel fará tudo o que estiver ao seu alcance para salvar seus amigos da exploração humana e de um destino cruel.
A Casa dos Macacos, escrito por Sara Gruen, a mesma autora de Água para Elefantes, foi para mim uma agradável surpresa. Ganhei esse livro da minha mãe em novembro de 2011 e somente agora resolvi lê-lo. Não sei nem explicar o porquê da relutância inicial que tive com ele. É uma leitura que te prende desde o início e você fica querendo saber o que vai acontecer nos próximos capítulos, torcendo pelos personagens, pois é um romance policial cheio de emoção, ação e mistérios.
A narrativa é na terceira pessoa e os personagens têm uma construção sólida e nos cativam logo de cara. Isso sem falar dos macacos. Macaco não é particularmente meu animal favorito, mas é lindo o jeito que a autora retrata os bonobos. Fiquei encantada com a docura de Bonzi, e com o temperamento sensível de Mbongo, com a peraltice de Lola e com o jeito espontâneo que eles têm para se comunicar. É incrível saber que essa raça de macacos, que até então nunca tinha ouvido falar, é extremamente inteligente e que é capaz de se comunicar conosco em duas línguas diferentes (entendem o que falamos e respondem na língua de sinais) e entre eles mesmos em uma linguagem própria e, além disso, passar tais ensinamentos aos seus filhotes.
No início do livro, somos levados a um “tour” pelo Laboratório de Línguas dos Grandes Símios, em Kansas, onde John Thigpen, jornalista, entrevista Isabel Duncan, cientista, a respeito do Projeto que eles desenvolvem com os macacos. Porém, inusitadamente, o laboratório sofre um atentado terrorista promovido pela Liga de Libertação da Terra, que acusa os cientistas de aprisionarem e maltratarem os bonobos. Os macacos são “libertados” e Isabel fica gravemente ferida. John retorna à Kansas numa tentativa de conseguir uma entrevista exclusiva, e esta reportagem na qual ele estava trabalhando acaba se tornando a mais importante da sua carreira.
O mundo de Isabel sai de órbita quando os macacos desaparecem. São vendidos de forma suspeita para um comprador anônimo. Longe de sua “família” (como ela os chamava) e sem saber como estão Isabel sucumbe à dor, ao vazio e ao desespero.
No decorrer da história somos apresentados aos horrores que os macacos em geral, principalmente os chimpanzés, são submetidos, sendo expostos a doenças, drogas, cosméticos, etc, para os cientistas descobrirem como o corpo humano reagiria a esses fatores.
Os bonobos por sua vez, são explorados de uma forma repugnante, puramente comercial, que vocês irão saber ao ler o livro. Após descobrir onde os bonobos estavam sendo mantidos, Isabel se junta a outros amigos, dentre eles John, para desvendar uma rede de conspiração e crimes e fará tudo o que tiver ao seu alcance para salvar seus amigos de um destino cruel.
Este livro, apesar de ser ficção, foi baseado em fatos reais e tocará seu coração, principalmente os daqueles que já amaram incondicionalmente algum tipo de animal. A história nos faz refletir acerca da nossa sociedade, do jeito que os animais costumam ser tratados, como objetos, do que os homens são capazes de fazer por dinheiro e fama e do que o amor é capaz. Vou torcer para que ele também vire filme. Recomendadíssimo!!
A Casa dos Macacos – Sara Gruen
Editora Record LTDA
397 páginas
Comprar:Submarino (só R$29,90)
Quem é ligado em Séries, com certeza já ouviu falar da nova série da Fox, Alcatraz, que teve estréia dia 16 de Janeiro. Mesmo antes da estréia, já era grande a expectativa quanto ao novo trabalho de J.J. Abrans, criador de Lost (entre outras).
Alcatraz, mostrará um grupo de prisioneiros e guardas desaparecidos da famosa ilha-prisão de Alcatraz, localizada na baía de São Francisco que reaparecem nos dias atuais, muitos anos depois de terem sumido de maneira misteriosa.
Uma equipe de agentes do FBI irá tentar desvendar o mistério por trás de seu desaparecimento trinta anos antes.
A detetive Rebecca Madsen (Sarah Jones), do departamento de polícia de São Francisco, descobre as digitais de antigos prisioneiros de Alcatraz ao investigar um homicídio. Sam Neil interpreta Emerson Hauser, chefe do FBI que está por trás de todo o misterioso reaparecimento dos ex-prisioneiros. Jorge Garcia dá vida ao Dr. Diego Souto, um especialista em Alcatraz que já publicou vários livros sobre a ilha, irá ajudar a detetive a descobrir o que aconteceu. Além de ser uma das séries mais aguardadas em 2012, Alcatraz marca o retorno de Jorge Garcia (o Hugo Reyes de Lost).
Depois de tanto “ouvir falar” em Alcatraz, a semana toda no Face e Twitter, resolvi assistir o pilot. Sem nenhuma expectativa, mais por curiosidade mesmo. E tamanha foi minha surpresa com o primeiro episódio! A história é muito boa, cercada de mistérios. O maior de todos os mistérios, é: como os ex presidiários de Alcatraz, desaparecidos misteriosamente no ano de 1963, reaparecem nos dias de hoje, com a exata aparência que tinham a tantos anos atrás? E agora esses 302 perigosos banditos estão soltos nas ruas.
O segundo episódio é tão empolgante quanto o primeiro. E deu a entender que a cada novo episódio será contada a história de cada um dos ex presidiários na década de 60, intercalados com os dias de hoje, terminando com sua recaptura.
Com certeza essa é uma série que vou acompanhar até o fim. E vocês, já assistiram, o que acharam?
A psicóloga Fiona Cameron dedicou a vida a capturar criminosos para impedir que outras pessoas morressem de forma tão brutal quanto Lesley, sua irmã caçula que fora estuprada e assassinada. Contudo, jurou jamais trabalhar para a Scotland Yard novamente, uma vez que agiram contra seus conselhos e, como resultado, destruíram uma investigação.
No entanto, ao descobrir que há um assassino à solta liquidando escritores da mesma forma como as vítimas são mortas nos livros, ela não consegue deixar de suspeitar que seu namorado, o premiado autor de suspense Kit Martin, seja um alvo em potencial, e decide investigar.
Sombras de um crime é sem dúvida, o melhor livro suspense policial que já li em toda minha vida. Tão envolvente, aterrorizante e num ritmo frenético.
Fiona Cameron é uma psicóloga especialista em Conexão criminal, estudando o perfil geográfico de maníacos assassinos. Ela optou por essa profissão, depois que sua irmã caçula foi brutalmente estuprada e assassinada. Infelizmente ela jamais encontrou o assassino de sua irmã.
Fiona é durona em seu trabalho, mas quando está em casa, é só carinhos com seu namorado Kit, famoso escritor de livros de suspense.
Depois de alguns desentendimentos com seus superiores, ela jurou que nunca mais trabalharia para a Scotland Yard. Até que um serial killer começa a agir. Ele caça, tortura e mata famosos escritores de suspense que tiveram suas obras adaptados para o cinema ou TV. E os mata exatamente como os personagens de seus próprios livros.
“Nenhum criminoso era mais difícil de ser capturado do que um assassino sem uma ligação aparente com a vítima, alguém cuja lógica só fazia sentido para ele mesmo, que deixava poucos rastros e era inteligente o suficiente para se manter alguns passos à frente de seus perseguidores.”
Após o assassinato do terceiro escritor de suspense, todos amigos de Kit, a Policia finalmente acredita na teoria de Fiona. De que todos os assassinatos estão ligados, não foram aleatórios. E ela agora teme pela vida de seu amor, pois além de ser um grande escritor de suspense, sua obra foi adaptado para o Cinema.
Ela precisa correr contra o tempo para poder salvá-lo e sabe exatamente como o serial killer irá executá-lo. Exatamente como Kit escreveu em seu livro. Com todo aquele sangue e tortura…
“O terror esmagou-lhe o peito. Sabia exatamente o que estava por vir. Afinal de contas, ele próprio escrevera o enredo.”
Sombras de um Crime é aquele tipo de livro que te tira o sono, te tira o fôlego! Literalmente. Eu devorava o livro, e ficava tensa, angustiada e querendo saber o que viria página após página. É livro de suspense mais bem escrito que já li. em momento algum você vai se sentir enfadada da leitura. É adrenalina do começo ao fim.
Os personagens são muito bem construidos, intensos, reais. A autora, Val McDermid, nos faz mergulhar na mente de um assassino. Através do diário do serial killer, ficamos aterrorizadas, estarrecidas com tamanha crueldade e sangue frio. Algumas cenas são tão fortes que chega a embrulhar o estômago, tamanha a capacidade da autora em nos mostrar o pior lado da mente humana.
Esse foi o primeiro livro da autora que li, com certeza agora já quero todos os outros títulos lançados aqui no Brasil, Um corpo para o Crime, O eco distante, Prelúdio para a morte e Domínio Sombrio.
Quem é fã de um bom livro de suspense, com direito a um serial killer implacável e sanguinário, não pode deixar de ler. Recomendadíssimo.
Um dos autores mais lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com seu personagem mais premiado. Myron Bolitar ficará frente a frente com um passado de mentiras e traição. Uma mensagem anônima deixada no Facebook da ex-estrela do tênis Suzze T põe em dúvida a paternidade de seu filho. Grávida de oito meses, ela pede a ajuda de seu agente e amigo Myron Bolitar para descobrir o responsável por essa intriga e trazer de volta seu marido, o astro do rock Lex Ryder, que saiu de casa depois de ler o texto. Descobrir o paradeiro de Lex não é tarefa difícil para um ex-agente do FBI. Mas, na mesma boate onde o encontra, Myron é surpreendido ao ver Kitty, a mulher que fugiu com seu irmão, Brad, e o afastou para sempre da família. Tentando ajudar a amiga e reencontrar o irmão mais novo, Myron se vê preso numa rede de segredos obscuros que põe em risco as pessoas que ele mais ama. Agora, só a verdade poderá salvá-las. Mas, para que ela prevaleça, nenhuma mentira pode restar – seja ela de Suzze, Lex, Kitty ou do próprio Myron. Nesta premiada história, Harlan Coben mais uma vez consegue construir uma trama envolvente, que fala de fama, ganância e rivalidade e surpreende por seu toque humano. Na aventura mais difícil de Myron Bolitar, seu passado vem à tona e, junto com ele, feridas que jamais se fecharão.
Essa é mais uma aventura do agente mais carismático criado por Harlan Coben, Myron Bolitar.
Depois de receber em seu Facebook uma mensagem anônima e comprometedora, questionando a paternidade de seu filho, a ex tenista Suzze T. grávida de 8 meses, pede ajuda a seu amigo e agente Myron Bolitar. O marido de Suzze, astro do rock, Lex Ryder, acaba não aceitando bem essa brincadeira de mal e gosto e a resolve sair de casa.
Em sua procura por Lex Ryder, Myron acaba encontrando em uma boate, sua cunhada Kitty, que não via a 16 anos, devido a problemas familiares envolvendo Myron, seu irmão Brad e Kitty. Mas Kitty, ao ver Myron acaba fugindo dele. Agora Myron além de procurar por Lex Ryder, precisa urgentemente descobrir o paradeiro de Kitty e ter noticias de seu irmao desaparecido.
Nessa história, que segue logo após “Quando ela se foi“, podemos ver que Terese agora é noiva de Myron. Sem fazer muita referência ao livro anterior, Harlan Coben, novamente nos deixa anciosos com seu suspense e ação. Em Alta Tensão, o foco principal da história são os segredos de família que podem de uma hora pra outra, por um simples mal entendido, destruir carreiras promissoras, abalar fortemente as estruturas de uma sólida amizade.
Harlan foca muito também no quão importante são as interferências que amigos e parentes fazem uns na vida dos outros, quase sempre com a melhor das intenções, mas nem sempre é assim. E acabam afastando quem amam.
Apesar de ser Harlan Coben, que sou super fã, esse foi o mais fraco dos livros dele que já li: Não conte a ninguém, Cilada e Quando ela se foi. Meu favorito ainda continua sendo Cilada. Achei que faltou um pouco mais de suspense, de tensão Mas a história em si é muito boa, como sempre, no começo achamos aquele emaranhado de situações desconexas, mas que aos poucos vão se encaixando, como em um quebra cabeça. E no final faz todo o sentido. E o melhor de tudo é que era Myron Bolitar, o grande queridinho agente do momento Leiam, depois contem o que acharam.
O massacre de uma família nos arredores de Estocolmo abala a polícia sueca. Os homicídios chamam a atenção do detetive Joona Linna, que exige investigar os assassinatos. O criminoso ainda está foragido, e há somente uma testemunha: o filho de 15 anos, que sobreviveu ao ataque. Quem cometeu os crimes o queria morto: ele recebeu mais de cem facadas e está em estado de choque. Desesperado por informações, Linna só vê uma saída: hipnose. Ele convence o Dr. Erik Maria Bark – especialista em pacientes psicologicamente traumatizados – a hipnotizar o garoto, na esperança de descobrir o assassino através das memórias da vítima. É o tipo de trabalho que Bark jurara nunca mais fazer: eticamente questionável e psicologicamente danoso. Quando ele quebra a promessa e hipnotiza o garoto, uma longa e aterrorizante sequência de acontecimentos tem início.
Uma família é brutalmente assassinada nas proximidades de Estocolmo, Suécia. O pai, a mãe e a filha pequena. O único que consegue sobreviver é Joseph Ek, o filho de 15 anos. Mas ele está gravemente ferido e psicologicamente abalado. É o unico que pode ceder alguma pista para a polícia encontrar o cruel assassino.
Joona Linna, o detetive encarregado da investigação, descobre que Joseph tem uma irmã de 17 anos, Evelyn, morando com uma tia. Mais do que nunca, ele precisa urgentemente encontrar o assassino, antes que ele encontre Evelyn e a mate também.
Então, Erik Maria Bark, médico psiquiatra entra em cena. Ele é especialista em pacientes psicologicamente abalados e usa hipnose para acessar as piores lembranças desses pacientes. Mas já faz dez anos que Erik não usa o método da hipnose. Após um grande escândalo envolvendo um de seus pacientes, ele fez a promessa de nunca mais hipnotizar ninguém.
Mas agora, dez anos depois, ele se vê em uma difícil decisão. Somente através da hipnose, Joseph conseguirá descrever o momento do massacre que vitimou sua família e dar pistas do assassino. Mesmo relutante, Erik decide quebrar sua promessa e hipnotiza Joseph.
Além da surpresa, com as declarações de Joseph hipnotizado, essa decisão terá consequências terríveis na vida de Erik. Ele nunca imaginou que quebrando sua promossa, sua vida iria virar um verdadeiro inferno. Agora ele, com a ajuda do detetive Joona precisam correr contra o tempo para salvar seu bem mais precioso.
A história é forte, pesada, principalmente nas primeiras páginas, onde é descrito o massacre da família Ek. Muito sangue, muita barbaridade. A história criada pelo casal Alexandra Ahndoril e Alexander Ahndoril com o pseudônimo de Lars Kepler, é boa, o foco central da trama é interessante e diferente do que estamos acostumados a ver por ai. Assim que vi que a Editora Intrínseca ia lançar um livro com o tema Hipnotismo fiquei muito anciosa. Acho que a minha grande expectativa pode ter atrapalhado um pouco.
O enredo principal da história, que é o assassinato da família e a busca pelo assassino, acaba ficando em segundo plano no decorrer do livro. Logos nos primeiros capítulos descobrimos quem é o assassino. Mas isso não acaba com a expectativa, pelo contrário, acaba ficando ainda mais tenso.
O que realmente me incomodou no livro, foi o excesso de informações de personagens secundários. Narrações e diálogos que poderiam certamente ter ficado de fora, que não iria mudar em nada o andamento da trama. Por isso, em alguns momentos a história se tornava cansativa. Mas logo voltava ao foco e me prendia novamente à leitura.
O Hipnotista será adaptado para o cinema, com estréia prevista para 2012. Com certeza será um ótimo filme!
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Às vezes, a verdade permanece oculta na escuridão e só aparece ao se abrir uma janela. O que aconteceu com Bárbara Molina? Seu corpo nunca foi encontrado e nunca conseguiram provas para deter nenhum culpado. Uma ligação, para um celular, coloca o destino de muitas pessoas de cabeça para baixo: um policial que está para se aposentar, uma mãe que perdeu a esperança de encontrar sua filha desaparecida, e uma garota que traiu sua melhor amiga. Palavras Envenenadas é a crônica de um dia que passa rapidamente, lutando contra o tempo e protagonizado por três pessoas próximas a Bárbara Molina, que desapareceu misteriosa e violentamente quando tinha 15 anos. Um enigma que, depois de 4 anos, sem ser resolvido, começa a ser desvendado com novas provas. Uma história de suspense e mentiras, segredos, enganos e falsas aparências que aponta alguns mitos inquestionáveis.
O que aconteceu com Bárbara Molina? Ela desapareceu misteriosamente à 4 anos e desde então, não encontraram nenhuma pista sobre o seu paradeiro. Após 4 anos ela é dada como morta. Sua família foi completamente destruida. Seu pai nunca perdeu as esperanças de encontrá-la com vida e segue sua vida. Sua mãe, vive em depressão profunda, uma morta-viva. Nunca se perdoou pelo fato de não ter dado mais atenção a sua filha, de não ter cuidado mais de Bárbara. Seus irmãos gêmeos, mais novos simplesmente “existem”, mas não tem a atenção dos pais.
Desde que Bárbara desapareceu, o policial subinspetor Salvador Lozano, investigou incesantemente seu misterioso sumiço. Apesar de ter dois fortes suspeitos, um ex-namorado e um professor, o subinspertor não tem nada concreto que possa realmente incriminar um dos dois. Ele está prestes a se aposentar e não se conforma em abandonar sua carreira sem desvendar esse mistério.
Um telefonema para o celular de Eva, a melhor amiga de Bárbara, muda completamente o rumo da investigação. E mexe muito com os sentimentos dos pais de Bárbara. Os minutos estão se esgotando e o policial Lozano fará o possível e o impossível, correndo contra o tempo para ver se consegue solucionar seu último e mais importante caso.
Essa história é de tirar o fôlego, literalmente. Já faz algum tempo que estou com o livro e se soubesse que era tão bom, teria lido a muito mais tempo. Em algumas histórias, ás vezes, demora um pouco pra começar a fluir, pra você se apegar com os personagens e o ambiente. Em Palavras Envenenadas, desde a primeira página você já sente o peso e o drama que a história te passa. O desfecho é realmente chocante e totalmente inesperado. Quem curte uma boa história policial com muito suspense vai amar esse livro. Eu super recomendo. Leiam já!!!
Um dos autores mais premiados e lidos no mundo, Harlan Coben traz uma nova história com o carismático Myron Bolitar em uma busca frenética por três continentes. Dez anos atrás, Myron Bolitar e Terese Collins fugiram juntos para uma ilha. Durante três semanas, eles se entregaram um ao outro sem pensar no amanhã. Depois disso, eles se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho. E ela foi embora, sem deixar vestígios.Agora, no meio da madrugada,ela telefona:“Venha para Paris.” Terese pede a ajuda de Myron para localizar o ex-marido, Rick Collins, que telefonara depois de anos implorando que ela o encontrasse em Paris. Eles logo descobrem que Rick foi assassinado e queTerese é a principal suspeita do crime. Mas algo ainda mais atordoante é revelado: perto do corpo havia longos fios de cabelo louros e uma mancha de sangue que o exame de DNA revelou pertencer à filha do casal. Só que sua única filha morrera em um acidente de carro muitos anos antes. Logo Myron se vê perseguido nas ruas de Paris e de Londres. As agências de segurança de quatro países parecem querer as mesmas informações de que ele precisa para desvendar a morte de Rick e o destino da filha que Terese pensava ter perdido para sempre. Em uma busca desesperada, Harlan Coben cria um mundo de armadilhas imprevisíveis em que conflitos religiosos, política internacional e pesquisas genéticas se mesclam a amizade, perdão e a chance de um novo começo.
Começar a ler um livro de Harlan Coben, é sempre estar preparado para muitas surpresas e reviravoltas. Pois em “Quando ela se foi” não foi diferente.
Myron Bolitar e Terese Collins se conheceram a dez anos atrás. E a química que surgiu entre os dois foi instantânea. Eles viveram de “amor” durante três semanas em uma ilha. Depois disso, os dois se reencontraram apenas uma vez, quando Terese ajudou Myron a salvar seu filho e então foi embora sem deixar vestígios.
Após um longo tempo sem terem notícias um do outro, Terese telefona no meio da madrugada para Myron e simplesmente diz: “Venha para Paris”. Sem dar maiores detalhes, ela apenas lhe diz que seu ex-marido Rick Collins lhe telefonou depois de anos, marcando um encontro urgente na capital francesa. Ele iria lhe contar algo que iria mudar completamente sua vida. Mas, logo depois, Terese e Myron descobrem que Rick está morto e que Terese é a principal suspeita.
Como se não bastasse esse choque enorme, algo impensável é revelado: ao lado do corpo de Rick, a polícia encontra manchas de sangue, que o exame de DNA acusa ser da filha do casal. Só que a única filha que Rick e Terese tiveram, morreu a mais de 10 anos, num acidente de carro.
Myron então precisa correr contra o tempo para poder provar a inocência de Terese e desvendar esse mistério que envolve a filha do casal. Ele se vê perseguido por Londres e Paris. E com a juda de seu fiel amigo Win, ele descobre uma rede enorme de intrigas que envolvem religião e pesquisa genética.
O enredo, pode parecer um tanto complicado. Mas ao se deparar com a história, vamos pouco a pouco, absorvendo todas as informações e juntando as peças. Harlan Coben tem o dom de prender o leitor da primeira à última página.
Ele criou um personagem tão carismático e excêntrico, que confesso que fiquei super curiosa para ler as outras histórias protagonizadas pelo simpático Myron Bolitar. “Quando ela se foi” é a primeira história com Myron Bolitar publicado pela Editora Arqueiro.
Inteligente,emotivo e sempre ligado nos pequenos detalhes, Myron, um ex-atleta, agora agente de celebridades é um investigador por hobbie. Ele adora ajudar os amigos a desvendarem pequenos mistérios. Bom de briga, mas também super sensível. Não toma nada que contenha álcool. Prefere sempre uma boa caixinha de achocolatado. Romântico e delicado. Acho que essa excentricidade do personagem foi que me conquistou. Ele é o oposto de qualquer “mocinho valente” que alguém possa imaginar. E olha que valentia não falta a Myron Bolitar.
Terese é uma mulher fechada, misteriosa e insensível. Apesar de ainda sofrer muito com a perda de sua filhinha aos 7 anos de idade, ela ainda se culpa pelo acidente, era ela quem dirigia o carro. Não aceita nunca sem confortada e consolada. Eu morria de raiva dela quando Myron todo atencioso e solícito, tentava dar um ombro amigo e ela sempre negando.
Enfim, além do enredo de tirar o fôlego, o autor criou um personagem cativante que você vira fã e torce por ele desde o começo da história. Vale muito a pena ler! Recomendadíssimo!!!