21Feb
Extraordinário
Postado por Ju Oliveira Em Drama, FAVORITO, Infanto-Juvenil, Intrínseca, Resenha, YA Book

Primeiro lugar da lista de best-sellers do The New York Times, eleito um dos melhores títulos YA de 2012 nos Estados Unidos, o premiado livro de estreia da americana R. J. Palacio traz à tona a luta contra o preconceito ao contar a história de um menino de 10 anos que nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial. Narrado da perspectiva de August e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo.

Tocante, comovente, inesquecível! Esse livro me cativou já pela capa. Desde que li a sinopse, imaginei que fosse gostar muito. Só não imaginei que fosse me tocar tanto…

August é um menino de 10 anos que nasceu com uma rara doença genética. O que causou uma grave deformidade crânio-facial. Ele nunca frequentou a escola, sua mãe lhe ensinou tudo o que ele sabe.

Mas agora aos 10 anos ele está pronto (ou não) para enfrentar o mundo lá fora. Logo nos primeiros dias de aula, no 5º ano, ele se depara com o horror, o nojo e o desprezo dos alunos do colégio. Só o que ele tem a fazer é ignorar, fingir que não está vendo nada de mais. Mas quando o bullyng começa a tomar o lugar do desprezo, August sofre calado.

Três coleguinhas de sua sala são “escalados” para apresentar o colégio e fazer companhia a August. Ele sabe, que foi uma imposição do diretor da escola e que esses “novos amigos” estão ao seu lado por obrigação.

Tudo o que August quer, é mostrar a todos que apesar de sua aparência incomum, ele é um garoto como qualquer outro. Fã de Star Wars e  apaixonado por sua cadelinha Dayse.

É como aquelas pessoas que às vezes você vê e não consegue imaginar como seria estar no lugar delas, seja alguém em uma cadeira de rodas, ou alguém que não pode falar. Eu sei que sou essa pessoa para os outros, talvez para todas aquelas pessoas naquele auditório.
Para mim, porém, sou apenas eu. Um garoto comum.

Apesar da  infelicidade com sua aparência, August tem um senso de humor incrível. Em alguns momentos até faz piada de sua própria aparência. Mesmo com todo o drama que é sua vida e o que ele enfrenta, o amor ao seu redor supera tudo de ruim.

Não sei se consigo explicar em palavras o que senti lendo “Extraordinário”. Por ter um filho da mesma idade de August, em vários momentos eu me colocava no lugar da mãe, sempre tão dedicada e amorosa. É de partir o coração, o sofrimento que o pequeno August sente por dentro. Porque em muitas vezes, ele estava fazendo piada mas se corroendo por dentro.

Ele é um menino feliz, por ser tão amado por seus pais e irmã, mas ao mesmo tempo a dor que ele carrega, por ter uma aparência tão “assustadora” o deixa extremamente infeliz.

“Os olhos dele ficam cerca de dois centímetros abaixo de onde deveriam, quase no meio das bochechas. São caídos, formando um ângulo acentuado, quase como se alguém tivesse aberto duas fendas diagonais em seu rosto, e o esquerdo  é claramente mais baixo que o direito. E são esbugalhados, porque as cavidades oculares são pequenas demais para comportá-los. Ele não tem sobrancelhas nem cílios. O nariz é desproporcionalmente grande para o rosto e meio largo. A cabeça dele é afundada nas laterais, no lugar onde deveriam estar as orelhas.Ele não tem maças do rosto…”

Extraordinário é uma lição de vida, uma lição de amor. Me fez chorar em vários momentos. De alegria, de tristeza, uma mistura de sentimentos que toma conta durante toda a leitura.

O livro é narrado do ponto de vista do próprio August, de sua irmã Via e  de seus novos amigos da escola.

O que mais me deixa triste, é saber que isso é tão real! É saber (imaginar) o quanto uma criança assim sofre e o quão maldosos podem ser as crianças que tem coragem de zombar da aparência de um inocente que não tem culpa nenhuma de ter nascido assim.

Extraordinário é um livro capaz de tocar o coração mais duro. Porque é impossível durante a leitura, não se colocar no lugar de qualquer um dos envolvidos na vida de August, seja sua mãe, seu pai, sua irmã…

Enfim, uma leitura recomendada a todas as idades, sem distinção. Só não esqueça de separar um lencinho, porque certamente, muitas lágrimas vão rolar… :wub:

Extraordinário – R.J. Palacio
Editora Intrínseca
318 páginas
:heart: :heart: :heart: :heart: :heart:

BOOKTRAILER




06Feb
O lado bom da vida
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Intrínseca, Resenha, Romance

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um “tempo separados”. Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que “é melhor ser gentil que ter razão” e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez. Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

Encantador e emocionante. Essas palavras definem um pouco do que foi pra mim ler “O lado bom da vida”. Pat Peoples, ex-professor, trinta e poucos anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Na verdade, ele não se lembra por que foi parar lá, no “lugar ruim”, nem imagina quanto tempo ficou. Ele acha que foram alguns meses, mas na realidade foram alguns anos.

Sua maior motivação na vida é o amor que sente por Nikki, sua esposa. Após ele ir para o “lugar ruim”, Nikki decidiu que eles tinham que ficar um “tempo separados”. E agora que ele está de volta, quer fazer o que for possível para reencontrar sua mulher.

Ao voltar para casa ele sente a hostilidade de seu pai, que mal fala com ele. Pat então cria um mundinho só seu, no porão. Sua mãe montou lá uma mini academia onde ele passa a maior parte do tempo malhando ou lendo os livros que Nikki gostava.

Pat ficou obsecado por exercícios físicos, chegava a malhar e correr mais de 10 horas por dia. Tudo isso para estar magro e bem quando Nikki resolvesse voltar pra ele.

Quando Pat conhece Tiffany, viúva de um amigo, nasce então uma tumultuada amizade. Após a morte do marido, Tiffany acabou ficando meio “pirada” com a situação.  Na loucura de cada um, eles descobrem algo em comum. E Tiffany está disposta a ajudar Pat a reconquistar seu grande amor, Nikki.

O ponto alto da história, na minha opinião, são as mensagens positivas que o autor nos mostra. Fé, otimismo, vontade de viver ver sempre “O lado bom da vida”… impossível não se sentir bem ao fim deste livro. Tem também alguns momentos hilários, Pat é tão inocente que chega a dar dó haha. :tongue:

Ele é  tão puro, ingênuo que em alguns momentos você pode até  imaginar que  a história está sendo contada por uma criança. Eu passei o tempo todo torcendo para que Nikki voltasse logo pra ele. Pat é aquele personagem que a gente torce mesmo por sua felicidade sabe?

E falando sério agora… o que é essa capa??? Maravilhoooosa, sem igual! É a capa do filme estrelado por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro. Enfim, uma linda história  que com certeza vai tocar muitos corações e assim como eu, terminar a leitura com os olhos marejados de lágrimas. Super recomendo!

O lado bom da vida - Matthew Quick
Editora Intrínseca
256 páginas
:heart: :heart: :heart: :heart:

TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=FM3S4GBlwYA




29Oct
A Filha da Minha Mãe e Eu
Postado por MiCandeloro Em Drama, Novo Conceito, Parceiros, Resenha, Romance

Sensível e tão real a ponto de fazer você se sentir parte da família, A filha da minha mãe e eu conta a história do difícil relacionamento entre Helena e sua filha, Mariana. A história começa quando Mariana descobre que está grávida e se dá conta de que, antes de se tornar mãe, é preciso rever seu papel como filha, tentar compreender o de Helena e, principalmente, perdoar a ambas. Inicia-se, então, uma revisão do passado – processo doloroso, mas imensamente revelador, pautado por situações comoventes, personagens complexos e pequenas verdades que contêm a história de cada um.

“A filha da minha mãe e eu” conta a história de Mariana, que logo no início do livro descobre que está grávida. Mariana se depara com um turbilhão de sentimentos conflitantes. Ao mesmo tempo em que vibrou com a notícia, caiu num vazio que não sabia explicar. Ela só queria que com o filho dela fosse diferente.

Nana tinha contas a acertar com seu passado, principalmente com sua mãe. Não podia ser uma boa mãe sem antes perdoar a mãe dela. Não podia ser uma boa mãe sem antes ser uma boa filha.

Mariana tinha um dilema, não queria ser igual à mãe dela, mas ao mesmo tempo queria. Tinha medo de errar na dosagem entre ser mãe amiga e mãe educadora.

O maior problema que tinha com sua mãe é que sempre se sentiu rejeitada, preterida. Achava que sua mãe amava mais o seu irmão, Guga. Sua mãe nunca a compreendeu e sempre fez pouco caso dos seus sentimentos. Ela tinha a certeza de que sua mãe não a amava. Mas ela estava enganada.

O problema de Dona Helena é que ela nunca soube expressar seus sentimentos, mas não queria dizer que não os sentisse. Como Mariana sempre foi muito sensível, sempre se sentiu culpada pela infelicidade da mãe e nunca sabia como se aproximar dela. Acabava sempre chorando quando sua mãe era um pouco mais rude ou severa com ela. Mas com o passar dos anos, Dona Helena foi se esforçando para ser uma mãe mais compreensiva, porém Mariana não mudava, continuava tratando sua mãe com as mesmas reticências e temores, fazendo com que a relação de ambas permanecesse distante.

Dona Helena sempre foi uma pessoa muito dura e explosiva, algumas vezes, em minha opinião, chegava a ser cruel.

“Não tive tempo de acabar a frase. De repente, ela segurou meu queixo, ergueu minha cabeça e despejou toda a jarra de suco pela minha goela abaixo. O Guga ficou mudo. Eu, atônita. Minha mãe saiu da cozinha brava.”

O fato de Dona Helena ter muitas vezes maltratado Mariana, não com agressões físicas, mas com agressões verbais, ou descaso e negligência, fez com que Mariana se tornasse uma pessoa muito insegura. Isso fez com que ela se tornasse uma pessoa que ela não era. A única coisa que ela queria, era agradar a mãe, era se sentir amada pela mãe, e quanto mais ela tentava, mais ela falhava.

“Nunca senti medo do meu pai. Já da minha mãe, sim. Não era medo de apanhar, era medo de magoar. Bastava um olhar dela e já sabia que aquela situação de mal-estar, da gente não se falar direito, iria durar dias. Eu tinha tanto pavor de ela ficar chateada que, com o tempo, comecei a fazer de tudo para agradá-la. Inclusive, muitas vezes, deixar de ser eu mesma.”

Com o tempo ela descobriu que a mãe dela nunca mudaria, e por mais que ela tenha tentado se aproximar mais da mãe, ela ao mesmo tempo a rejeitava, por não ser a mãe que ela sempre sonhou. Ela no fim, descobriu que sempre amou uma fantasia, pois nunca tinha amado e aceitado a mãe pelo que ela realmente era.

“Depois de uma vida toda dando importância a como eu me sentia, foi a primeira vez que me questionei sobre os sentimentos dela.”

Na tentativa de zerar seu passado, Mariana nos leva numa longa viagem, relembrando momentos desde a sua infância e seguindo pela vida afora, retratando os bons e maus momentos de sua vida, os segredos e dramas familiares e nos apresentando aos demais integrantes da família: Tito, seu pai, Guga, seu irmão, Lúcia, sua avó materna, Dom Ramón e Dona Lola, seus avós paternos e a tia Maria-João.

O livro reforça a idéia de que nenhuma família é perfeita, de que não adianta sofrermos pelo que não temos. O importante é permanecermos unidos e amarmos uns ao outros pelo que cada um é, e não pelo que gostaríamos que fossem.

Quando li a sinopse desse livro, fiquei muito animada, achando que ia ler algo sobre gravidez, sobre a descoberta de ser mãe, sobre confrontar o passado para ser uma pessoa melhor, mas me enganei totalmente. O livro nada mais é do que uma viagem para o passado de Mariana, contando absolutamente TUDO sobre a história da família dela, desde quando seus pais eram pequenos.

No início estava extremamente entediada. O livro é muito detalhista e por isso, em muitos momentos, se tornou chato e muitooo cansativo. A vontade que tinha era de pular muitasss páginas até chegar ao momento da gravidez de Mariana, mas na verdade, esse momento nunca chegou. A única menção que ela fez sobre a gravidez foi na primeira e nas últimas páginas, ou seja, certamente essa não foi a real proposta da autora. Talvez eu tenha criado expectativas demais.

O livro só começou a ficar interessante depois que passou da metade, quando começaram a acontecer as grandes crises da família de Nana. Muitas das passagens em que mostravam sua mãe me davam raiva, pensava em como podia uma pessoa dessas ser mãe, totalmente louca e monstruosa. Mas na verdade, pelo que entendi, essa foi a maneira que a Mariana nos mostrou a mãe dela. Porque, sinceramente, a Dona Helena tinha muitas qualidades e no fim, a Mariana é que era um personagem bobo e irritante, cheio de problemas que ela mesma acabou criando para a sua vida.

Eu não sei o que acontece, por que livros escritos por autores brasileiros não me prendem? Sempre os acho chatos demais, detalhistas demais, polidos demais. Já tentei ler vários livros de autores brasileiros e o ÚNICO que gostei foi o Sonho de Eva escrito por Chico Anes. E com “A filha da minha mãe e eu” não foi diferente :o( Apesar de tudo, o livro não é de todo ruim, pra quem gosta desse estilo.

A Filha da Minha Mãe e Eu – Maria Fernanda Guerreiro
Editora Novo Conceito Jovem
272 páginas
Comprar: Submarino




24Sep
O Sonho de Eva

O que pode ser mais importante para uma mulher do que o amor, o filho, a família… e a vingança? Dra. Eva Abelar, autoridade mundial em sonhos lúcidos, é informada de que seu filho, Joachim, uma criança autista, desaparece na mesma noite em que sua irmã, Anna, pula do 20º andar de um edifício em São Paulo. Anna era a principal cientista do projeto DreamGame, invento revolucionário que permite à pessoa jogar enquanto dorme. Eva é convidada por Yume a assumir o lugar da irmã e, à procura de respostas, se envolve em uma trama perigosa, que alcança os limites dos desejos inconscientes do homem. Enquanto usa seus conhecimentos para desvendar a morte de Anna e reencontrar Joachim, Eva descobre o quanto a sociedade está vulnerável à tecnologia e aos estímulos subliminares, e como esses estímulos podem sequestrar a liberdade e extinguir o livre-arbítrio.

Vocês já ouviram falar do livro O Sonho de Eva, escrito por Chico Anes? Sem sombra de dúvidas ele se tornou um dos meus queridinhos, um dos melhores livros que li esse ano, simplesmente amei.

O livro conta a história de Eva, uma psicóloga/cientista que trabalha no desenvolvimento de pesquisas sobre os sonhos lúcidos. Eu sou uma sonhadora nata, amo sonhar e tenho os mais diversos tipos de sonhos, mas na minha humilde ignorância, não sabia o que era um sonho lúcido, e muito menos que eu tinha esse tipo de sonho. Fiquei surpresa.

Para quem não sabe, o sonhador lúcido tem a consciência de que está sonhando enquanto dorme e, por isso, tem domínio total sobre os seus sonhos. Pode dirigi-lo assim como um diretor dirige seus filmes. Se você está correndo perigo, pode alterar a cena. Pode escolher ser uma atriz famosa, ter um romance ou um amor proibido. Ser e ter o que quiser, sem pudores, sem julgamentos, sem consequências. Você pode ter sonhos lúcidos para sua diversão ou também para evoluir como pessoa, escolhendo por ex. não alterar o ambiente onírico para com ele aprender lições, vencer desafios.

É nesse contexto que se passa a narrativa de Chico Anes. A história já começa num ritmo eletrizante. Anna, irmã de Eva, se joga do alto do seu edifício caindo na movimentada Rua Augusta, em SP, e Joachim, filho de Eva, é sequestrado. Eva, portanto, se vê vivendo o maior pesadelo de sua vida. Ela tem conhecimento de tais tragédias no meio de um congresso que apresentava na Europa. Voltou às pressas para o Brasil na esperança de reencontrar seu filho e descobrir o porquê do suicídio da sua irmã.

Quando chegou ao Brasil, começou a pensar se dois eventos tão trágicos poderiam estar interligados. Para resolver esse mistério, Eva só podia contar com a ajuda do seu grande amigo Alec. Foi no enterro de Anna que Eva teve a certeza de que só descobriria a verdade dos fatos se seguisse os passos da irmã no misterioso projeto que ela estava desenvolvendo nas empresas Yume.

Anna estava trabalhando num projeto inovador na indústria dos games, pesquisando meios de levar os jogos para dentro dos nossos sonhos.

“- Se levássemos os jogos para dentro dos sonhos, Eva; se, no lugar do vídeo ou dos dispositivos 3D, esses jogos acontecessem dentro dos nossos sonhos! Imagine só! Programaríamos os temas, as fases, as pontuações para acontecerem enquanto o jogador estivesse sonhando! Em um jogo de guerra, nós estaríamos realmente lá, nos campos de batalha, suando, com medo das explosões, nos assustando com os tiros, sentindo as dores de um estilhaço de granada, o conflito de matar uma pessoa. (…) Tudo isso, Eva, sendo vivenciado não através da frustrante dissociação entre o real e o virtual, mas como se fosse de verdade, com a textura da realidade que os sonhos permitem. (…) E o jogado-sonhador estaria lúcido, tomando decisões, sentindo na pele as consequências de cada uma de suas ações!”.

Eva foi contatada pela vice-presidente sênior das Indústrias Yume, Adhya, para dar continuidade às pesquisas da irmã. Apesar de ser alertada a não aceitar tal oferta, se viu compelida a dizer sim, pois dentro de si, tinha a certeza de que Yume estava por trás da morte de Anna e do desaparecimento de Joachim, e só estando lá dentro é que ela teria a possibilidade de desvendar tal mistério e rever seu filho.

Foi para China, onde se situavam os laboratórios secretos da Yume e onde se viu “presa”, longe de tudo e todos, sem poder voltar, envolta a uma rede de conspiração, sociedades secretas e dominação do planeta Terra. Mas ela tinha chegado até ali, e não ia desistir até descobrir toda a verdade.

Até onde você iria por amor ao seu filho? Com quem você poderia contar, num ambiente inóspito e traiçoeiro? Quem mente e quem fala a verdade? Em quem acreditar? Sozinha, Eva percebe que só pode contar com seus instintos para sobreviver e com seus sonhos para encontrar as respostas que procura.

Confesso que sempre tive um pouco de preconceito sobre livros de autores brasileiros. Pelo menos os que li não gostei, mas Chico Anes me surpreendeu (virei fã), pois nos presenteou com um livro maravilhoso e eletrizante, repleto de mistérios que ficamos loucos para desvendar rapidamente. Uma narrativa que mistura ficção com ensaios científicos verídicos, que nos faz pensar e principalmente sonhar. A proposta apresentada por Chico, de jogos dentro de sonhos não é assim tão fantasiosa, levando em consideração à tecnologia a qual estamos exposta atualmente. Mas ele também nos alerta acerca dos perigos de se viver eternamente num “sonho”. Podemos deixar de distinguir os sonhos da realidade, e criar mundos no ambiente onírico que não são reais. Além disso, Chico nos planta uma dúvida: nossos sonhos e nosso livre-arbítrio podem ser roubados ou manipulados?

“As pessoas realmente levam para o mundo virtual os comportamentos construídos em seus mundos do dia a dia. E vivendo em universos virtuais, governados por leis sociais e naturais um pouco diferentes do nosso, essas pessoas desenvolvem estruturas mentais e psíquicas novas, inéditas. E da mesma forma que as antigas estruturas comportamentais são levadas daqui para o virtual, as criadas lá estão sendo trazidas de volta ao real e deverão ser assimiladas pelos internautas, que acabam por mudar necessariamente seu comportamento nesta realidade. (…) Quando se liga a tevê, lá também pode se encontrar a figura do homem virto-real. E dependendo de quem esteja manipulando a transmissão e os conteúdos, nossos sonhos e livre-arbítrio estarão correndo perigo de novo.”

Leiam o livro e descubram. Recomendadíssimo!!

O Sonho de Eva – Chico Anes
Editora Novo Conceito jovem
304 páginas
Comprar: Submarino / Saraiva




27Aug
Jogos Vozares – O filme

Num futuro distante, boa parte da população é controlada por um regime totalitário, que relembra esse domínio realizando um evento anual – e mortal – entre os 12 distritos sob sua tutela. Para salvar sua irmã caçula, a jovem Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece como voluntária para representar seu distrito na competição e acaba contando , com a companhia de Peeta Melark (Josh Hutcherson), desafiando não só o sistema dominante, mas também a força dos outros oponentes.

O filme retrata Panem, uma nação pós-apocalíptica, constituída por 12 distritos e governada por uma capital poderosa e totalitária. Todos os anos são promovidos torneios sangrentos em que dois adolescentes de cada distrito são oferecidos como tributos para combaterem entre si até a morte.

A história efetivamente começa quando Katniss Everdeen se voluntaria para ser o tributo feminino do 12º distrito, logo depois de sua irmã Primrose Everdeen ter sido a escolhida. Prim é muito nova e ingênua e Kat tem certeza de que ela não conseguiria sobreviver, portanto, num rompante de coragem e heroísmo se coloca no lugar da irmã para combater nos Jogos Vorazes juntamente com Peeta Mellark, o tributo masculino escolhido no sorteio.

Ambos são levados para a capital, onde são treinados por uma equipe que os ensina como sobreviver no jogo. Lá eles devem impressionar os patrocinadores por suas habilidades e carisma. Apenas com a ajuda dos patrocinadores, que durante o jogo os enviam “presentes”, é que é possível se manter vivo no torneio.

Quando o jogo começa, Kat e Peeta se separam indo cada um para um lado, afinal, no torneio é cada um por si. Fica visível que a intenção inicial de Kat é apenas fugir e sobreviver não tendo interesse de entrar em combate com nenhum outro tributo. Mas como nesse reality show o que interessa para o público são a ação e as mortes violentas, os organizadores tratam rapidamente de obrigá-la a agir. Kat é posta em situações de perigo que fazem com que ela vá ao encontro dos tributos mais mortais do jogo. Para sua surpresa, ela descobre que Peeta está entre eles e que a traiu, pois tinha como intenção levar tais tributos ao encontro dela para que a matassem. Mesmo assim Kat não abandona Peeta e acaba ajudando-o em seu momento mais difícil, quando está a beira da morte.

O casal de tributos do distrito 12 acaba se envolvendo emocionalmente fazendo com que o jogo dê uma reviravolta. Eles atraem a atenção dos patrocinadores e a torcida do público e por causa deles a principal regra é alterada. Para quem vocês irão torcer? Quem será o grande campeão? Até onde vocês iriam e do que vocês seriam capazes para conseguirem sobreviver? Assistam e descubram!!

Jogos Vorazes é um filme com muita ação, violência e romance na medida. Faz seus corações palpitarem e seus olhos vidrarem na telinha esperando pelos próximos acontecimentos. Quando ele estreou no cinema confesso que não tive a mínima vontade de assistir. Achei que fosse ser mais um filme barato de ação destinado à sessão da tarde, mas me surpreendi.

Achei muito interessante a abordagem que o filme fez sobre as diferentes classes sociais e o domínio que a capital tem sobre os distritos. Os distritos são tão pobres que me deu a impressão das pessoas ainda viverem na idade medieval. Não é a toa que os torneios anuais se chamam originalmente Hunger Games, um nome adequadamente escolhido retratando a situação degradante pela qual o povo tem de passar para não sucumbir à fome. A população faminta acaba indo pedir por comida aos governantes e em troca seus nomes são colocados na urna do sorteio do jogo. Quanto mais vezes você for pedir por comida, mais vezes seu nome é inscrito aumentando suas chances de ser sorteado.

Em contraponto a essa realidade nos deparamos com a riqueza, extravagância, futilidade e alienação das pessoas que vivem na capital. São por causa delas que os Jogos Vorazes existem. Pela fome que elas têm de ver e torcer por esses tributos e falsamente chorar por suas mortes. Será que se ninguém mais assistisse a esse reality show ele continuaria existindo? Obviamente que não.

Isso me fez pensar se chegaremos a esse ponto, de termos um reality show tão violento. Posso dizer que estamos no caminho, já que fica evidente que a grande maioria que assiste a esses programas gosta de ver as coisas pegando fogo, amores ardentes, traições e brigas.

Eu não li ainda os livros da trilogia, então não tenho como dizer se o filme foi fiel ao primeiro livro, só posso opinar sobre o que achei acerca do filme. Gostei muito da produção, do roteiro e dos efeitos especiais. Gostei dos cortes que fizeram nas cenas de assassinato fazendo com que elas ficassem mais emocionantes e poéticas. Não podemos esquecer que este filme não podia ter cenas explícitas de violência já que era também destinado a um público adolescente, e também pelo fato de, a meu ver, não ser o foco principal abordado no filme.

No final o filme nos deixou uma incógnita nos fazendo pensar se Kat realmente se apaixonou por Peeta ou se ela se envolveu com ele apenas com o intuito de se manter viva por mais tempo. Pelo visto teremos que esperar o segundo filme para descobrirmos. Adorei, recomendadíssimo. E vocês, o que acharam?

Título original: Hunger Games
Roteiro: Billy Ray, Gary Ross e Suzanne Collins
Direção: Gary Ross
142 minutos


TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=SUyLvbbm0pk




30Jul
Conselho de Amiga
Postado por MiCandeloro Em Drama, Infanto-Juvenil, Livros, Novo Conceito, Parceiros, Resenha

Ruby está completando 16 anos, mas o dia especial não é tão doce quanto foi planejado. Seu pai, desaparecido há muito tempo, aparece e Ruby não quer ter nenhum contato com ele. Ao contrário, ela quer sair com suas amigas: a leal Beth, a perigosa Katherine e a fofoqueira Maria. Elas dão muitos conselhos a Ruby – sobre garotos, sobre seu pai, como ela deve se vestir e como deveria estar se sentindo. Mas, na verdade, ela não sabe o que pensar ou sentir. Especialmente quando um novo garoto entra em cena e Ruby descobre que algumas de suas amigas não são tão sinceras quanto dizem.

A história do livro gira em torno da vida de Ruby, uma adolescente que está completando 16 anos e que no dia da festa do seu aniversário, seu pai, Jim, reaparece, reabrindo uma ferida há tempos adormecida em seu coração. Desde a partida misteriosa e abrupta de seu pai, Ruby tem uma vida muito conturbada e emocionalmente abalada. Ficou anos em tratamento psicoterápico tentando se curar do trauma e no decorrer do livro fica visível que ela nunca conseguiu ter uma vida “normal”. A relação dela com a mãe é muito distante, ambas têm um problema bem sério de comunicação e falta de intimidade, e isso agrava seus sentimentos de solidão. As duas nunca conseguiram conversar abertamente sobre a partida de Jim, pois nunca se recuperaram plenamente desse episódio. E o fato de terem compartilhado essa experiência dolorosa só as afasta ainda mais. A única pessoa com quem Ruby conseguia se abrir e que a fazia se sentir melhor, era sua melhor amiga Beth.

Beth e Ruby eram amigas desde crianças, e desde que Jim abandonou Ruby e sua mãe, Beth e Ruby ficaram ainda mais próximas. Beth tinha um instinto muito forte de querer proteger e poupar a amiga de quaisquer sofrimentos e, por isso, vivia dando conselhos a ela de como viver, como se sentir, do que fazer. Além de Beth, Ruby tinha outras duas amigas, Maria, uma menina interessada somente no assunto que dizia respeito aos meninos, namoro e ficadas, e Katherine, uma menina muito diferente das demais, impulsiva, agressiva, egoísta e individualista.

Desde seu aniversário, Ruby se depara com um turbilhão de sentimentos e dúvidas. Ela nunca conseguiu entender porque seu pai saiu de casa, porque as abandonou, e isso a corrói por dentro. Quando ela descobre que seu pai ainda está na cidade, e quer vê-la, isso cai como uma bomba em seu colo porque ela não sabe o que fazer. Ela quer vê-lo? Ela quer esquecê-lo? A única coisa que ela sabe é que ainda sente muito ódio dele e pena da mãe. E tudo piora quando ela descobre que uma de suas amigas não é tão sincera como ela imaginava. De que servem conselhos se quem os dá não tem moral para opinar?

No meio dessa confusão, Ruby conhece Charlie, um menino doce, meio fora do comum que mexe com seus sentimentos. Seu primeiro amor, seu primeiro namorado. E ele é essencial em sua vida, para acalmá-la, escutá-la, ampará-la e ajudá-la a decidir o que fazer. Mas no final do livro descobrimos que nem tudo é como parecia ser. Ruby enfrenta um choque de realidade que quebra todas as crenças que ela tinha até então. Máscaras caem e ela tem que aprender a enfrentar seus medos e inseguranças para tomar as rédeas da sua vida e vivê-la livremente pela primeira vez, sem a interferência de ninguém.

Quando li a sinopse do livro, achei que fosse um Chick lit adolescente, leve e divertido de se ler. Infelizmente não é. Achei o livro cansativo e arrastado. O tempo todo eu ficava esperando “algo” acontecer para dar um rumo e engrenar a história, mas esse “algo” nunca chegava. Em nenhum momento me diverti, ou ri, pelo contrário, o livro é bem dramático e intenso, como os sentimentos a flor da pele de um adolescente. Ruby está vivendo um momento bem negro de sua vida, então somos levados a dividir com ela esses momentos de dor, solidão, desespero e dúvida. Quando chegava cada vez mais perto do final, torcia para que a história me surpreendesse e desse uma guinada, mas infelizmente o final foi bem previsível e pouco emocionante.

Talvez tenha esperado demais desse livro, ou talvez não tenha gostado da narrativa da autora, por isso tenha me decepcionado. Nada contra literaturas infanto-juvenis, pelo contrário, adoro, já li várias, e também adoro ver filmes e seriados nesse estilo, porque lembro de mim adolescente e me identifico bastante com todas essas histórias de teenager drama, mas esse livro infelizmente não me impressinou e nem me prendeu.

Acho que o único ponto favorável que o livro teve, foi o fato de nos fazer pensar sobre os “conselhos de amiga”. Têm muitas pessoas que por medo e insegurança de viverem suas vidas, acabam vivendo conforme o que os outros dizem ou acham, por ser algo mais fácil e confortável de se lidar. Acontece que os outros não estão vivendo na nossa pele, e não têm condições de saber o que realmente é melhor pra nós. Aquela velha história, se conselho fosse bom, seria vendido e não dado. Temos que aprender a viver de acordo com os nossos sentimentos e crenças e deixarmos um pouco de lado a opinião dos outros, só assim seremos livres para errar e acertar, e para vivermos a nossa vida. Só assim não nos arrependeremos das escolhas que fizemos por causa de conselhos dados por outros. E acho que essa é uma das lições que Ruby aprende no final do livro.

P.S. Depois que termino de fazer minha resenha tenho o costume de ir no google pesquisar sobre a opinião de outras pessoas sobre o mesmo livro/filme/seriado, ver o ponto de vista delas, ver se não me esqueci de comentar algo relevante/importante. Duas coisas me chamaram atenção sobre as resenhas desse livro: Primeiro, cada resenha que li abordou um foco específico sobre o livro. Por ex., eu falei mais sobre os “conselhos de amiga”, a necessidade de vivermos a vida sem depender de ninguém, outras pessoas abordaram o tema divórcio, outras a relação de pais e filhos, outras sobre o crescimento pessoal, etc. Vendo isso, percebi como cada resenha, vistas de forma individual, são pobres  por não conseguirem analisar a obra como um todo e de maneira profunda. E somente lidas em conjunto é que se pode realmente ter uma boa análise do livro.

Em segundo lugar, 95% das resenhas brasileiras que li compactuam com a minha opinião, dizendo que a obra realmente foi fraca, sem graça, que poderia ter desenvolvido melhor a história e os personagens. Então resolvi procurar por resenhas estrangeiras e fiquei totalmente surpresa quando vi que 100% delas amamaram o livro, dizendo que ele era hipnotizante, divertido, emocionante. Fiquei muito confusa tentando entender o porque da diferença de opinições. Me fez pensar muito e acho que a ficha finalmente caiu. Talvez o alvo das nossas críticas, decepção e desgosto não tenha sido o livro em si, a narrativa da autora e sim, a tradução. É a única explicação que tenho para essa divergência de opiniões entre nós brasileiras e as meninas lá de fora. Talvez a tradutora tenha sido infeliz ao pegar um texto bem escrito, divertido e ter transformado-o num texto formal e chato. Acredito que deva ser muito difícil traduzir um livro escrito em uma outra língua, de uma outra cultura, para a nossa. Mas creio eu que em muitos casos, infelizmente, ao invés de livros serem traduzidos, eles são adaptados e uma nova história é escrita.  Agora fiquei muito curiosa. Adoraria saber a opinião de vcs, principalmente de quem teve a oportunidade de ler o livro original escrito em inglês.

Conselho de Amiga – Siobhan Vivian
Editora Nova Conceito
223 páginas
Comprar: Submarino




19Jul
Smash
Postado por MiCandeloro Em Drama, Resenha, Romance, Seriados

Na trama, Julia e Tom, um time de compositores de sucesso interpretado por Debra Messing e Christian Borle, começam a trabalhar em um novo musical baseado na vida de Marilyn Monroe. Eileen, uma produtora tenaz (Anjelica Houston) aparece, dificultando a tarefa de encontrar a atriz que interpretará o ‘ícone da tela de prata’. Ivy Lynn, uma veterana da Broadway, parece ser a escolha óbvia. Mas Karen Cartwright (Katharine McPhee), uma jovem de Iowa com um sonho de se tornar estrela da Broadway, entra e faz todo mundo ficar na dúvida. Então, quem ficará com o papel e começará uma jornada que mudará suas vidas? É uma história antiga, mas uma estrela só poderá nascer mais uma vez. Enquanto isso, Julia e seu marido estão no meio de uma complicada adoção; o marido da produtora começa um processo de divórcio que poderia ameaçar as finanças do show, e o brilhante diretor, mulherengo pode descarrilar tudo pondo a jovem estrela em uma posição comprometedora.

Smash é um seriado musical americano criado por Theresa Rebeck e produzido por Steven Spielberg. Estreiou no Brasil no final de março no canal Universal Chanel e já promete uma segunda temporada. Ele tem como tema central as histórias que acontecem nos bastidores da Broadway, um universo que até então era restrito para meros mortais como nós.

O episódio piloto começa mostrando os inseparáveis amigos, Tom e Julia, decidindo criar um musical sobre Marylin Monroe. Para dar vida a esse projeto, além de um bom roteiro e lindas composições, eles precisam de uma boa equipe e patrocínio. Eileen, ex-mulher de um produtor conceituado no show biz, se apaixona pela ideia de Tom e Julia e vê nela a grande oportunidade de produzir seu primeiro musical e de provar a todos que ela é capaz e que não depende de seu ex-marido para nada, muito menos do seu dinheiro. Depois de abraçar o projeto, Eileen convida Derek, um brilhante e mulherengo diretor musical, e desafeto de Tom, para integrar a equipe. Mas estava faltando um ingrediente especial para esse musical se tornar um sucesso: uma estrela.

Assim começa uma incansável busca por uma cantora que irá interpretar Marylin. Abertos os testes, Karen, uma jovem e novata atriz, recém-saída do interior, se candidata e cativa os produtores do musical. Porém Tom já havia previamente indicado a sua amiga Ivy para esse papel. Ivy é uma mulher ambiciosa, dona de uma voz imponente e maravilhosa e experiente no mundo do show biz. As perguntas que permanecem durante toda a temporada são: Quem será Marylin? Para quem você vai torcer? Até onde você iria para conquistar a fama? Qual o preço que você pagaria por isso?

Em Smash nós descobrimos como os shows são montados, a dificuldade de se criar uma música certa ou até mesmo de encontrar um bom título para um musical, veremos partes do espetáculo, ensaios, os relacionamentos proibidos passados na coxia, brigas, traições, cumplicidade, tudo com um toque de drama, ironia e humor.

A série conta com uma produção de alto nível, um elenco escolhido a dedo, atores de grande peso, como Anjelica Huston, que está maravilhosa interpretando Eileen, e também com participações especiais como Uma Thurman e Nick, dos Jonas Brothers. A maioria das músicas são criações exclusivas para o musical da Marylin, feitas por Marc Shaiman e Scott Wittman, apesar da série também ter incorporado algumas releituras de músicas famosas como, por exemplo, de Christina Aguillera, Bruno Mars e Adele.

O último episódio de Smash é bombástico, digno do título escolhido por Julia para ser o título do musical. Infelizmente não posso falar nada a respeito sem “vazar informações”, a única coisa que posso dizer é que estou ansiosamente esperando pela segunda temporada. Super recomendadíssimo. Outra dica, para quem amar as músicas apresentadas no seriado assim como eu, comprem o CD do Smash, que vem recheado com 13 músicas, dentre elas, músicas originais e algumas releituras. Não me canso de ouvir.

Assistam o trailer abaixo. Infelizmente não encontrei um trailer legendado à altura do seriado, mas quem entender inglês, procurem pelo trailer extendido no youtube.

Smash
Universal Chanel
1ª Temporada – 15 episódios


TRAILER

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=qYLlstLYZH4




03Jul
A última carta de amor
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Intrínseca, Romance

Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Assim que li pela primeira vez, a sinopse desse livro, já me interessei. E com certeza, a capa ajudou muito para que eu quisesse lê-lo o mais rápido possível.

A autora começa a nos contar a história a partir de 1960, Londres, Jennifer Stirling está no hospital e aos poucos vai recobrando a consciência. Ela sofreu um acidente de automóvel e perdeu a memória. Todos à sua volta são muito amáveis e prestativos, mas ela não tem idéia de quem sejam eles.

Ao voltar pra casa, tudo lhe é estranho. As roupas impecáveis em seu guarda-roupa, as jóias magníficas, a imensa casa. Ela não quer que seu marido perceba o quanto ele lhe é estranho, então ela tenta fingir que está tudo bem, que só se sente cansada. Ela conta com a ajuda de sua prestativa empregada, a Sra Cordoza.

Os dias vão passando e ela vai tentando se adaptar à sua “nova vida”. Até que em uma de suas explorações pelos cantos da casa, encontra uma carta de amor. Endereçada a ela e assinada somente como B. Ela fica chocada ao perceber que B, supostamente seria seu amante. E mais chocada ainda, ao encontrar outras inúmeras cartas e descobrir que sua intenção, pouco antes de sofrer o acidente, seria fugir com o misterioso B e abandonar o seu marido.

Estarei na Plataforma 4, às 19h15, sexta-feira à noite e nada no mundo me faria mais feliz do que você encontrar coragem para vir comigo. Saiba que você tem meu coração, minhas esperanças em suas mãos.
Seu,
B

Apesar do choque, ela luta desesperadamente para tentar se lembrar quem é B, que a ama tanto. E ela não pode contar com ninguém para descobrir. Pois apesar de ser um amor intenso, o que ela fez com seu marido foi grave, traição.

Estar com você – a milhares de quilômetros de você – não me traz nenhum alívio. O fato de eu já não estar atormentado por sua proximidade, de já não precisar encarar diariamente minha incapacidade de ter a única coisa que eu realmente quero, não me curou.  Piorou as coisas. Meu futuro parece uma estrada desolada e vazia.

Londres, 2003, quatro décadas depois, Ellie Haworth está no jornal onde trabalha, em busca de alguns arquivos para sua próxima matéria. Ela encontra umas das cartas de B. para Jennifer, escrita 40 anos atrás. Ellie fica tão emocionada com aquelas palavras, com tamanho sentimento e ainda mais porque ela também está tendo um caso com um homem casado.

Ellie acaba se esquecendo de sua matéria e fica obsecada por essa carta. Tudo o que ela quer agora é encontrar os protagonistas desse tórrido caso de amor e juntar o casal, separados pelo destino a 40 anos.

Já faz alguns dias que terminei a leitura desse livro maravilhoso. Mas agora, escrevendo a resenha, sinto novamente todas as emoções que senti ao lê-lo. É uma história de amor tão linda, tão romântica, tão intensa e se passa em Londres, cidade que eu amo como cenário para filmes e livros. A busca de Jenny por descobrir quem seria B, sua atitude perante seu marido. E depois, a busca de Ellie pelo romântico casal, que teve seu amor interrompido bruscamente.

Eu imaginei que fosse uma bela história de amor, “A última carta de amor”, mas não imaginei que fosse ser tão marcante e intenso. Comovente, sensível, delicado. São tantos os adjetivos que poderia ficar horas descrevendo. Me fez chorar. E definitivamente, “A última carta de amor” é mais um livro que foi pra minha lista de favoritos. Recomendadíssimo!

A última carta de amor - Jojo Moyes
Editora Intrínseca
482 páginas
:love: :love: :love: :love: :love:
CAPAS





12Jun
Um rosto bonito
Postado por Ju Oliveira Em Bertrand Brasil, Drama, Romance

Lori Lansens é conhecida internacionalmente por romances que levantam assuntos importantes. Em seu primeiro livro, trata do abandono de crianças pelos pais; no segundo, do nascimento de irmãs siamesas. Em Um rosto bonito, Lori apresenta a questão da obesidade e do amor próprio, mostrando que o sucesso está sempre na mão de cada um e que rótulos foram feitos para serem quebrados. Mary trabalha numa farmácia, tem 43 anos, 1,67 metro de altura, pesa 150 quilos e está se preparando para a comemoração de bodas de prata com o alto e bonito Jimmy Gooch. Contudo, ele desaparece, deixando-lhe um estranho bilhete e uma conta com razoável quantia. Assustada e sem compreender o porquê de tal atitude, Mary sai em busca de seu amado. Para muitos pode parecer normal, mas ela nunca esteve em um aeroporto, não sabe usar celular e se assusta com qualquer problema financeiro. Apesar do isolamento do mundo e da inércia em virtude, sobretudo, das gozações que recebe na vizinhança, a determinação e a meiguice da protagonista vão conquistar o leitor desde o início, fazendo-o se divertir, até mesmo, com os desejos alimentares que a atingem durante todo o dia. Lori Lansens trata de questões importantes, como a busca incessante pelo corpo perfeito e a não aceitação das pessoas diante de quem escolhe não seguir um script “ideal”. Além disso, traz à tona o debate sobre estar ou não apaixonado. Muitos leitores pensarão que Mary é louca pelo marido. Outros, que ela se acostumou com a vida e que tem medo de mudanças profundas. Qual será a verdade?

Um rosto bonito me encantou por sua simplicidade. Mary Goosh tem 43 anos e sofre de obesidade mórbida (1,67 metro de altura, 150 quilos). Casada à 25 anos com um lindo homem, alto, atlético, olhos verdes. Mary sofre de complexo de inferioridade, é muito retraída, tímida e insegura.

O mundo de Mary se resume em duas coisas: comida e seu marido Jimmy. Às vésperas de suas bodas de prata, ela espera o marido em casa como de costume. Mas ele não aparece. E as horas vão passando, ninguém tem notícias de Jimmy, então Mary percebe que simplesmente foi abandonada pelo marido que tanto ama.

No início, ela não sabe o que fazer, a quem recorrer. Ela percebe que está completamente sozinha agora, sem Jimmy por perto para lidar com todos os mínimos detalhes de suas vidas. Mary sempre conviveu em completa inércia. Não sabe usar celular, computador, nem mesmo pagar uma conta no banco. Todos esses detalhes sempre foram feitos por Jimmy.

Mary então toma uma atitude que irá mudar para sempre o rumo de sua vida. Ela decide ir atrás de seu amor. Parte então de sua pequena cidade no Canadá até a capital, Toronto, onde mora a irmã de Jimmy. Lá ela descobre que seu marido pode estar na casa da mãe em Los Angeles. E contrariando todas as expectativas, Mary parte para o que será a maior aventura de sua vida. É a primeira vez que ela pisa em um avião. Mas Mary está decidida a reencontrar o seu amor e trazê-lo de volta se for preciso.

Tamanha é sua surpresa, ao ir ao banco pela primeira vez e constatar que em sua conta o saldo é de 25 mil dólares. Então, o marido a abandonou mas a deixou com uma significativa quantia em dinheiro. Mas Mary não se importa com dinheiro. Tudo o que importa nesse momento pra ela é encontrar Jimmy e saber o por quê dele tê-la abandonado, justo às vésperas de suas bodas de prata.

Durante sua jornada, Mary conhece pessoas incríveis, que a ajudam sem querer nada em troca. Por conta de toda essa mudança repentina em sua vida, ela perde completamente o apetite e começa a emagrecer muito rápido. Muitos são os questionamentos que a atormentam agora. Ela começa a perceber tudo o que perdeu além do marido. Sua alto estima, sua alegria de viver, de conhecer novas pessoas, de conviver com os poucos amigos que tinham.

Quando comecei a ler “Um rosto bonito”, confesso que não tinha muitas expectativas. Deve ter sido por isso que me surpreendi tão positivamente. Não é aquele tipo de história que te prende, não te deixa desgrudar das páginas do livro. Mas vai te conquistando aos poucos, página por página, devagarzinho. A força que a Mary vai descobrindo que possui, a coragem que ela nunca imaginou que tivesse, a ousadia e o carisma que acaba conquistando todos ao seu redor.

Gostei muito da história, e quando acabou, não conseguia tirar a Mary da cabeça. Sabe aquele tipo de história que você gostaria muito que tivesse uma continuação? Pois é… ficava imaginando os próximos passos dela, depois que virei a última página. Uma história marcante, que com certeza vai tocar o coração de quem conhecer a Mary e sua força interior. Eu recomendo!

Um rosto bonito – Lori Lansens
Bertrand Brasil
404 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva
:love: :love: :love: :love:
Capas




19Mar
A mulher de preto
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Editora Record, Suspense/Terror

O jovem advogado Arthur Kipps, contratado por Crythin Gyfford a atender e cuidar dos papéis da recém-falecida Sr. Alice Drablow, uma viúva idosa que vivia sozinha na solitária e afastada Eel Marsh House. Enquanto trabalha na casa, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. A situação piora quando ele entende que o vilarejo é refém do fantasma de uma mulher magoada, em busca de vingança.

Uma história tensa e arrepiante! Quando o jovem advogado Arthur Kipps é enviado para a pequena cidade de Crythin Gyfford, nos arredores de Londres, ele nem imagina que sua vida está prestes a mudar, que suas noites nunca mais serão as mesmas.

Na verdade, a história nos é contada pelo Arthur já com uma certa idade. Ele viveu anos e anos sofrendo com o pavor ao se lembrar dos dias em que passou em Crythin Gyfford. Então resolveu colocar no papel toda essa assustadora história, quem sabe assim ele conseguiria exorcisar todo o medo que  sentia dentro de sua alma.

Logo que ele chega na cidade e comenta com alguns moradores que veio a serviço, cuidar de alguns papéis da recém falecida Sr. Alice Drablow, todos os olham apavorados  e questionam sua coragem de ir até a Casa do Brejo da Enguia, um lugar inóspito, de acesso restrito pelas altas e baixas marés, cercado por um pântano com areia movediça. Nada parecia ser pior do que esse lugar isolado e lúgubre.

Mas Arthur resolve não dar ouvidos aos assustados moradores e decide fazer seu trabalho na casa  e o mais rápido possível voltar a Londres para os braços de sua adorável noiva.

Somente ao chegar lá na Casa do Brejo da Enguia e sente na pele, provavelmente aquilo que os moradores já sentiram antes. É um medo tão grande e sólido que ele jamais imaginou que pudesse sentir. E não é um medo de algo real, pois não há mais ninguém além dele na casa. Mas ele sabe que não está sozinho, que tem por companhia alguma força maior, de outro plano espiritual.

Mesmo sufocado de medo ele não quer desapontar seu chefe e decide procurar pelos importantes papéis da velha viúva. Mas quando além de sentir a presença de coisas malignas, ele começa a vê-las, o pavor toma conta de seu ser.

Um homem pode ser acusado de covardia por fugir de todos os gêneros de ameaças físicas, mas quando coisas sobrenaturais, imateriais e inexplicáveis põem em riso não apenas sua segurança e seu bem-estar, mas também sua sanidade, sua própria alma, recuar não é um sinal de fraqueza, mas o curso mais prudente a seguir.

Arrepiante!!! Na verdade, eu achava que fosse sentir mais medo lendo esse livro, não foi tanto assim, mas não gostei muito da sensação de ler a noite depois que todos estavam dormindo :)

A história em si é boa, é forte, pesada. Só o que me incomodou um pouco foi o excesso de descrição da autora, Susan Hill. Tudo muito detalhado, até o que não seria necessário ser tão bem explicadinho. Mas apesar disso, a autora soube construir um personagem marcante. O livro foi adaptado para o Cinema e  estreiou recentemente aqui no Brasil. Quem faz o papel do jovem advogado é ninguém mais ninguém menos do que Daniel Radcliffe, o eterno Harry Potter.

Ainda não tive a oportunidade assistir o filme, mas quero muito ver como ficou a adaptação. Quem viu disse que é muito assustador. Assim que assistir volto aqui contar o que achei. Mas vale a penas ler o livro antes de ver o filme, eu particularmente não gosto de ver primeiro o filme depois ler o livro.  Recomendo!

A mulher de preto – Susan Hill
Editora Record
207 páginas
Comprar: Submarino (Só R$22,90)
:love: :love: :love: :love:
Trailer
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=brj7TpNFc-o



07Mar
Um mundo brilhante
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Novo Conceito, Romance

Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Uma história que te convida a refletir sobre a vida. Ben Bailey é um professor de História, na cidade de Flagstaff. Para completar sua renda, também trabalha em um bar na cidade. Noivo de Sara, a vários anos, faz tudo para adiar a fatídica data do casamento. Não gosta de falar sobre o assunto. Por comodidade, acaba aceitando sua vida morna e sem graça. Ben não vê  outra opção a não ser aceitar.

Sua vida vira de cabeça pra baixo, quando ao sair para pegar o jornal,  numa manhã gelada, com muita neve precoce, ele se depara com um rapaz caido em frente a sua casa. Muito ferido e ensanguentado. Ben liga imediatamente para a Emergência.

Aquela cena, aquele rapaz agonizando em frente à sua porta, mexeu profundamente com seus sentimentos. Ele não sossegou enquanto não foi ao hospital, para ter noticias sobre o rapaz. Lá, ele conhece a irmã do rapaz, Shadi, uma jovem artista plástica. De alguma forma, Ben se sente responsável pelo que aconteceu, simplesmente porque Rick, foi achado em frente à sua porta. Ele decide ajudar Shadi no que for preciso. E quer ajudar a policia a descobrir o que realmente aconteceu a Rick.

O rapaz não resiste aos ferimentos e acaba morrendo. E por consequência, Ben está cada dia mais próximo de Shadi. Tão próximo, que acaba interferindo em sua vida com Sara e em seus sentimentos por ela.

O que mais me chamou atenção nesse livro foram os questionamentos de Ben em relação à sua vida.  Ele não estava satisfeito com seu trabalho como professor de História, muito menos com seu trabalho de meio período em um bar. Sua vida amorosa com Sara era morna. Definitivamente Ben não era feliz. Até o dia em que conheceu Shadi, que apesar da situação, era uma jovem que irradiava alegria de viver.

Dividido entre sua cômoda vida de “casado” e a paixão repentina por Shadi ele acaba preso em dúvidas e ao medo de agir, de tomar decisões que podem mudar completamente o rumo de sua vida. Quando finalmente Ben decide esquecer sua monótona vida ao lado de Sara e arriscar viver sua paixão por Shadi, o destino mais uma vez lhe dá um pontapé.

O livro mostra claramente como nossas escolhas podem afetar o rumo de nossas vidas, cada decisão tem um preço.

Gostei bastante da narrativa do livro, de muito fácil entendimento. Difícil é acreditar que o livro foi escrito por uma mulher, T. Greenwood, pois nos revela de maneira sincera os sentimentos e desejos de uma alma masculina. Um romance adulto e inteligente, que como já citei, nos faz refletir sobre nossas próprias escolhas na vida. Recomendo!

Um mundo brilhante – T. Greenwood
Editora Novo Conceito
336 páginas
Comprar: Saraiva
:love: :love: :love: :love:



29Feb
A Resposta
Postado por Ju Oliveira Em Bertrand Brasil, Drama

Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.

Acabei de ler “A Resposta”. Ainda sinto na pele todos os sentimentos que esse livro me causou. Estou maravilhada!

A história se passa no ano de 1962, na cidade de Jackson, Mississipi, EUA. Eugênia Skeeter, 22 anos,  acaba de voltar para a casa dos pais após de se formar na faculdade. Tudo o que sua mãe quer é vê-la casada com um bom moço. Mas o sonho de Skeeter é ser escritora.

Aibileen é uma empregada doméstica negra, muito sábia e respeitada. Ela já está criando a sua 17ª criança branca. Ela é muito apegada à menininha que cuida, Mae Mobley, de 2 aninhos.

Minny,melhor amiga de Aibileen também empregada doméstica negra, famosa por cozinhar como ninguém em Jackson, muito honesta e dedicada. Mas seu maior defeito já a fez perder muitos empregos. Ela não leva desaforo pra casa, não consegue controlar a própria lingua.

Essas três mulheres, diferentes uma da outra, vão se unir num projeto arriscando, clandestino e perigoso. Skeeter, está cansada de ver a barreira que separa os brancos e os negros no Mississipi. Os negros tem que usar banheiros separados, frequentar bares, cinemas, supermercados exclusivos para negros. Ela não aguenta mais  tanto preconceito e limites.  Então,  decide escrever um livro, onde as empregadas domésticas negras, contam suas histórias vividas nas casas das patroas brancas.

Skeeter sabe que a idéia é muito arriscada, mesmo trocando o nome de todos os envolvidos e até mesmo criando um nome ficticio para a cidade. Resolve então convidar Aibileen, empregada de sua amiga Elisabeth. Aibileen aceita o desafio, mas é preciso pelo menos mais 12 empregadas negras para contar suas histórias.  Skeeter e Aibileen, precisam ter muito cuidado ao contar as outras domésticas o plano de se escrever o livro.

O que eu achei do livro? Nossa, difícil encontrar palavras para dizer o quanto eu amei essa história! Uma história forte e ao mesmo tempo cômica. Simples, como nas palavras das domésticas negras. E profundo, que toca o nosso coração.

O livro é dividido em capítulos onde cada uma das três principais personagens. Skeeter, Aibileen e Minny nos mostra o seu ponto de vista. Difícil dizer qual das três personagens mais me cativou. Mas creio que tenha sido a Aibileen. Ela é tão delicada, amorosa, submissa e gentil, que dá vontade de ouvir mais e mais histórias contadas por ela, sobre seus 17 bebês brancos que ajudou a criar. Sua relação com a pequena Mae Mobley é tão tocante, chorei muito lendo as partes em que ela ensinava a pequena a ter amor por todos independente de sua cor.

No final do livro, temos uma breve biografia da autora “Kathryn Stockett por ela mesma” onde ela conta sobre sua infância na cidade de Jackson no Mississipi, sua convivência com a sua querida empregada negra, os limites impostos e as barreiras. Difícil acreditar que esse livro seja ficção. Acho que tem muito mais verdade nele do que a autora quis que acreditássemos.

Enfim, o melhor livro do ano pra mim até agora, já foi para os meus Favoritos, com certeza. E é aquele livro que eu vou recomendar pra todo mundo, quero que todos leiam e se encantem com a história dessas três mulheres.

A Resposta - Kathryn Stockett
573 páginas
Editora Bertrand
Comprar: Submarino||Saraiva
(L) (L) (L) (L) (L)
EDITANDO
Acabei de assistir ao filme “Histórias Cruzadas” em que o livro “A Resposta” foi baseado. O filme é tão lindo quanto o livro. Muitíssimo fiel, acho que o mais fiel que já vi até hoje. Quase todas as falas das personagens do filme tem no livro. Vale muito a penas assistir, mas claro, só depois de ler o livro.
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=Q7XOj3wHxl8&feature=fvst

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23Nov
Vida roubada
Postado por Ju Oliveira Em Biografia, Drama, Editora Record, Memórias

Em junho de 1991, aos 11 anos de idade, Jaycee Lee Dugard foi raptada enquanto esperava o ônibus da escola. Pelos próximos 18 anos, sua vida se tornou um verdadeiro pesadelo. Abusada pelo homem que a sequestrou, acabou se tornando mãe de duas crianças – e, de certa forma, também irmã, para tentar aplacar o intenso isolamento em que vivia.

Quando a Editora Record me ofereceu esse livro para resenha, nunca tinha ouvido falar sobre ele. Corri para saber do que se tratava a história. Assim que vi que se tratava de uma história real de sequestro de uma criança, me interessei. Sempre achei interessante histórias sobre sequestros, mas nunca tinha lido uma história verídica. Não imaginava que fosse me emocionar tanto.

Jaycee, uma garotinha de 11 anos de idade, saiu para pegar o ônibus para ir à escola, como fazia diariamente. O que ela não imaginava era que aquele seria seu último dia de liberdade, pelos próximos 18 anos.

Ela foi puxada para dentro de um carro por um casal, Phillip e Nancy Garrido. Eles a levaram para sua casa, um quartinho no quintal. E nesse quintal, Jaycee Dugard viveu por 18 anos.

O livro foi escrito pela própria Jaycee, quase dois anos depois de ser libertada. Ela narra de forma emocionante desde os primeiros dias de cativeiro, quando era uma ingênua menina de 11 anos, como foi abusada dia após dia por Phillip Garrido. O nascimento de suas duas filhas que teve com o sequestrador, o relacionamento dela com a esposa, Nancy.

O mais estranho de toda a narração de seu sofrimento por 18 anos, era saber que mesmo presa e molestada regularmente, Jaycee nutria um certo sentimento quase afetuoso pelo seu sequestrador. Apesar de pedófilo, Philipp nunca foi violento e agressivo com Jaycee, pelo contrário, muitas vezes a tratava com carinho e afeto. Absurdo!!!

“Às vezes acho que estou sendo muito dramática e reclamo demais. Que motivo eu tenho para reclamar? Tenho comida, tenho abrigo da chuva – bom, a menos que minha barraca esteja vazando. eu não quero magoá-lo (Phillip), às vezes acho que minha presença o magoa. Sendo assim, como posso dizer a ele que desejo ser LIVRE para ir e vir como quiser? LIVRE para dizer que tenho uma família. LIVRE.”

Jaycee, passou de menina a mulher na companhia dos Garrido, eles eram seu apoio, toda sua referência. E apesar de sentir imensamente a falta de sua mãe, sua irmã e toda sua família e amigos, Jaycee se sentia segura com os Garrido.

“Será que ela acha que estou morta? (minha mãe) Eu sinto tanta saudade dela, mais do que consigo compreender. Às vezes, eu tenho medo de não reconhecê-la. Às vezes eu me pergunto: se eu tivesse escolha, será que ficaria aqui ou iria embora? Não existe resposta fácil. Falta uma parte de mim que sempre vai estar lá com ela (minha mãe). Tem uma parte de mim, que sempre dói e sente a dor de perder a minha família e esta parte quer ficar completa, mas isso não pode acontecer até que eu me reúna com quem perdi. Eu queria ser mais forte.”

Nos últimos anos de cativeiro, ela ganhou a “liberdade” de poder sair de casa para passear com sua “família”. Ela, suas filhas, Phillip e Nancy formavam uma “verdadeira família” aos olhos de quem visse. Nesses últimos anos, Jaycee teve várias oportunidades de pedir ajuda, pois ela trabalhava com telefone e internet a sua disposição, mas o medo a paralisava e ela continuava a mercê do casal de sequestradores.

“A vida vale a pena simplesmente porque você a vive, ou vale mais se você fizer a vida acontecer? E se você não tiver escolha? Talvez você tenha que fazer a vida acontecer, seja para o bem ou para o mal. Você faz as escolhas na vida e tem que viver com as consequências destas escolhas. Será que eu tinha uma escolha “aquele dia”? Poderia ter escolhido ficar em casa ao invés de ir para a escola? Eu teria ficado de castigo, mas minha vida não teria mudado tão completamente. Será que eu escolheria estar aqui mesmo com tudo o que aconteceu?”

A história foi muito divulgada nos meios de comunicação de todo o mundo. Foi realmente um dos sequestros que mais chocou a população. Mas lendo o livro, pelas palavras da própria vítima, que hoje tem  31 anos, é muito mais emocionante. Eu me emocionei demais com esse livro. E com certeza recomendo a todos!

Vida Roubada – Jaycee Dugard
Best Seller
303 páginas
Comprar: Submarino||Saraiva
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14Sep
Água para Elefantes
Postado por Gabi Em Arqueiro, Drama, Romance

Olá pessoas! Como vocês provavelmente já devem estar sabendo, sou a Gabi, e estarei postando sobre todos aqueles livros que adoramos e tiveram a oportunidade de serem adaptados ao cinema. Para a minha estréia decidir falar do livro e filme, Água para Elefantes da autora Sara Gruen.

O livro conta a história da vida de Jacob Jankowski, um senhor de noventa, ou noventa e três anos que reside em uma casa para idosos desde a morte de sua esposa. Nos primeiros capítulos ao mesmo tempo em que somos apresentados ao Jacob idoso e dependente de um andador, conhecemos também o Jacob jovem, um aluno que está prestes a ser formar em uma faculdade conceituada de veterinária e que está seguindo a vida que esperava, porém, devido a uma fatalidade seus planos mudam literalmente da água para o vinho. Com a morte dos pais, e dívidas para o banco, ele se encontra sem absolutamente mais nada, e faltando um prova para receber seu diploma ele decide abandonar o que antes chamava de vida. Atônito e sem rumo, ele acaba pulando no interior de um trem em movimento. O trem vem a ser nada mais nada menos que o Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Que de espetacular só tem o nome. Sem dinheiro, sem casa, sem família, Jacob vê o circo como seu novo plano de vida alternativo. Conhece então Camel, um senhor idoso que foi o propulsor para ele ser contratado e finalmente fazer parte da família Benzini. Bárbara, a dançarina de striptease, que foi a primeira mulher que ele viu nua em todos seus vinte e três anos. Kinko, ou para os amigos íntimos, Walter, um anão ruivo com quem divide um alojamento no Esquadrão Voador. August, o patrão de lua, a quem lhe deve obediência. E todos os outros artistas, operários e aberrações do Circo dos Irmãos Benzini. E claro, suas duas paixões, Rosie e Marlena.

Todo o desenrolar do livro é uma mistura de recordações do passado, com pequenos fatos cotidianos do presente de Jacob Jankowski. Apresentando uma riqueza quase absurda de detalhes ele consegue nos fisgar cronologicamente ao ponto de sermos capazes de vagar entre os segredos das lonas de seu passado e a frustração com a comida de seu presente, sem perdemos o ritmo, ou ficarmos perdidos entre uma mudança de tempo ou outra. Como espectadores de uma grande apresentação, mergulhamos na história e se nos concentrarmos o mínimo que for, é possível escutar o barulho de crianças correndo, o cheiro de animais de circo e se ver na década de 30.

Era realmente só uma questão de tempo até esse best-seller ser adaptado para o cinema. A Fox Film Corporation viu o potencial do livro, e criou o roteiro para o filme. O elenco principal foi composto por Reese Witherspoon – ganhadora do Oscar pelo filme, Johnny & June – interpretando Marlena Rosenbluth, Christoph Waltz – ganhador do Oscar pelo filme, Bastardos Inglórios – interpretando August Rosenbluth, e Robert Pattinson – no momento apenas ganhador de muitos suspiros – interpretando Jacob Jankowski.

Como toda adaptação existe certos detalhes que deixam escapar. Alguns fazem muita diferença, outros nem tanto. Uma das coisas que mais me surpreendeu no filme foi o fato de terem retirado completamente o personagem Tio Al. Como o Al era o dono do circo já tinha o descartado como um personagem que deixariam de fora, porém foi isso mesmo que aconteceu. Os roteiristas fizeram uma junção de personagens, e Tio Al e August deixaram de ser duas pessoas distintas no livro, e passaram a ser uma só no filme. O que, na minha opinião, não modificou muita coisa. Em todo o livro o Al aparece como um ditador obcecado pelo seu circo, mas fica por trás das cortinas. Já August embora seja apenas o diretor do setor equestre, transmite muito mais autoridade, e medo. Os demais personagens o caracterizam como “de lua”, quando na verdade ele está mais para um psicopata bipolar, e Christoph Waltz conseguiu interpretar isso de uma forma espantadoramente bem.

O filme se chama Água para Elefantes, então nada mais normal do que você se ver ainda mais cativado pela elefanta aparentemente boba que a Rosie é (até mesmo o Robert chorou no dia que despediu do animal). No livro quando lemos as cenas em que ela está sendo cruelmente castigada é até difícil de imaginar, no filme então é quase impossível ver o August espetando ela – deixando claro que nenhum animal foi machucado durante as gravações do filme -. Porém existem cenas mais gratificantes como, por exemplo, quando acontece o primeiro espetáculo de Marlena. Você se deslumbra com os movimentos dos cavalos que praticamente não pisca, e no fim quase aplaude junto com a platéia. A partir daí é possível compreender como nosso veterinário perdido foi se apaixonar pela mulher do chefe.

A química entre Robert e Reese não foi a mais avassaladora que já vi. E isso vez o filme apresentar uma cara muito mais dramática do que romântica. O que agradou tantos os mais céticos ao amor, tanto os apaixonados incuráveis. Uma coisa em que a principio foi um erro, no decorrer da história se tornou uma ideia interessante. Para mim, a escolha da atriz Reese Witherspoon, havia sido muito equivocada, pois ela já apresentava a aparência de uma mulher mais velha, sendo que no livro ela não tem mais de 21 anos. Porém foi exatamente isso que reforçou a ideia de um amor inalcançável, já não bastava ela ser esposa do patrão perturbado, ainda havia esse pequeno detalhe. E ao mesmo tempo retratou com muito mais clareza a verdade sobre o circo onde eles trabalham. Um circo onde nada era completamente bonito, novo ou até mesmo bom.

“Você já sabe que Marlena não é nenhuma princesa romena. E Lucinda? Não chega nem perto dos 400 quilos. Uns 200, no máximo. E você acha mesmo que a tatuagem de Frank Otto foi feita por furiosos caçadores em Bornéu? Claro que não. Ele era um anotador de apostas no Esquadrão Voador, trabalhou nisso por nove anos. E você quer saber o que Tio Al fez quando o hipopótamo morreu? Ele trocou a água do bicho por formol e continuou a exibi-lo. Durante duas semanas viajamos com um hipopótamo em conserva. É tudo ilusão, Jacob, e não há nada de errado nisso. É o que as pessoas querem de nós. É o que elas esperam.”

Lendo, ou assistindo o filme, temos a oportunidade de observar o que acontece por trás da cortina de um circo. E chegamos a conclusão que nem sempre tudo é um espetáculo. Os palhaços nem sempre estarão alegres, e as mocinhas nem sempre serão bonitas.

Por fim, diferentemente do livro, não passeamos livremente pelo tempo, tudo é contado em um fôlego só. E eu senti falta de algumas reflexões que o Jacob fazia no asilo. Eram pequenas coisas que te envolviam mais na história, mas não vejo como isso poderia ser sido incorporado no filme. Aí o lado negativo de juntar 271 páginas em duas horas e alguns minutos. Mas, como se dizem, uma imagem diz mais que mil palavras. E todos os cenários do filme ilustram o que a nossa imaginação trabalhou o livro todo para compor. Quando pensamos em circo, nos remete uma ideia de infância, algodão doce e família. Logo um sentimento nostálgico começa a nos preencher e não somos capazes de evitar. Assistir esse filme é assim. Diferente do livro, onde você acaba rindo de mais, se surpreendendo demais, e se emocionando demais. O filme reúne tudo isso de modo sutil. Um modo que faz você querer repetir a dose porque sabe que ela não vai ser exagerada.

Trailer do Filme – Água para Elefantes

httpvhd://www.youtube.com/watch?v=xrUefmZRGwo

Capas do livro

Livro - Água para Elefantes

Editora Arqueiro

271 páginas

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DVD Água para Elefantes

20th Fox Century

Duração de 122 minutos

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01Jun
Quarto – Emma Donoghue
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Resenha, Verus Editora

Para Jack, um esperto menino de 5 anos, o quarto é o único mundo que conhece. É onde ele nasceu e cresceu, e onde vive com sua mãe, enquanto eles aprendem, leem, comem, dormem e brincam. À noite, sua mãe o fecha em segurança no guarda-roupa, onde ele deve estar dormindo quando o velho Nick vem visitá-la. O quarto é a casa de Jack, mas, para sua mãe, é a prisão onde o velho Nick a mantém há sete anos. Com determinação, criatividade e um imenso amor maternal, a mãe criou ali uma vida para Jack. Mas ela sabe que isso não é suficiente, para nenhum dos dois. Então, ela elabora um ousado plano de fuga, que conta com a bravura de seu filho e com uma boa dose de sorte. O que ela não percebe, porém, é como está despreparada para fazer o plano funcionar.

Primeiramente, queria pedir desculpas aos meus leitores, porque eu sei que não vou conseguir expressar tudo o que senti lendo  “Quarto“. Mas prometo que farei o máximo pra tentar transmitir pelo menos um pouquinho das sensações que senti lendo o livro.

Jack é um menino de cinco anos que nasceu e cresceu dentro de um quarto. Aos 19 anos, sua mãe foi raptada pelo “velho Nick“. E dois anos depois, Jack nasceu no quarto. Apesar de nunca ter saido do quarto, Jack é um menino muito esperto. Sua mãe sempre leu os seus cinco livros pra ele. Ela lhe contava muitas histórias, lhe ensinou a ler e a escrever. A única distração existente no quarto era uma velha televisão.  E Jack sempre se divertiu muito assistindo seus programas favoritos, principalmente “Dora, a aventureira”. Tudo que Jack via na televisão, ele pensava que só existia lá! Que era tudo de mentirinha, as “outras” pessoas, o céu, o mar, as montanhas. Só existiam dentro da televisão. Jack e a Mãe, apesar de viverem trancados no quarto, sempre se divertiram muito, tinham uma rotina “agitada” e nunca se sentiam entediados. Tinham hora pra tudo,hora de dormir, hora das refeições, hora de brincar… Todas as noites, Jack tinha que dormir no Guarda-roupa, sua mãe não queria que ele sequer visse o velho Nick. E após as visitas do velho ao quarto, Jack voltava a dormir na cama com sua mãe. Um era totalmente dependente do outro. Jack  jamais conseguiria se imaginar sem a Mãe.

“Hoje eu tenho cinco anos. Tinha quatro ontem de noite, quando fui dormir no Guarda-Roupa, mas quando acordei na Cama, no escuro, tinha mudado pra cinco, abracadabra. Antes disso eu tinha três, depois dois, depois um, depois zero.”

A narrativa do livro é fascinante! O único narrador da história toda é o próprio Jack, que com sua inocência e esperteza, nos apresenta seu mundo no Quarto. Ele ama o quarto, ama estar com sua mãe lá. Nada lhe falta, porque pra ele não existe mais nada no mundo além daquele mundinho que a Mãe criou pra ele. Mas apesar de viver feliz, sua curiosidade está cada vez maior e a mãe já não tem mais tanta imaginação pra inventar histórias pra ele.

Até que finalmente, depois de 7 anos sofrendo constantes abusos sexuais, vivendo indignamente, a Mãe resolve pôr em prática seu elaborado plano de fuga. Mas para esse plano dar certo, Jack terá que ser perfeito! Só há uma chance de conseguirem escapar do “Quarto” e eles vão arriscar suas próprias vidas para fazer isso dar certo.

Quarto é um livro cativante, emocionante, delicado e arrebatador! Na verdade é uma montanha russa de sentimentos que se tem lendo o livro. Numa mesma página, eu conseguia rir e chorar. Nunca  tinha lido um livro tão intenso, que me deixasse tão perturbada e ao mesmo tempo maravilhada com a visão do pequeno Jack. Sem dúvida, o melhor livro que li esse ano. Virou meu Favoritíssimo. Vai ser sempre minha primeira opção na hora de presentear alguém com um livro. Quero que todo mundo possa ter a chance de se emocionar com o mundo de Jack. Assim como eu me emocionei.

Quarto é impossível ser comparado com qualquer outro livro, a autora surpreendeu o mundo com essa obra prima. Um livro único. Só peço uma coisa: Leiam Quarto de Emma Donoghue. Com certeza, não irão se arrepender, eu garanto!

Bom, espero ter conseguido demonstrar o que esse livro me passou. Já estou com saudades do Jack.

Quarto – Emma Donoghue
Editora Verus
349 páginas
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BOOK TRAILER
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=diUkZIDsb7w&feature=player_embedded




30May
Um amor para recordar
Postado por Ju Oliveira Em Drama, Nicholas Sparks, Novo Conceito, Resenha, Romance

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“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”

Landon Carter é considerado um bad boy. Junto com sua turminha inseparável, eles aprontam todas na cidade de  Beaufort (litoral da Carolina do Norte).

Meu nome é Landon Carter, tenho 17 anos.
Esta é a minha história – e prometo contar tudo.
No início você vai sorrir, depois vai chorar – não diga que não avisei.

De classe média alta, filho de um político que mal aparece em casa, Landon tem em sua mãe uma boa amiga. Jamie Sullivan é totalmente o oposto. Uma menina tímida, sem amigos, muito religiosa, filha do pastor da cidade, sua companheira fiel é a biblia.  Jamie e Landon sempre estudaram juntos, mas nunca foram amigos. Até o dia em que o acaso toma conta de suas vidas. Por uma sucessão de acontecimentos, Jamie se torna a única menina disponível para o baile da escola.  E Landon, precisa ir ao baile! Ela é sua única opção. Mas ele não consegue se imaginar indo ao baile com Jamie Sullivan, a menina mais esquisita da escola.  Finalmente, Landon cria coragem e a convida para o baile.

Eles ensaiam juntos para a peça de teatro da escola, que será apresentada às vésperas do Natal. Mas após o baile, Landon não quer mais nenhum contato com Jamie, o que seus amigos iriam pensar? Mas Jamie insiste nessa amizade, sempre pedindo algum favor a Landon, que se sente meio que na obrigação de ajudá-la, mas sempre longe de seus amigos.

Aos poucos, os dois acabam se aproximando mais do que realmente Landon gostaria. E ele sem perceber acaba enxergando Jamie com outros olhos. Landon passa a notar seu jeito doce, meigo e carinhoso e percebe que nunca antes em sua vida, conheceu alguém mais especial que Jamie. A paixão então chega sem avisar. Mas Jamie guarda um segredo terrível, que pode e vai mudar para sempre suas vidas. E eu paro por aqui…

Não quero estragar a surpresa de quem ainda não leu o livro e nem viu o filme. Logo que li o livro, no dia seguinte assisti o filme, como sempre, o livro é muito melhor que o filme. A história é contada por Landon Carter, que tem 57 anos. Ele relembra aquele verão inesquecivel, quando tinha 17 anos e nos deixa maravilhadas com sua história de amor. Jamie, é aquela personagem tão certinha, tão boazinha, que chega dar raiva. Mas aos poucos ela vai ficando mais “normal” e acabei gostando dela. O Landon é um personagem apaixonante. O bad boy que se torna o mocinho da história. Ele tem muita personalidade e a coragem de assumir seus sentimentos diante de sua turma de amigos. Acho que foi o oposto dos personagens que fez a história dar tão certo.

Comecei a história com uma enorme expectativa, pois todos sempre falaram muito bem desse livro de Nicholas Sparks, aliás, como todos os outros. Não sei se é porque eu esperava muito dele, que acabei tendo uma pequena decepção. Não que o livro seja ruim, pelo contrário… é muito bom! Mas pra mim, de todos os que li de Nicholas Sparks, sem dúvida o melhor ainda é  Diário de uma Paixão.

A história é curtinha, li em uma tarde e confesso que quando terminei estava com lágrimas nos olhos. Impossível não se emocionar com as histórias de Nicholas Sparks. E essa, com certeza, vai derreter muitos corações. Super recomendo! Leiam!!!

Um amor para Recordar – Nicholas Sparks
Editora Novo Conceito
184 páginas
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