Charles Dickens é passado. Agora é a vez de Christopher Moore! O Natal mais hilário e horripilante da história. Após falar da juventude desregrada de Jesus em O Cordeiro, e de um funcionário da Morte em Um Trabalho Sujo, o cultuado Christopher Moore ataca agora a magia do Natal e o famoso arcanjo Raziel no hilário Um Anjo Burro.
Era noite, quase Natal, e todos em Pine Cove estão ocupados comprando, embrulhando e trocando presentes. Mas nem todos estão no clima para receber o bom velhinho. O pequeno Joshua Barker, de apenas sete anos, está desesperado: precisa de um verdadeiro milagre. Ele tem certeza de que viu o Papai Noel tomar uma pazada na cabeça e agora não faz outra coisa senão rezar para que ele volte dos mortos.
Para compor o elenco do livro, o autor recorreu a personagens tradicionais do Natal, como o Papai Noel e o arcanjo Raziel, e outros nem tão clássicos, como mortos-vivos e um morcego diferente. O filme baseado no livro está com estreia marcada para novembro de 2013.
Um Anjo Burro é uma leitura bem diferente do que eu estou acostumada. Tem personagens bizarros e extremamente cômicos, incluindo Papai Noel, o Arcanjo Raziel e até zumbis. O que me atraiu primeiramente na sinopse foi o humor e confesso que não me decepcionei.
Joshua Barker um garotinho esperto, acabou perdendo a hora de voltar pra casa. Envolvido num jogo de vídeo-game na casa de seu colega, ele agora está apavorado, porque seu atraso vai entrar para a lista de “coisas erradas” do Papai Noel e ele pode deixar de ganhar seu tão desejado presente do bom velhinho.
Mas para sua grande surpresa, ele vê Papai Noel ser assassinado com uma pazada na cabeça. Apavorado com a cena que acabou de presenciar, ele corre pra casa e agora deseja com todas suas forças que Papai Noel possa voltar dos mortos.
Para sua sorte (ou não), desembarca na pequena cidade de Pine Cove o arcanjo Raziel, que como última missão na terra, precisa atender a um pedido de Natal de uma criança. Então o arcanjo lhe concede o pedido, devolvendo o Papai Noel ao mundo dos vivos. Mas como arcanjo Raziel não é lá muito esperto (Um anjo Burro) ele acaba despertando também um bando de zumbis comedores de cérebros que estão famintos e prontos para devorar quem estiver ao seu alcance.
Definitivamente Zumbis não é um tema que me atrai, mas os zumbis de Pine Cove são hilários!!! Na verdade praticamente todos os moradores da pequena cidade são divertidíssimos, principalmente “A Guerreira Gostosa das Terras Distantes“, esposa do policial da cidade e totalmente pirada. E Mavis, a proprietária do bar onde todos os personagens se encontram. Tem também um morcego frutífero, o Roberto, que rouba a cena com seus óculos de sol Ray ban.
Christopher Moore tem um humor negro, ácido, mas extremamente viciante. Impossível não rir muito durante a leitura. O filme baseado no livro tem estréia prevista para novembro de 2013. Imagino que o filme deva ser igualmente hilário.
Enfim, se você está a fim de uma leitura rápida e bem humorada, não deixe de ler “Um Anjo Burro”.
Oi pessoal! A partir de agora, sempre que eu gostar muito de um livro, vou fazer um vídeo falando um pouquinho sobre ele pra vocês. Pra começar, nada melhor que o meu queridinho do ano neh, “A filha da Feiticeira“. Para ler a resenha e participar do sorteio do livro, clique AQUI.
E se você gostou do vídeo, entra no You tube, dá um joinha e assina o canal. Me digam se vocês gostaram desse formato de vídeo, falando um pouquinho mais sobre minha leitura preferida. Prometo responder a todos os comentários, aqui ou lá no You tube ok? Bjus! :kissing:
Meu nome é Elizabeth Anne Hawksmith, tenho 384 anos. Cada era exige um novo diário. Assim sendo, começa este livro das sombras. Após a morte, em 1628, de toda a sua família, a menina Elizabeth, de 15 anos, consegue abrigo com o bruxo Gideon Masters. Contudo, ele a aprisiona e a inicia na magia, tornando-a um ser eterno. Com a fuga da jovem, anos depois, o tutor a persegue ao longo dos séculos, passando por momentos importantes da história da humanidade.
Com traços de romance histórico e elementos de fantasia, A Filha da Feiticeira é uma arrebatadora iniciação no mundo mágico, embora perigoso, da feitiçaria. É impossível esquecer essa heroína forte e independente, que sobrevive a pragas e guerras, na busca por se manter fiel a seus princípios.
A autora descreve com destreza épocas e locais distintos ao longo dos tempos, como a Inglaterra de 1628, a Paris de 1917 e os dias atuais. Para isso, Paula Brackston pesquisou durante anos as características das sociedades que lá viviam. No fim, uma certeza: o desejo urgente por uma continuação.
Confesso que não sou muito fã do gênero fantasia, sobrenatural e afins. Mas quando li a sinopse de “A filha da Feiticeira” fiquei super tentada. E vamos combinar que essa capa é no mínimo perfeita neh? E a mistura de romance histórico, fantasia, chegando até os dias atuais, foi o que me fez decidir a ler.
A história se inicia no ano de 1627, quando a jovem Elizabeth Hawksmith de apenas 15 anos vivia numa cabana com seus pais e seus dois irmãos num pequeno vilarejo na Inglaterra. Bess, como era chamada por todos no vilarejo era uma menina determinada, honesta e muito trabalhadeira.
Seu mundo literalmente desaba com a chegada da “Peste Negra” em sua vila, que acaba vitimando seu pai e seus dois irmãos. Restando somente Bess e sua mãe Anne, a menina também acaba adoecendo. Mas, como que por um passe de ”magia”, Bess consegue se recuperar e retoma sua saúde.
Todos no vilarejo ficam desconfiados e se perguntam como Bess e Anne conseguiu sobreviver, tendo a Peste levado o restante de sua família. Todos no vilarejo, a maioria idosos e muito católicos, desconfiam que foi por meio de bruxaria que as duas sobreviveram e acusam Anne de ser uma feiticeira.
Anne é então acusada formalmente quando um Caçador de Feiticeiras chega ao vilarejo. Ela é condenada à forca, para desespero de Bess. Mas antes de morrer, a mãe pede para a filha procurar por Gideon Masters, um misterioso homem que mora na parte mais isolada do vilarejo e sempre causou arrepios em Bess.
Ao se ver completamente sozinha no mundo e sem ter para onde ir, recebendo somente o desprezo da vizinhança, Bess toma coragem e finalmente decide procurar por Gideon. Ela descobre então que Gideon na verdade é um poderoso Feiticeiro e que antes de morrer, sua mãe recebeu “aulas de magia e feitiçaria” com ele. Somente por isso, por meio da magia, Anne conseguiu salvar sua filha da morte.
O último desejo de sua mãe era que Bess recebesse os mesmos ensinamentos de feitiçaria que ela recebeu de Gideon. Mas Bess, ao descobrir o preço a ser pago por se tornar uma poderosa feiticeira, por possuir a vida eterna e nunca mais precisar fugir de ninguém, não quis aceitar.
Até que um terrível incidente a faz mudar de idéia, e ao pronunciar o encantamento que a tornaria eterna, Bess dá início a uma jornada sem fim, de fuga e luta contra o mal.
“Eu, que vagara por este planeta por séculos, observando a incessante luta, a batalha e o esforço que as pessoas sofriam.
Poderia ser a morte uma coisa tão terrível? Não havia momentos em que era uma coisa adequada?
Ou será que penso assim porque isso me foi negado?
Eu não tinha certeza.”
Através dos séculos, Bess fugiu de seu algoz. Em 1888 ela foi Eliza, uma médica/enfermeira, trabalhando em um hospital em Londres. Em 1917 ela foi Elise, uma enfermeira auxiliando na frente de batalha na Guerra da França. E nos dias de hoje, aos 387 anos, ela é Elizabeth, vive sossegada cuidando de sua horta e vendendo ervas e óleos naturais.
Mas aonde quer que vá, passe o tempo que passar, Gideon sempre acaba encontrando Bess…
Uma aventura de tirar o fôlego, com personagens muito bem construídos e marcantes. Bess é uma heroína, sempre lutando contra o mal. Eu fiquei impressionada comigo mesma, por gostar tanto de um gênero que nunca me atraiu muito. A leitura me prendeu tanto, mas tanto que eu ficava super #chatiada :angry: quando tinha que largar o livro pra fazer alguma coisa inadiável, como cuidar da casa/filhos/marido. Assim que o carteiro me entregou o livro, larguei tudo o que estava fazendo e corri começar a leitura. Só parei quando já tinha lido 180 páginas e estava extasiada. Um dos poucos livros que me fizeram varar a madrugada lendo.
Somente em um único ponto, eu senti uma leve decepçãozinha. Eu imaginei um final diferente. Não que eu não tenha gostado, só que se fosse o fim que eu desejei, seria mais perfeito ainda entende?
O que me chamou muita atenção na história, foi que sempre que Elizabeth pressentia que Gideon estava por perto, que a havia encontrado novamente, ela tinha certeza disso, porque sempre ouvia uma música chamada “Greensleeves“. Fiquei muito curiosa e fui pesquisar pra ver se essa música realmente existia.
Para minha surpresa, essa música não só existe, como também é muuuuito linda! Fiquei encantada com a melodia. E desde de então, não consigo parar de ouvir. Há várias versões, mas a que mais gostei foi a tocada no piano. Vou deixar um vídeo com a música para vocês ouvirem também.
Enfim, um livro maravilhoooooso, entrou para minha lista de FAVORITOS. Tô querendo fazer um vídeo especial sobre ele, vamos ver se me encorajo Super recomendo! Leiam!!! E depois vamos discutir o final ok? Bjks!!! A filha da feiticeira – Paula Brackston Bertrand Brasil
446 páginas
FAVORITO
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Quando Cora e sua irmãzinha, Mimi, são enviadas para a casa da tia-avó, no isolado vilarejo de Bryers Guerdon, não recebem calorosas boas-vindas e ficam desesperadas para voltar para Londres. A vida de tia Ida foi devastada da última vez que duas meninas estiveram em Guerdon Hall, e agora a chegada das sobrinhas-netas desperta um mal que permanecia à espreita havia anos. A maldição de Long Lankin marca a impressionante estreia de Lindsey Barraclough – sem dúvida, uma escritora instigante – e deixará os leitores arrepiados mesmo muito depois de virar a última página. A narrativa dinâmica, as descrições de uma atmosfera assustadora, os personagens apavorantes e a trama sedutora deixarão o leitor fascinado e totalmente viciado em cada página. O mistério será desvendado aos poucos e dificilmente será solucionado antes da hora. A maldição de Long Lankin não é daquelas obras em que o leitor simplesmente junta as peças do quebra-cabeça, mas sim um livro em que ele terá que compreender as mensagens subliminares existentes em elementos inéditos, como a música tema, as lendas locais e os diálogos entre os personagens.
Nem sei direito por onde começar a resenha desse livro tão assustador. Então começo dizendo: É sinistro, literalmente!
Cora e sua irmãzinha Mimi, são enviadas ao isolado vilarejo de Bryers Guerdon, nos arredores de Londres. Após a doença de sua mãe, seu pai não viu outra opção a não ser enviá-las a passar um tempo com sua tia avó Ida. Mas as meninas não foram muito bem recebidas.
Com a chegada das irmãs, tia Ida é tomada pelo medo e por lembranças terríveis que devastaram sua vida anos atrás. A chegada das meninas, despertou um mal a tempos adormecido.
Elas odeiam tudo em Bryers Guerdon, principalmente a grande casa velha habitada por tia Ida. Uma casa enorme, caindo aos pedaços, poeirenta, úmida, que nunca é aberta e o que é pior, extremamente assustadora. Logo na primeira noite na casa, Cora ouve vozes, uma música sinistra, passos se arrastando pela casa, enfim, sua primeira noite é uma tormenta.
Só o que ameniza um pouco sua tristeza e saudade de seus pais, é a amizade que fez com o menino Roger e seu irmão mais novo Pete. Os quatro se tornam inseparáveis e juntos tentam descobrir porque as meninas não são bem vindas na casa da tia-avó e também em Bryers Guerdon, já que todos os outros moradores do vilarejo as olham com desprezo e evitam sua presença.
Mas o que eles não imaginavam, era o quão terrível seriam essas descobertas, que envolvem mortes de criancinhas e até uma terrível criatura que apavora a região a muitos e muitos anos: o Long Lankin.
“Movendo-se devagar, sorrateiramente, aproxima-se de um ponto iluminado pela lua perto da cerca de arame. Embora o formato seja de um homem alto, rasteja como um animal…“
O pavor de Cora aumenta ainda mais quando ela descobre que quem corre maior perigo é sua irmãzinha Mimi.
“É como se o mundo que eu conhecesse tivesse ido parar em outro lugar e eu não sei como me comportar neste. Não tem luz, a não ser a luz da tempestade, e a casa tem vida na noite que me envolve.”
Arrepiante! Sensacional! A descrição dos ambientes lúgubres como a casa, o cemitério, a igreja, é tão “real” que praticamente dá pra se sentir o cheiro de mofo, umidade e poeira no ar… é impressionante. Realmente nunca tinha lido nada tão assustador, principalmente de madrugada, de arrepiar mesmo!
A história toda foi criada a partir de uma antiga cantiga folclórica que fala sobre assassinato, bruxaria e vingança. Muito bem escrita, numa linguagem muito simples e direta, os capítulos são narrados por Cora, Roger e tia Ida. Apesar de ter mais de 400 páginas, a leitura flui num ritmo acelerado, pois a cada página o terror aumenta e os mistérios a serem desvendados também.
Fãs de histórias de suspense e terror, irão se arrepiar com a lenda do terrível Long Lankin. Super recomendo!
O Último Tiro, de Lee Child, tem início com a descrição dos passos de um franco-atirador em direção a um massacre iminente: com controle, precisão, tranqüilidade e seis disparos, cinco alvos são atingidos em frente à sede de uma afiliada da NBC. Pânico, notícia e mistério: todas as evidências apontam para James Barr, um veterano da Guerra do Golfo, como o principal suspeito dos crimes. Barr, no entanto, se diz inocente. E sabe que apenas um homem terá coragem e tenacidade para perseguir a verdade: Jack Reacher, apresentado no romance Dinheiro Sujo. Após ser preso dentro da própria casa pela SWAT, Barr é levado à prisão e fica em silêncio até ser interrogado pelo advogado de defesa David Chapman. “Pegaram o homem errado”, diz, antes de exigir a presença do misterioso ex-policial militar Jack Reacher, que é obrigado a interromper seu descanso numa praia de Miami, ao lado de uma belíssima norueguesa, e voltar a se meter em tramas tão sujas e violentas que derrubariam até James Bond, MacGiver e Chuck Norris. Reacher, no entanto, permanece sempre de pé, armado… e bem vestido. — Lançado anteriormente como: Um Tiro.
Jack Reacher está de volta. Ainda mais destemido e imprevisível do que nunca. Nessa nova aventura, ele se vê às voltas com um misterioso massacre. 5 pessoas aleatórias, foram assassinadas por um franco atirador. E todos os indícios levam a crer que o assassino é James Barr, um ex combatente da Guerra do Golfo.
Mas apesar de todas as evidências, quando Barr é preso em sua casa pela pela SWAT, ele só dá uma declaração: “Pegaram o homem errado”. E pede para ver “Jack Reacher”. Quando Reacher toma conhecimento dos fatos, descobre que James Barr é o principal suspeito e pediu para vê-lo, ele percebe imediatamente que tem alguma coisa muito errada nessa história…
Pois Reacher e Barr tem contas antigas para acertar e Reacher prometeu no passado que ao encontrá-lo, iria acabar com sua vida. Então por que James Barr pediu para ver justamente a última pessoa que poderia ajudá-lo nesse momento?
Logo após sua chegada na pequena cidade do interior, Reacher é recebido por 2 ciladas. O que o faz concluir que alguém não quer que ele duvide que James Barr é o assassino. Mal sabem eles que isso só fez aumentar a desconfiança de Reacher. Ao conhecer a irmã de James Barr, Reacher se compromete a ajudá-la a provar a inocência de Barr ou desvendar todo esse mistério.
“O último tiro” é o segundo livro de Lee Child que eu leio. Se eu já tinha gostado de “Alerta Final“, esse só serviu para eu virar super fã do autor, que é mestre em hisórias policiais. Jack Reacher está ainda mais sarcástico, provocador, temido e destemido. Aquele tipo de cara que ninguém gostaria de tê-lo como inimigo.
“O último tiro é ação do início ao fim. A leitura flui facilmente e não deixa pontas soltas. Você vai desvendando os mistérios juntamente com Jack Reacher e cada ação dele é de tirar o fôlego. Um história muito bem escrita, com cenas de ação muito reais, daquelas que você visualiza cada passo do bandido e do mocinho. Reacher é um “herói” mas não surreal. Ele é forte, inteligente e muito rápido. Quando ele está somente planejando seu próximo ataque, pensamos – nossa, mas isso não vai dar certo, não vai funcionar. E quando ele executa, ai sim vemos o grau de inteligencia dele (do autor na verdade :happy: )
Enfim, um livro fantástico, incrível, muito bom mesmo. Uma ótima dica de presente de Natal para o pai, o irmão, o namorado, ou para qualquer fã de uma boa história policial com muita ação. Super recomendo!
Estréia dia 11 de Janeiro de 2013 o filme homônimo, baseado no livro. Jack Reacher será interpretado por nada mais nada menos que Tom Cruise. Não preciso nem dizer que já estou louca pra ver o filme. Pelos trailers que eu já vi, parece que o filme ficou ótimo.
Antes de tornar-se mundialmente conhecido, Markus Zusak escreveu uma trilogia de sucesso que somente agora está sendo publicada no Brasil. O primeiro título chama-se O Azarão. Fãs de A menina que roubava livros não podem deixar de ler os romances que inciaram a carreira estelar desse autor. Narrado em primeira pessoa, o livro apresenta a história de Cameron Wolfe, um garoto de 15 anos, perdido na vida e que vive às turras com a família. Trabalha com o pai encanador e sua mãe está sempre brigando com os filhos, na pequena casa onde todos moram juntos. Steve é o mais velho e mais bem-sucedido. Sarah é a segunda, e está sempre dando uns amassos com o namorado. Rube é o terceiro e o mais próximo de Cameron. Os dois, além de boxeadores amadores, vivem armando esquemas para roubar lojas e outros locais do tipo. Contudo, os planos nunca saem do papel. Uma história sobre a vida e sobre as lições que dela podem ser tiradas. Um romance de formação que exibe um jovem incorrigível, infeliz consigo mesmo e com sua vida. – “Tento ser humano em minha escrita. Comecei a escrever porque era o caminho natural. Durante o ensino médio eu era muito introvertido. Sempre tinha histórias na cabeça. Então comecei a escrevê-las.” – Markus Zusak
O azarão é o primeiro livro escrito por Markus Zusak, autor best seller que ficou por várias semanas consecutivas na lista dos mais vendidos do New York Times por seu maravilhoso livro “A menina que roubava livros“. Só agora sua trilogia “Irmãos Wolfe” será lançado aqui no Brasil. Este é o primeiro livro.
Cameron Wolfe é um jovem de 15 anos, inseguro, solitário e infeliz. Vive uma vidinha medíocre, sempre arrumando confusão com sua família, o pai encanador, a mãe diarista, o irmão Rube, que é seu companheiro de tramóias, seu irmão mais velho Steve, o bem sucedido da família e sua irmã Sarah. Cameron é o caçula da família.
Sua maior distração é planejar pequenos furtos na vizinhança, sempre arquitetados por Rube. Claro que os planos nem sempre dão certo e então é hora de ouvir o sermão do pai ou da mãe.
Quando Cameron conhece Rebecca logo percebe que está diante da garota de seus sonhos. Rebecca é linda, inteligente, real! Não uma daquelas garotas de folhetos com que Cameron tem ilusão. Então ele decide mudar suas atitudes, seus pensamentos, sua forma de ver a vida. Ele precisa ser um vencedor para merecer alguém tão especial quanto Rebecca.
Narrado em primeira pessoa, por Cameron, é como se ele estivesse desabafando mesmo, tamanha a intimidade que a gente sente por ele. Convivemos com suas angústias, seus medos, fracassos e solidão. E o pior, sua baixa auto-estima. Cameron não se sente merecedor de amor, de carinho ou amizade de ninguém. Ele se sente um total fracasso.
“Que garota que se respeita podia me suporta? Cabelo sempre bagunçado. Mãos e pés sujos. Sorriso torto. Que andava mancando, preocupado . Não. Definitivamente, isso não era bom. Nada disso. “
A tristeza que ele sente é tão profunda, sua solidão é tão tocante que chega a nos comover. Ainda mais por saber que essa história tem um quê de autobiográfico. O livro é fininho, dá pra ler numa pegada só. Mas é intenso e com certeza vai tocar os jovens que o lerem. Dependendo da idade do leitor, ele vai se ver em algumas situações e pensamentos de Cameron.
“Bem, este é basicamente o fim, então, as respostas devem estar nas próximas páginas. Duvido que surpreendam você, mas nunca se sabe. Não sei se você é inteligente ou burro. E até onde sei, você podia ser Albert Einstein ou um vencedor de prêmios literários, ou talvez só alguém medíocre como eu.”
O azarão – Markus ZusakEditora Bertrand176 páginasÁ venda a partir de Dezembro/2012
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Como todos os planos malucos, este foi planejado em um guardanapo de papel. 1. Roubar joias fabulosas 2. Vender as joias por milhões 3. Viver feliz para sempre Era um plano brilhante e parecia tão simples… depois de ter tomado vários coquetéis. Não era tão simples assim… se nunca roubou nada antes e se namora um policial. As três irmãs Jewel, Amber, Sapphire e Em, foram para Nova Iorque em busca da vida perfeita. Mas precisam roubar seu sonho? Ou vão conseguir resistir à tentação? Um conto romântico, maravilhoso e cintilante para quem já sonhou em ter uma vida mais brilhante.
As três irmãs, Amber, Sapphire e Em chegaram recentemente a Nova Iorque, vindas de uma pequena cidade do Texas. Ainda estão deslumbradas com todo o luxo, glamour e sofisticação de NYC.
Elas estão a procura de melhores oportunidades na vida, que certamente na sua pequena cidade natal não teriam jamais. Apesar de serem muito unidas, as três irmãs possuem personalidades bem diferentes.
Sapphire é a mais meiga e calma das três. Ela trabalha em uma conceituada casa de leilões, vive cercada por belíssimas jóias e pela alta sociedade de Nova Iorque. Sofreu uma grande desilusão amorosa, ao ser abandonada pelo noivo apenas 10 dias antes do casamento. Agora ela sonha em encontrar um Príncipe encantado na cidade grande.
Amber é a mais sensata das três. Acaba de perder o emprego e agora passa os dias a procura de um novo trabalho. Sem pretensão quanto a novos romances, ela se sente atraída pelo investigador policial Jack, que acabou de conhecer, ao presenciar um assalto a uma joalheria onde ela e sua irmã Em estavam olhando a vitrine.
Em, a irmã caçula é a mais “cabeça de vento”. Sonha em ser atriz, mas enquanto esse dia não chega, ela trabalha como balconista em uma boutique de dia e a noite é garçonete.
É Em que tem a mirabolante idéia de roubar um lote de valiosíssimas jóias que está prestes a chegar à casa de leilão que Sapphire trabalha. Ela compartilha esse seu plano com Amber, a qual tenta de todas as maneiras desencorajá-la dessa idéia absurda. A única que não sabe dos planos é Sapphire, que mesmo sem saber, acaba deixando escapar valiosas dicas sobre os procedimentos da casa de leilão.
Bom, não vou entrar em muitos detalhes sobre o roubo. Não quero soltar nenhum spoiler. Mas o que eu posso dizer é que é uma história super divertida que mistura humor, muita trapalhada e até uma pitadinha de romance entre Amber e o policial (gato) Jack.
A situação de Amber, tendo que esconder de Jack, qualquer vestígio do envolvimento de Em no roubo das jóias é muito cômico. Das três irmãs, a minha preferida é a Amber, ela é sempre tão assustada, tão desastrada, morria de rir com ela.
“As jóias de Manhattam” é uma leitura leve, rápida e deliciosa! Com situações pra lá de inusitadas, que prende muito, da primeira a última página. Uma leitura que vai divertir todas as fãs de Chick lit, certamente! Eu recomendo!
Após sua última aventura, Jack Reacher vive solitário no sul da Flórida, cavando piscinas e sendo segurança de uma casa de strip. Quando um investigador particular viaja até a pequena Cidade onde está o ex-militar e começa a perguntar por ele, rapidamente é assassinado por dois desconhecidos. Agora, por mais que queira manter sua vida tranquila, Reacher vê-se obrigado a descobrir quem procura por ele e porque não querem que o encontre.
Jack Reacher é um ex-militar linha dura, sério e solitário. Afastado do serviço militar a algum tempo ele vive numa cidadezinha no sul da Flórida, cavando piscinas e sendo segurança de uma casa de strip. Sem maiores pretensões na vida, ele está tranquilo.
Até o dia em que aparece na cidade um investigador particular procurando por ele. Reacher fica desconfiado, mais ainda quando logo em seguida esse investigador aparece morto, com as pontas dos dedos cortadas.
Ele se dá conta de que o assassino do investigador é alguém que não quer que ele seja encontrado. Para tentar desvendar esse mistério, Reacher viaja até Nova Iorque e tenta descobrir quem contratou o investigador que estava à sua procura. Sua surpresa é grande, ao descobrir que quem estava a sua procura era Jodie Garber, agora usando o nome de Jodie Jacob. Jodie é filha de seu antigo amigo e ex chefe do exército Leon Garber. Mas chegando lá ele tem uma terrível surpresa. Para sua tristeza, ele chega exatamente no momento do velório de seu amigo. Sofreu um infarto e morreu repentinamente.
Reacher descobre que na verdade, quem estava a procura dele e enviou o investigador foi o pai de Jodie. Mas Jodie nem imagina o motivo. Juntos então, eles começam uma caçada pela verdade. Por que Leon Garber estava a procura de Reacher? E por que e quem não queria que Reacher fosse encontrado?
Depois de muito investigar, Reacher e Jodie descobrem que Leon estava fazendo um favor a um velho casal de amigos, já idosos e muito angustiados, pois a 30 anos seu filho, Victor Hobe foi dado como desaparecido de guerra. Tudo o que aqueles velhos pais, já no fim da vida, queriam era saber ao certo o que aconteceu a seu filho.
Reacher e Jodie, em memória de Leon, decidem continuar o que ele não pode. E prosseguem com as investigações sobre o que realmente houve com Victor Hobe. Mas ao decidir ajudar o velho casal, eles nem imaginavam que suas vidas corriam tanto perigo. Perseguições pelas ruas de Nova Iorque, batidas de carro, tiroteios e fugas aluscinantes. Eles precisam correr para salvar suas vidas.
Jack Reacher é um personagem marcante, 1,98 m, 115 k, loiro de olhos azuis. Ele é protagonista de uma série de livros do autor Lee Child. Esse é o primeiro que leio e creio que não me prejudicou a leitura não ter lido os outros já lançado no Brasil: Um tiro, Dinheiro Sujo e Destiono: Inferno todos lançados pela Bertrand Brasil.
A história possui ótimas cenas de ação, só que esperava que tivesse mais. O que me incomodou na leitura foi o excesso de descrição de todas as cenas. Acho que o autor exagerou um pouco, as vezes, ficava até um pouco cansativo por conta disso. Mas logo em seguida a história tomava um ritmo aluscinante que não dava vontade de largar as páginas.
Apesar de ser uma história de ação e violência, o autor soube introduzir um toque sutil de romance entre o casal Reacher e Jodie, que desde os quinze anos dela, nutrem um amor platônico um pelo outro.
Enfim, um ótimo livro, super indicado principalmente para os meninos que curtem ação policial. Recomendo!
Damas da Noite, livro autobiográfico de Jetta Carleton, mostra o cenário rural americano em uma época conturbada depois da Segunda Guerra Mundial. Durante a primeira metade do século XX, os recém-casados Matthew e Callie Soames se mudam para uma fazenda no oeste do Missouri. Lá, tocam a vida enquanto criam filhas teimosas, de personalidade forte, que conquistarão o coração do leitor. Apesar de amarem seus pais, todas, a seu modo, tentarão fugir deles e de suas expectativas. Jessica, a mais velha, nunca corresponde ao que o pai deseja para ela. Leonie, a mais bela e obediente das filhas, se interessa pelo único homem que nunca teria a aprovação de seu pai. Mary Jo é um mistério para a família e para o leitor. Mathy, a mais jovem e problemática das filhas do casal, levará desgraça à família e mudará seus destinos para sempre. Jetta Carleton é mestra na arte da elaboração dos personagens, conseguindo desenvolver cada um separadamente para, em seguida, uni-los na formação do quebra-cabeça da vida da família Soames ao longo de 50 anos. Damas da Noite capta o humor e os tempos da vida rural do Meio-Oeste americano o os trazem à tona. Mentiras, verdades, medos, segredos e angústias brotarão de tal forma que ficará claro porque se trata de um clássico eterno.
Damas-da-noite conta a história da família Soames. O pai Matthew, a mãe Callie e as quatro filhas, Jessica, Leonie, Mathy e Marie Jo. Começamos a história pelo “fim”. O casal já idoso, recebendo a visitas de suas filhas na fazenda da família. A alegria compartilhada no último dias das férias de verão e as tentativas frustradas de fazerem um programa em família.
Logo em seguida, voltamos no tempo e a autora começa a nos apresentar detalhadamente cada um dos personagens dessa história. O pai Matthew, professor respeitado e membro fiel da igreja católica na pequena cidade do interior do Missouri era uma das figuras mais respeitadas e admiradas da sociedade local. Talvez por isso, sofresse tantos conflitos internos, sendo constantemente “atacado” pela tentação, ao conviver com jovens colegiais na flor da idade.
“O homem pode se arrepender de um pecado e virar a página, mas os surtos de idiotice serão lembrados eternamente.”
Callie, a mãe, sempre muito dedicada à família, se vira como pode para atender às necessidades do marido e das filhas. Apesar de toda sua dedicação, ela esconde um grande segredo o que a faz se sentir triste e inferior ao longo dos anos.
Jessica, a filha mais velha, sempre foi rebelde e teimosa, muito cedo, fugiu de casa com o pior desafeto de seu pai, para desespero de toda a família.
Leonie, a filha mais tranquila, sempre preocupada em aprender, ela gostava de música, tinha sempre boas maneiras e procurava ensinar a todos em casa como se portar. A filha exemplar, mas que com o passar dos anos, percebeu que ser o exemplo da família não significava nada, que nem por isso ela receberia mais atenção ou mais amor de seus pais.
Mathy, a minha persongem favorita da história, foi durante muito tempo a caçula da família, por isso, sempre causou um certo ciúme, principalmente em Leonie. Se dava muito bem com Jessica, que era sua companheira nas travessuras e as duas sempre foram confidentes uma da outra, apesar da diferença de idade entre elas.
Mary Jo, nasceu quando Mathy já tinha mais de 15 anos. Sabemos pouco sobre ela, que a princípio é quem começa a nos contar a saga da família Somes.
Uma história de verdades, mentiras, medos, segredos e angústias de uma família americana contada ao longo de 50 anos. Damas-da-noite não é um livro instigante, que te prende na leitura. Mas é uma história doce, simples e delicada, daquelas que se tem vontade de ler bem devagarinho, degustando cada página. Um livro que vai te fazer rir e chorar, te emocionar, te comover e vai ficar marcado pela realidade dos personagens.
Na verdade, esse livro foi lançado originalmente em 1962 nos Estados Unidos. É uma história auto-biográfica, mas em momento algum, nos dá a certeza de quem a autora seria na história. Eu imagino que seja Mary Jo, a caçula das quatro filhas. Mas vai de cada leitor tirar suas próprias conclusões.
Damas-da-noite é um história mais adulta, imagino que não faça muito a cabeça de jovens leitores, mas se sua mãe ou avó gostar de ler, certamente irão se encantar por essa história. E se você, assim como eu, tem um gosto bem eclético para leitura, leia e se encante com as aventuras e desventuras da família Soames. Eu recomendo!
Lori Lansens é conhecida internacionalmente por romances que levantam assuntos importantes. Em seu primeiro livro, trata do abandono de crianças pelos pais; no segundo, do nascimento de irmãs siamesas. Em Um rosto bonito, Lori apresenta a questão da obesidade e do amor próprio, mostrando que o sucesso está sempre na mão de cada um e que rótulos foram feitos para serem quebrados. Mary trabalha numa farmácia, tem 43 anos, 1,67 metro de altura, pesa 150 quilos e está se preparando para a comemoração de bodas de prata com o alto e bonito Jimmy Gooch. Contudo, ele desaparece, deixando-lhe um estranho bilhete e uma conta com razoável quantia. Assustada e sem compreender o porquê de tal atitude, Mary sai em busca de seu amado. Para muitos pode parecer normal, mas ela nunca esteve em um aeroporto, não sabe usar celular e se assusta com qualquer problema financeiro. Apesar do isolamento do mundo e da inércia em virtude, sobretudo, das gozações que recebe na vizinhança, a determinação e a meiguice da protagonista vão conquistar o leitor desde o início, fazendo-o se divertir, até mesmo, com os desejos alimentares que a atingem durante todo o dia. Lori Lansens trata de questões importantes, como a busca incessante pelo corpo perfeito e a não aceitação das pessoas diante de quem escolhe não seguir um script “ideal”. Além disso, traz à tona o debate sobre estar ou não apaixonado. Muitos leitores pensarão que Mary é louca pelo marido. Outros, que ela se acostumou com a vida e que tem medo de mudanças profundas. Qual será a verdade?
Um rosto bonito me encantou por sua simplicidade. Mary Goosh tem 43 anos e sofre de obesidade mórbida (1,67 metro de altura, 150 quilos). Casada à 25 anos com um lindo homem, alto, atlético, olhos verdes. Mary sofre de complexo de inferioridade, é muito retraída, tímida e insegura.
O mundo de Mary se resume em duas coisas: comida e seu marido Jimmy. Às vésperas de suas bodas de prata, ela espera o marido em casa como de costume. Mas ele não aparece. E as horas vão passando, ninguém tem notícias de Jimmy, então Mary percebe que simplesmente foi abandonada pelo marido que tanto ama.
No início, ela não sabe o que fazer, a quem recorrer. Ela percebe que está completamente sozinha agora, sem Jimmy por perto para lidar com todos os mínimos detalhes de suas vidas. Mary sempre conviveu em completa inércia. Não sabe usar celular, computador, nem mesmo pagar uma conta no banco. Todos esses detalhes sempre foram feitos por Jimmy.
Mary então toma uma atitude que irá mudar para sempre o rumo de sua vida. Ela decide ir atrás de seu amor. Parte então de sua pequena cidade no Canadá até a capital, Toronto, onde mora a irmã de Jimmy. Lá ela descobre que seu marido pode estar na casa da mãe em Los Angeles. E contrariando todas as expectativas, Mary parte para o que será a maior aventura de sua vida. É a primeira vez que ela pisa em um avião. Mas Mary está decidida a reencontrar o seu amor e trazê-lo de volta se for preciso.
Tamanha é sua surpresa, ao ir ao banco pela primeira vez e constatar que em sua conta o saldo é de 25 mil dólares. Então, o marido a abandonou mas a deixou com uma significativa quantia em dinheiro. Mas Mary não se importa com dinheiro. Tudo o que importa nesse momento pra ela é encontrar Jimmy e saber o por quê dele tê-la abandonado, justo às vésperas de suas bodas de prata.
Durante sua jornada, Mary conhece pessoas incríveis, que a ajudam sem querer nada em troca. Por conta de toda essa mudança repentina em sua vida, ela perde completamente o apetite e começa a emagrecer muito rápido. Muitos são os questionamentos que a atormentam agora. Ela começa a perceber tudo o que perdeu além do marido. Sua alto estima, sua alegria de viver, de conhecer novas pessoas, de conviver com os poucos amigos que tinham.
Quando comecei a ler “Um rosto bonito”, confesso que não tinha muitas expectativas. Deve ter sido por isso que me surpreendi tão positivamente. Não é aquele tipo de história que te prende, não te deixa desgrudar das páginas do livro. Mas vai te conquistando aos poucos, página por página, devagarzinho. A força que a Mary vai descobrindo que possui, a coragem que ela nunca imaginou que tivesse, a ousadia e o carisma que acaba conquistando todos ao seu redor.
Gostei muito da história, e quando acabou, não conseguia tirar a Mary da cabeça. Sabe aquele tipo de história que você gostaria muito que tivesse uma continuação? Pois é… ficava imaginando os próximos passos dela, depois que virei a última página. Uma história marcante, que com certeza vai tocar o coração de quem conhecer a Mary e sua força interior. Eu recomendo!
Mackie não é um de nós. Ele vive na pequena cidade de Gentry, mas vem de um mundo de túneis e águas escuras e lamacentas, um mundo de garotas-cadáver governado por uma pequena princesa tatuada.
Ele é um Substituto — deixado no berço de um bebê humano há dezesseis anos. Agora, devido a uma alergia fatal a ferro, sangue e solo consagrado, Mackie está morrendo aos poucos no mundo dos homens.
Mackie daria qualquer coisa para viver entre nós. Tudo o que ele deseja é tocar baixo e descobrir mais sobre uma garota estranhamente fascinante chamada Tate. Mas quando a irmãzinha de Tate desaparece, Mackie é irreversivelmente arrastado para o submundo de Gentry, conhecido como Caos.
Alguém consegue imaginar como uma história macabra pode ser cute? Não? Então vocês precisam ler “O Substituto“. Não curto muito esse tema, mortos vivos, garotas-cadáver, sobrenatural, na verdade não curto nada! Nem sei porque solicitei esse livro da Editora Bertrand. Acho que foi a capa que me atraiu, sei lá. Só sei que foi a melhor surpresa literária que tive esse ano.
Mackie Doyle é um adolescente de 16 anos, aparentemente comum. Ele frequenta a escola, tem alguns bons amigos e se interessa pelas garotas mais atraentes da escola, apesar de sua grande timidez, como qualquer adolescente comum. Acontece que Mackie não é comum. Ele é um Substituto, que foi deixado no berço de uma criança humana.
“Eu era um garoto de dezesseis anos, quieto e magricelo, que sentia uma fisgada de nervoso no estômago, sempre que era chamado para dar uma resposta em voz alta na frente da turma.”
Na cidade de Gentry, além dos humanos, vivem no subsolo de um depósito de lixo, seres estranhos. Eles são mortos-vivos, zumbis, meninas-cadáver. Quando algum de seus bebês-cadáver morto-vivo “adoecem” eles invadem a casa dos humanos que têm bebês e fazem a troca do bebê saudável pelo bebê-cadáver adoentado. Então em pouco tempo esse bebê morre.
Os moradores de Gentry tem conhecimento de sua macabra vizinhança e da troca dos bebês, que já acontece à muitos anos, mas nada podem fazer para mudar isso. Então eles aceitam calados e sempre muito amendrontados. E fica cada um no seu canto, os humanos levando uma vida normal na cidade e os mortos-vivos na Casa do Caos.
Mesmo tendo sido substituido por um bebê humano saudável, Mackie, que era um bebê-cadáver doente, conseguiu sobreviver. Ele acredita que tenha sobrevivido, por ter recebido muito amor de seus pais e principalmente de sua irmã mais velha, Emma. Mesmo sabendo que Mackie é um Substituto, eles o amam e fazem de tudo para que ninguém mais na cidade perceba.
Mas está ficando cada vez mais difícil esconder esse segredo. Mackie tem uma grave alergia a sangue, ferro e qualquer tipo de metal e a solo sagrado. Fica cada vez mais difícil explicar, por que, mesmo o pai de Mackie sendo o pastor da igreja, ele não entra jamais dentro dos portões da igreja, desmaia cada vez que vê ou sente cheiro de sangue e não pode nem chegar perto de qualquer material feito de metal.
E agora Mackie está cada vez mais fraco e descobre que está morrendo. Descobre também, que só quem tem o remédio para livrá-lo das dores são as meninas-cadáver. Elas fabricam o milagroso remédio, mas ele precisa descer até a Casa do Caos para pegá-lo. E terá que pagar por isso…
Sabe quando você lê um livro e fica tão envolvida com a história que nem vê o tempo passar? Pois é, “O Substituto” fez isso comigo. Assim que recebi a prova do livro, larguei tudo o que estava lendo e o devorei em praticamente um dia! É aquele tipo de história que não te dá fôlego, é o tempo todo acontecendo “coisas” e uma vai puxando a outra.
Apesar de ter alguns trechos bem macabros, como descrições nojentas de corpos em decomposição, exumação de cadáver, etc… é tudo com humor negro, quase infantil (se é que isso é possível). Alguns trechos, li para meu filho de 10 anos e ele adorou hahaha.Surpreendentemente a história me cativou. A fragilidade de Macky, o amor de Emma pelo irmão, a amizade verdadeira e o primeiro amor, tudo isso contribui para eu a história agradar tanto. Sem contar a simplicidade como a autora escreve, em capítulos curtos e bem definidos. Enfim, tem tudo pra agradar, desde crianças até os mais “velhinhos” que curtem uma história a la Tim Burton. O que aliás, poderia muito bem ter sido escrito por ele. Eu super recomendo!
Existe um misterioso espírito que paira sobre o edifício número 66 da Star Street, em Dublin, Irlanda. Ele está em uma missão para mudar a vida de alguém. Em A Estrela Mais Brilhante do Céu, Marian Keyes demonstra mais uma vez sua técnica como uma dos grandes contadores de histórias da atualidade e sua vontade de ultrapassar limites na literatura. Os inquilinos do prédio 66 formam certamente um grupo excêntrico. Na cobertura mora Katie, uma mulher de 39 anos que trabalha como relações públicas de cantores e que só se preocupa com o tamanho de suas coxas e se seu namorado irá propor casamento. No apartamento abaixo, dividem o espaço dois poloneses mais a engraçada Lydia. No primeiro andar está Jéssica, a octogenária que vive com seu malvado cachorro e o filho adotivo. Já no térreo estão os recém-casados Maeve e Matt, que por mais que tentem esquecer o passado, não conseguirão.
Esse é o último livro lançado por Marian Keyes, minha musa do Chick-lit.E o primeiro resenhado aqui no blog. Li os três primeiros livros dela e amei! Sua escrita sempre muito irreverente e engraçada. Por isso minha decepção foi tão grande ao começar a ler “A estrela mais brilhante do céu.” Não conseguia encontrar aquele tom cômido e despojado que é a marca registrada da autora. A história estava bem mais séria e até sem graça. Nem parecia que estava lendo um best seller da Marian Keyes.
Eu comentei aqui no blog que estava lendo o livro e já passava da página 100 e não estava gostando nada da história. Uma leitora fofa, então comentou que esse livro era parado mesmo no começo e que a partir da página 300 a história começava a fluir. E foi dito e feito…
Comecei a ficar cada vez mais encantada pelo moradores do edifício 66 da Star Street. Katie, que está apavorada com a chegada dos seus 40 anos e ainda solteira, os poloneses esquisitões (e lindos) que dividem o apartamento com a ranzinza Lydia, taxista desbocada e corajosa. Tem também Fionn um jardineiro boa pinta que veio morar com sua avó e o casal Matt e Maeve, apaixonados mas um tanto quanto excêntricos em seu relacionamento.
A vida de todos os moradores desse edifício, irão se cruzar em algum momento. Pois um estranho espírito ronda o número 66 da Star Street. E irá dar uma ajudinha ao destino para que em algum momento tudo se encaixe na vida dessas pessoas.
Os personagens criados pela autora dessa vez são um pouco mais “adultos” do que os de outros livros dela. Cada um tem sua história, seus medos, desejos e anseios. Os personagens são muito reais. Minha preferida foi a Katie, uma mulher independente, que está entrando na casa dos 40 anos, ainda solteira. Por isso, ela fica paranóica com a idéia da velhice se aproximando e ela sem um companheiro. Ela se apaixona por seu chefe Conall e ele por ela. Eles vivem esse amor, no meio de vários conflitos,principalmente por Conall ser um workaholic assumido e obviamente para ele nada é mais importante que seu trabalho.
Outra personagem que eu detestei no começo e aos pouquinhos fui mudando minha opinião sobre ela é a Lydia. Ela é mandona, sarcástica e rabugenta. Fala tudo o que pensa e não se importa se vai magoar alguém. Mas no decorrer da história, ao conhecermos sua vida desde que era criança, fui me apegando a ela e entendendo os motivos de ela agir assim.
Já Maeve… nossa, que mulherzinha chata! Mimada, adora se fazer de vítima! Odiei ela!!! Mesmo sabendo no final, dos motivos que a levaram a agir assim, não consegui mudar minha opinião sobre ela. E sei que ela foi a preferida de alguns leitores que leram o livro.
Acho que é isso que torna Marian Keyes tão amada por sua obra. Seus personagens provocam vários sentimentos nos leitores, de amor e ódio mesmo. Mesmo nossos sentimentos oscilando entre um e outro personagem mais querido, no final todos eles são inesquecíveis.
Nem preciso dizer que adorei o livro e super recomendo neh? Mesmo com a empacadinha que dei no começo. Marian Keys é sempre diva!!!
Oi pessoal! E ai, preparados para mais uma super promoção aqui no blog? O livro sorteado agora será o maravilhoso “A Resposta”, o livro que inspirou o filme “Histórias Cruzadas”. Vocês que me acompanham no Twitter e Facebook, devem ter percebido o meu amor por essa história neh? Por isso, em parceria com a Editora Bertrand, um sortudo irá poder se encantar com essa história também.
As regras para participar do sorteio mudaram. Como já comentei no post anterior, o blog não tem mais a caixinha dos Seguidores, Google Friend Connection, por ser Wordpres. Então a partir de agora, para participar é preciso “curtir” a página do blog no Facebook ok? Infelizmente quem não tem perfil no Facebook, não poderá participar do sorteio. Então as regras são as seguintes:
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Residir no Brasil.
Deixar um comentário nesse post dizendo: Também vou me encantar com “A Resposta” da Editora Bertrand.
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Para ter ainda mais chances de ganhar, você pode divulgar a promoção no Twitter ou Facebook com a seguinte frase: A @Ju_Oliv e @EditoraBertrand sorteiam “A Resposta” A emocionante história q deu origem ao filme Histórias Cruzadas. http://bit.ly/zJTMuU
Só é permitido divulgações de 4 em 4 horas, senão acaba virando Span. A cada divulgação, é permitido preencher o formulário novamente.
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A promoção vai até o dia 02 de Abril. Quem não seguir todas as regras será desclassificado. Então, participem bastante, divulguem e boa sorte a todos! Beijos e até a próxima!
Eugenia Skeeter Phelan terminou a faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora. Após um emprego como colunista do jornal local, ela tem uma ideia brilhante, mas perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas do Mississipi na década de 60. Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibeleen, a empregada doméstica que criou 17 crianças brancas, e Minny, que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida.
Acabei de ler “A Resposta”. Ainda sinto na pele todos os sentimentos que esse livro me causou. Estou maravilhada!
A história se passa no ano de 1962, na cidade de Jackson, Mississipi, EUA. Eugênia Skeeter, 22 anos, acaba de voltar para a casa dos pais após de se formar na faculdade. Tudo o que sua mãe quer é vê-la casada com um bom moço. Mas o sonho de Skeeter é ser escritora.
Aibileen é uma empregada doméstica negra, muito sábia e respeitada. Ela já está criando a sua 17ª criança branca. Ela é muito apegada à menininha que cuida, Mae Mobley, de 2 aninhos.
Minny,melhor amiga de Aibileen também empregada doméstica negra, famosa por cozinhar como ninguém em Jackson, muito honesta e dedicada. Mas seu maior defeito já a fez perder muitos empregos. Ela não leva desaforo pra casa, não consegue controlar a própria lingua.
Essas três mulheres, diferentes uma da outra, vão se unir num projeto arriscando, clandestino e perigoso. Skeeter, está cansada de ver a barreira que separa os brancos e os negros no Mississipi. Os negros tem que usar banheiros separados, frequentar bares, cinemas, supermercados exclusivos para negros. Ela não aguenta mais tanto preconceito e limites. Então, decide escrever um livro, onde as empregadas domésticas negras, contam suas histórias vividas nas casas das patroas brancas.
Skeeter sabe que a idéia é muito arriscada, mesmo trocando o nome de todos os envolvidos e até mesmo criando um nome ficticio para a cidade. Resolve então convidar Aibileen, empregada de sua amiga Elisabeth. Aibileen aceita o desafio, mas é preciso pelo menos mais 12 empregadas negras para contar suas histórias. Skeeter e Aibileen, precisam ter muito cuidado ao contar as outras domésticas o plano de se escrever o livro.
O que eu achei do livro? Nossa, difícil encontrar palavras para dizer o quanto eu amei essa história! Uma história forte e ao mesmo tempo cômica. Simples, como nas palavras das domésticas negras. E profundo, que toca o nosso coração.
O livro é dividido em capítulos onde cada uma das três principais personagens. Skeeter, Aibileen e Minny nos mostra o seu ponto de vista. Difícil dizer qual das três personagens mais me cativou. Mas creio que tenha sido a Aibileen. Ela é tão delicada, amorosa, submissa e gentil, que dá vontade de ouvir mais e mais histórias contadas por ela, sobre seus 17 bebês brancos que ajudou a criar. Sua relação com a pequena Mae Mobley é tão tocante, chorei muito lendo as partes em que ela ensinava a pequena a ter amor por todos independente de sua cor.
No final do livro, temos uma breve biografia da autora “Kathryn Stockett por ela mesma” onde ela conta sobre sua infância na cidade de Jackson no Mississipi, sua convivência com a sua querida empregada negra, os limites impostos e as barreiras. Difícil acreditar que esse livro seja ficção. Acho que tem muito mais verdade nele do que a autora quis que acreditássemos.
Enfim, o melhor livro do ano pra mim até agora, já foi para os meus Favoritos, com certeza. E é aquele livro que eu vou recomendar pra todo mundo, quero que todos leiam e se encantem com a história dessas três mulheres.
A Resposta - Kathryn Stockett573 páginasEditora BertrandComprar: Submarino||Saraiva
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EDITANDO
Acabei de assistir ao filme “Histórias Cruzadas” em que o livro “A Resposta” foi baseado. O filme é tão lindo quanto o livro. Muitíssimo fiel, acho que o mais fiel que já vi até hoje. Quase todas as falas das personagens do filme tem no livro. Vale muito a penas assistir, mas claro, só depois de ler o livro.
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=Q7XOj3wHxl8&feature=fvst
A psicóloga Fiona Cameron dedicou a vida a capturar criminosos para impedir que outras pessoas morressem de forma tão brutal quanto Lesley, sua irmã caçula que fora estuprada e assassinada. Contudo, jurou jamais trabalhar para a Scotland Yard novamente, uma vez que agiram contra seus conselhos e, como resultado, destruíram uma investigação.
No entanto, ao descobrir que há um assassino à solta liquidando escritores da mesma forma como as vítimas são mortas nos livros, ela não consegue deixar de suspeitar que seu namorado, o premiado autor de suspense Kit Martin, seja um alvo em potencial, e decide investigar.
Sombras de um crime é sem dúvida, o melhor livro suspense policial que já li em toda minha vida. Tão envolvente, aterrorizante e num ritmo frenético.
Fiona Cameron é uma psicóloga especialista em Conexão criminal, estudando o perfil geográfico de maníacos assassinos. Ela optou por essa profissão, depois que sua irmã caçula foi brutalmente estuprada e assassinada. Infelizmente ela jamais encontrou o assassino de sua irmã.
Fiona é durona em seu trabalho, mas quando está em casa, é só carinhos com seu namorado Kit, famoso escritor de livros de suspense.
Depois de alguns desentendimentos com seus superiores, ela jurou que nunca mais trabalharia para a Scotland Yard. Até que um serial killer começa a agir. Ele caça, tortura e mata famosos escritores de suspense que tiveram suas obras adaptados para o cinema ou TV. E os mata exatamente como os personagens de seus próprios livros.
“Nenhum criminoso era mais difícil de ser capturado do que um assassino sem uma ligação aparente com a vítima, alguém cuja lógica só fazia sentido para ele mesmo, que deixava poucos rastros e era inteligente o suficiente para se manter alguns passos à frente de seus perseguidores.”
Após o assassinato do terceiro escritor de suspense, todos amigos de Kit, a Policia finalmente acredita na teoria de Fiona. De que todos os assassinatos estão ligados, não foram aleatórios. E ela agora teme pela vida de seu amor, pois além de ser um grande escritor de suspense, sua obra foi adaptado para o Cinema.
Ela precisa correr contra o tempo para poder salvá-lo e sabe exatamente como o serial killer irá executá-lo. Exatamente como Kit escreveu em seu livro. Com todo aquele sangue e tortura…
“O terror esmagou-lhe o peito. Sabia exatamente o que estava por vir. Afinal de contas, ele próprio escrevera o enredo.”
Sombras de um Crime é aquele tipo de livro que te tira o sono, te tira o fôlego! Literalmente. Eu devorava o livro, e ficava tensa, angustiada e querendo saber o que viria página após página. É livro de suspense mais bem escrito que já li. em momento algum você vai se sentir enfadada da leitura. É adrenalina do começo ao fim.
Os personagens são muito bem construidos, intensos, reais. A autora, Val McDermid, nos faz mergulhar na mente de um assassino. Através do diário do serial killer, ficamos aterrorizadas, estarrecidas com tamanha crueldade e sangue frio. Algumas cenas são tão fortes que chega a embrulhar o estômago, tamanha a capacidade da autora em nos mostrar o pior lado da mente humana.
Esse foi o primeiro livro da autora que li, com certeza agora já quero todos os outros títulos lançados aqui no Brasil, Um corpo para o Crime, O eco distante, Prelúdio para a morte e Domínio Sombrio.
Quem é fã de um bom livro de suspense, com direito a um serial killer implacável e sanguinário, não pode deixar de ler. Recomendadíssimo.
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Jackie Ball é dona da floricultura Flower Power, que entrega rosas vermelhas em enterros e coroas de flores a namorados (Ops, alguma coisa deu errado!). E sabe que encontrar a felicidade não é lá tarefa das mais fáceis (Aliás, uma tarefa um tanto inglória). Então, quando Dan “shortinho colado e sorriso sexy” Lewis entra em sua vida, ela o agarra com unhas e dentes e com o fatídico “sim, eu aceito”. Mas há uma mosca na sopa de Jackie: ela ainda é casada com Henry, o mala do “ex-marido”. Pelo que consta, o casamento deles está morto e enterrado, e agora ela precisa correr para contratar um advogado e se preparar para dar o definitivo pé na bunda. Entretanto… Surpresa! Quando começam a chegar pelo correio os papéis do divórcio, Henry acha que ainda tem contas a acertar com ela… e parece que ele vai fazer de tudo para dificultar as coisas. Não que ele ainda a ame, mas ela o abandonou com um simples bilhetinho de adeus, e agora ele quer porque quer descobrir o verdadeiro motivo!
Jackie é dona de uma floricultura em sociedade com sua melhor amiga, Emma. Aos trinta e poucos anos, tudo que ela quer agora é se casar (novamente). E quando conhece Dan, um bonitão sedutor, tudo o que ela quer é fisgar de vez esse bom partido. E então, após seis meses de namoro, Dan a pede em casamento, do jeito mais romântico possível. Esse pedido não era tudo o que Jackie mais queria ouvir? Sim! Mas não tão rápido assim. Ela só não ficou mais feliz com o pedido por um pequeno detalhe… Jackie ainda é casada com Henry.
Dan, ao perceber a falta de empolgação de Jackie com o pedido que ela tanto anciava, fica sem entender nada! Então Jackie conta a ele que ainda é casada, no começo ele leva um susto, mas juntos decidem que vão dar entrada imediatamente ao pedido de divórcio. Jackie recebe apoio de toda sua família, sua melhor amiga Emma e também de seu funcionário/amigo Lech. Só o que ninguém entende, é porque Jackie não se divorciou de Henry logo após sair de sua casa em Londres, a um ano e meio atrás.
Jackie contrata então a advogada Velma, para dar início ao processo de divórcio. Velma garante que no máximo em um mês, ela será uma mulher divorciada. Eles comemoram! E Dan, apressadinho diante das boas novas, resolve se adiantar e contrata bufê, banda, o hotel onde será a grande festa de seu casamento com Jackie. Tudo isso contando com o prazo que Velma lhes deu, de um mês.
Tudo ia bem, até Henry, lá em Londres começar a receber os papéis do divórcio. Pra ele foi um grande choque, apesar de Jackie ter fugido de casa, deixando apenas um bilhete no dia do jantar de comemoração de 1 ano de casamento. Henry nunca entendeu o que houve, o que fez Jackie abandonar tudo, sair assim sem dar uma mínima explicação. Tudo ia tão bem entre eles…
Henry trabalha como crítico gastronômico e tem uma coluna no jornal de domingo. Com uma simples palavra, ele é capaz de fechar um restaurante, acabando com toda sua reputação. Sempre foi considerado um homem duro, nunca expõe seus sentimentos. Mas desde que a papelada do divórcio começou a chegar, ele ficou tão melancólico, sentimental. Começou a pensar o que deu errado em seu casamento com Jackie, o que faltou? Amor de sua parte nunca faltou. Será que ainda tinha algum amor por ela? Não, de jeito nenhum…
Quando Henry descobre que Jackie quer o divórcio agora, porque vai se casar novamente, fica possesso e decide fazer o possível e o impossível para dificultar o máximo para o lado dela. Com isso o divórcio se arrasta por meses e meses…
Olha, fazia muito tempo que eu não ria tanto lendo um livro, o último foi Cotoco. A Jackie é muito engraçada, espirituosa, se mete em cada confusão por conta do seu divórcio. Ri muito também com o Lech, o funcionário das amigas na floricultura. Ele sempre querendo chamar a atenção da Emma, que abomina ele!
“Neste minuto, o carro de Lech roncou bem alto do lado de fora da loja. Então, pelas janelas abertas, ouvia-se o rádio ligado no máximo tocando Brian Adans. Lech partiu em uma nuvem de fumaça e borracha queimada, acenando freneticamente para Jackie e Emma ao passar pela janela. Para garantir que elas não o ignorassem, ele ainda apertou a buzina escandalosa duas vezes, levantando o polegar.”
A família da Jackie é hilária, em vários momentos me lembrou a “Família Walsh” dos livros da Marian Keys que eu adoro! É uma trapalhada seguida da outra. Me diverti muito! Um Chick-lit divertidíssimo, mas com uma grande pitada de romance também, a combinação perfeita!
A autora mescla no livro o que se passa na cabeça da Jackie, do Dan e do Henry com toda a confusão do divórcio, alternando os capítulos entre cada um deles. O livro é grande, tem 430 páginas, mas você se empolga tanto com a história que quando percebe já acabou… e deixou saudades. Então, para as fãs de um bom Chick-lit, esse livro é super indicado. Com certeza irão se divertir tanto quanto eu. Recomendadíssimo!
E ai pessoal?! Fiquei exatamente um mês sem postar o vídeo da Minha “Caixa de Correio”. Como eu avisei no último vídeo, ia dar um tempo nas solicitações de livros para resenha. Estava com muitos acumulados. Não chegou muita coisa nessas semanas, mas deu vontade de gravar o vídeo. Espero que gostem e comentem!!! Beijinhos!
httpvhd://www.youtube.com/watch?v=TVUzq4DbOzY
Cortesia para resenha
Um dia – Editora Intrínseca
Ladrões de Elite – Editora Arqueiro
Doce Ilusão – Essência (Planeta)
Glimmerglass – Universo dos Livros
Amante Consagrado – Universo dos Livros
O divórcio dos meus Sonhos – Bertrand
Comprei
Lie to Me – 1ª temporada
Mimos
Cartinha com marcadores da Claudia Charão (Livraria Outubro)
Marcadores Ladrões de Elite
Lucy Brown está prestes a se casar com o homem dos seus sonhos. Contudo, na véspera da cerimônia, ela sofre um acidente fatal. Agora ela terá que escolher: aceitar uma vida inteira longe de sua alma gêmea e ir para o céu, ou ficar com seu amor, sob a forma de fantasma. Vencedora de diversos prêmios, esse é o romance de estreia de Cally Taylor.
Lucy e Dan estão juntos a sete anos e vivem um romance perfeito! Dan é lindo, o noivo que qualquer mulher gostaria de ter. Lucy é a noiva mais feliz do mundo. Exatamente às vésperas do casamento, Lucy sofre um acidente fatal e morre! Todos os seus sonhos, os planos de uma vida ao lado de seu amor, tudo isso lhe é arrancado para sempre.
Ao morrer Lucy vai para o limbo. Lá ela tem direito a uma escolha. Ou vai direto para o céu onde seus pais a esperam, ou volta para a Terra como uma espécie de morta-viva, um fantasma, que poderá “assombrar” o Dan para todo o sempre.
Lucy, toma sua decisão, ela quer voltar à Terra e passar a eternidade ao lado de seu amado, mesmo sendo apenas um fantasma.
Mas, para voltar como um fantasma, Lucy precisa realizar uma missão. Sua missão é a encontrar o amor verdadeiro para um estranho, em apenas 21 dias. Se não completar sua missão no tempo determinado, vai direto para o céu e jamais verá Dan novamente.
Archibald Humphreys-Smythe, é um cara esquisitão, magrelo, barbudo e descabelado, solitário, geek, só pensa em computador e Guerra nas Estrelas. É para ele que Lucy precisa encontrar o amor verdadeiro.
Lucy faz tudo para se aproximar dele e acaba até indo trabalhar no mesmo departamento de Informática de Archie, apelido carinhoso que Lucy lhe deu. Os dois acabam se tornando amigos. O primeiro passo já foi dado, agora Lucy precisa encontrar sua alma gêmea.
Brian e Claire também estão na mesma situação de Lucy. Precisam realizar sua missão para poderem voltar à Terra como fantasmas. Os três moram na mesma “Casa dos Aspirantes a fantasmas”.
Suas missões possuem alguma regras, entre elas, não poder se comunicar de forma alguma com qualquer pessoas que as tenham conhecido vivos. Lucy sofre muito por causa dessa regra. Como ela gostaria de dizer a Dan que estava ali, que ainda o amava e que jamais o abandonaria…
“O céu vai ter que esperar!” me surpreendeu! Adoreeeei a história, me diverti horrores com as trapalhadas da Lucy. Ela é hilária, super divertida e mesmo estando nessa situação de morta-viva, era sempre muito bem humorada. Seus companheiros de casa também são super carismáticos, apesar da péssima recepção que teve de Claire, logo as duas acabaram se entendendo.
O Archie tbm é engraçado, com sua vó chatérrima, que a Lucy odiava. Todos os personagens foram muito bem elaborados pela autora, esse é seu romance de estréia, imagino que virá muito mais coisa boa por ai.
Enfim, um Chick-lit muuuito bacana, divertido e contagiante. Começava a ler e acabava perdendo a noção do tempo. Só um aviso, não esperem muito romance da história. Tá mais pra comédia do que pra romance, mas eu amei!!! Rendeu boas gargalhadas. Super recomendo!